Como havia suspeitado, o irmão havia percebido o que estava acontecendo entre ele e Catarina. Quando estava prestes a abrir a boca para responder, Noah não se conteve e começou a rir alto.
— O que foi? — perguntou Henri, confuso.
— “Te chamei de Cat, porque você é uma gatinha!” — Noah soltou entre risadas, sem conseguir se segurar.
Desta vez, foi Henri quem sentiu o rosto queimar de vergonha. Além de ter sido descoberto, o irmão havia ouvido exatamente a conversa que eles haviam tido.
— O que você quer, Noah? — Henri perguntou, nervoso, tentando manter a compostura.
— Eu? — Noah continuava sorrindo, arqueando uma sobrancelha. — Eu quero saber como você consegue conquistar as garotas com uma cantada tão… barata dessas.
— Noah… — começou, gaguejando, tentando encontrar uma saída, mas o irmão não deixou. — Para de rir, você não entende nada!
Ele caminhou até a porta e a trancou, com medo de que Catarina escutasse alguma coisa. Depois, voltou para a sua mesa e se afundou na cadeira, torcendo para que o chão se abrisse e o engolisse.
— Não é como você pensa… — tentou explicar, mas Noah cortou, gargalhando ainda mais alto.
— Ah, claro! Não é assim… — repetiu ironicamente, dando alguns passos circulares em torno da mesa do irmão, como se estivesse estudando cada movimento dele. — Então me conta, você faz isso sempre? Chega perto da moça, encosta, dá uma cantadinha e pronto? Isso funciona mesmo?
Henri fechou os olhos por um instante, respirou fundo e tentou retomar o controle.
— Noah, sério, pode parar de rir? — pediu, já um pouco alterado. — A Catarina vai te ouvir.
— Não se preocupe, eu pedi que ela se retirasse um pouco.
— Para quê?
— Para buscar um café — explicou. — Acho que o tempo que ela vai demorar dá para tirar uma onda com a sua cara ainda.
— Para com isso, está me deixando constrangido.
— Constrangido? — indagou. — Quem ficou constrangido fui eu, que teve que ouvir uma cantada daquelas. Sério, irmão, eu esperava mais de você.
— Não tem mais o que fazer, não? — Henri interrompeu o irmão, sabendo que ele não iria parar tão cedo. — Está com pouco serviço?
Notando que já havia irritado o irmão mais do que pretendia, Noah decidiu levar as coisas mais a sério.
— Na verdade, eu tenho muitos planos, mas agora, com a chegada da nossa sobrinha, terei que adiar alguns deles — disse, cruzando os braços e sentando-se casualmente em uma das cadeiras em frente à mesa do irmão.
— Como assim? — Henri franziu a testa, intrigado.
— A Elisa quer ir para os Estados Unidos, e eu vou aproveitar para ir junto.
Henri arregalou os olhos, surpreso.
— Sério?
— Sim. Na verdade, acho que toda a família vai — completou, olhando para o irmão de maneira séria. — E a casa da Elisa também está se organizando para ir.
Ainda processando a informação, Henri comentou.
— Então quer dizer que vai ser uma viagem em grupo?
Henri revirou os olhos, dessa vez discretamente, sem que o irmão percebesse, e tomou um gole do café, tentando manter a compostura enquanto sentia uma pontada de vergonha e inquietação.
— Eu sei disso, mas não se preocupe, está tudo sob controle. — disse, tentando soar confiante.
— Está mesmo? — Noah arqueou a sobrancelha, desconfiado.
— Claro que está. Por que não estaria? — retrucou, com uma ponta de irritação, mas tentando manter a postura.
Noah apoiou os cotovelos na mesa, inclinando-se levemente para frente, olhando fixamente para o irmão.
— Irmão… olha, você sabe que nunca fui do tipo de me intrometer na sua vida, mas… — pausou, escolhendo as palavras com cuidado — ela trabalha para você. Se não está a fim de um relacionamento sério, nem deveria tentar. Já pensou como ficará o clima entre vocês depois que você se cansar desse joguinho?
Desviando o olhar por um instante, Henri engoliu em seco, sentindo aquele toque de verdade nas palavras de Noah.
— Eu… — começou, mas Noah o interrompeu.
— Eu só estou dizendo… é melhor pensar duas vezes antes de se deixar levar pela empolgação. Às vezes, um passo em falso pode custar muito mais do que um simples olhar ou um flerte bobo.
— Já disse que está tudo sob controle.
— Sei disso — Noah continuou, olhando fixamente para ele — só estou aqui para te lembrar. Mas, olha… se estiver a fim de levar algo a sério com ela, pode contar comigo: serei o primeiro a te apoiar.
Um silêncio pesado pairou na sala, até que Noah quebrou a tensão, inclinando-se um pouco mais para frente.
— Fala a verdade para mim, Henri… você está gostando da Catarina?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...