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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 312

Como havia suspeitado, o irmão havia percebido o que estava acontecendo entre ele e Catarina. Quando estava prestes a abrir a boca para responder, Noah não se conteve e começou a rir alto.

— O que foi? — perguntou Henri, confuso.

— “Te chamei de Cat, porque você é uma gatinha!” — Noah soltou entre risadas, sem conseguir se segurar.

Desta vez, foi Henri quem sentiu o rosto queimar de vergonha. Além de ter sido descoberto, o irmão havia ouvido exatamente a conversa que eles haviam tido.

— O que você quer, Noah? — Henri perguntou, nervoso, tentando manter a compostura.

— Eu? — Noah continuava sorrindo, arqueando uma sobrancelha. — Eu quero saber como você consegue conquistar as garotas com uma cantada tão… barata dessas.

— Noah… — começou, gaguejando, tentando encontrar uma saída, mas o irmão não deixou. — Para de rir, você não entende nada!

Ele caminhou até a porta e a trancou, com medo de que Catarina escutasse alguma coisa. Depois, voltou para a sua mesa e se afundou na cadeira, torcendo para que o chão se abrisse e o engolisse.

— Não é como você pensa… — tentou explicar, mas Noah cortou, gargalhando ainda mais alto.

— Ah, claro! Não é assim… — repetiu ironicamente, dando alguns passos circulares em torno da mesa do irmão, como se estivesse estudando cada movimento dele. — Então me conta, você faz isso sempre? Chega perto da moça, encosta, dá uma cantadinha e pronto? Isso funciona mesmo?

Henri fechou os olhos por um instante, respirou fundo e tentou retomar o controle.

— Noah, sério, pode parar de rir? — pediu, já um pouco alterado. — A Catarina vai te ouvir.

— Não se preocupe, eu pedi que ela se retirasse um pouco.

— Para quê?

— Para buscar um café — explicou. — Acho que o tempo que ela vai demorar dá para tirar uma onda com a sua cara ainda.

— Para com isso, está me deixando constrangido.

— Constrangido? — indagou. — Quem ficou constrangido fui eu, que teve que ouvir uma cantada daquelas. Sério, irmão, eu esperava mais de você.

— Não tem mais o que fazer, não? — Henri interrompeu o irmão, sabendo que ele não iria parar tão cedo. — Está com pouco serviço?

Notando que já havia irritado o irmão mais do que pretendia, Noah decidiu levar as coisas mais a sério.

— Na verdade, eu tenho muitos planos, mas agora, com a chegada da nossa sobrinha, terei que adiar alguns deles — disse, cruzando os braços e sentando-se casualmente em uma das cadeiras em frente à mesa do irmão.

— Como assim? — Henri franziu a testa, intrigado.

— A Elisa quer ir para os Estados Unidos, e eu vou aproveitar para ir junto.

Henri arregalou os olhos, surpreso.

— Sério?

— Sim. Na verdade, acho que toda a família vai — completou, olhando para o irmão de maneira séria. — E a casa da Elisa também está se organizando para ir.

Ainda processando a informação, Henri comentou.

— Então quer dizer que vai ser uma viagem em grupo?

Henri revirou os olhos, dessa vez discretamente, sem que o irmão percebesse, e tomou um gole do café, tentando manter a compostura enquanto sentia uma pontada de vergonha e inquietação.

— Eu sei disso, mas não se preocupe, está tudo sob controle. — disse, tentando soar confiante.

— Está mesmo? — Noah arqueou a sobrancelha, desconfiado.

— Claro que está. Por que não estaria? — retrucou, com uma ponta de irritação, mas tentando manter a postura.

Noah apoiou os cotovelos na mesa, inclinando-se levemente para frente, olhando fixamente para o irmão.

— Irmão… olha, você sabe que nunca fui do tipo de me intrometer na sua vida, mas… — pausou, escolhendo as palavras com cuidado — ela trabalha para você. Se não está a fim de um relacionamento sério, nem deveria tentar. Já pensou como ficará o clima entre vocês depois que você se cansar desse joguinho?

Desviando o olhar por um instante, Henri engoliu em seco, sentindo aquele toque de verdade nas palavras de Noah.

— Eu… — começou, mas Noah o interrompeu.

— Eu só estou dizendo… é melhor pensar duas vezes antes de se deixar levar pela empolgação. Às vezes, um passo em falso pode custar muito mais do que um simples olhar ou um flerte bobo.

— Já disse que está tudo sob controle.

— Sei disso — Noah continuou, olhando fixamente para ele — só estou aqui para te lembrar. Mas, olha… se estiver a fim de levar algo a sério com ela, pode contar comigo: serei o primeiro a te apoiar.

Um silêncio pesado pairou na sala, até que Noah quebrou a tensão, inclinando-se um pouco mais para frente.

— Fala a verdade para mim, Henri… você está gostando da Catarina?

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