Sentada no banco do passageiro, Catarina tentava disfarçar a inquietação. Sentia o coração acelerar de tempos em tempos, sempre que notava o olhar dele pousando sobre si por alguns segundos mais do que deveria.
Ela ajeitou o vestido que usava, um tom azul-claro que contrastava com os cabelos ruivos soltos. Tinha consciência de que estava longe de se sentir à altura do ambiente sofisticado que Henri costumava frequentar, mas ainda assim, havia algo reconfortante na maneira como ele a tratava.
— Está confortável? — ele perguntou de repente, quebrando o silêncio entre eles.
— Sim… — respondeu ela, sorrindo de leve. — O carro é muito confortável.
Ele assentiu, mantendo os olhos na estrada.
— Bom saber. Quero que se sinta bem quando estiver comigo.
Tentando não se deixar levar pelas entrelinhas, Catarina virou o rosto para a janela, fixando os olhos no horizonte, mas não conseguiu evitar o rubor nas bochechas.
Pouco menos de uma hora depois, os prédios altos da capital começaram a surgir. Henri diminuiu a velocidade e entrou em uma avenida movimentada, repleta de veículos e pessoas apressadas. Estacionou o veículo em frente a um restaurante sofisticado, onde manobristas uniformizados já aguardavam.
— Vamos fazer uma pausa para o almoço aqui. — anunciou, desligando o motor.
Olhando para a fachada imponente, com janelas amplas e letreiros dourados, Catarina não pode deixar de se sentir nervosa. O coração dela disparou. Nunca havia entrado em um lugar como aquele.
— Tem certeza? — perguntou, hesitante. — Eu não estou vestida para…
Arqueando uma sobrancelha, ele a interrompeu.
— Catarina, você está linda. Não precisa se preocupar com isso. — E, sem dar espaço para objeções, saiu do carro e abriu a porta para ela.
Ela desceu devagar, tentando conter o nervosismo. Ao entrarem, foram recebidos por um maître que os conduziu a uma mesa reservada em um canto discreto.
Sabendo que estava impressionando-a, Henri puxou a cadeira para que ela se sentasse. Foi um gesto simples, mas que fez o coração dela se agitar ainda mais. Sentando-se em frente, ele pegou o cardápio e começou a folheá-lo.
— Gosta de massas? — perguntou.
— Gosto, sim.
— Então vou pedir algo especial para nós. — disse, chamando o garçom.
Catarina observava tudo em silêncio, impressionada com a naturalidade dele naquele ambiente. Quando o pedido foi feito, ele se recostou na cadeira, cruzando os braços, e fixou os olhos nela.
— Confesso que estou curioso sobre você. — disse, num tom descontraído.
— Sobre mim? — ela franziu a testa, sem entender.
— Sim. Sei que é dedicada, que tem potencial… mas ainda não sei muito sobre quem você é de verdade.
Ela desviou o olhar, mexendo nervosamente nos dedos.
— Não tenho muito o que dizer… sou apenas uma garota comum, tentando ajudar meus pais e... sobreviver.
Inclinando-se para frente, ele apoiou os cotovelos na mesa.
— Não subestime a si mesma, Catarina. — disse, sério. — Você tem algo diferente. E não falo só das suas habilidades.
Ela arregalou os olhos, sentindo o calor subir pelo rosto.
— O que quer dizer com isso?
Ele deixou um sorrisinho escapar, aquele mesmo sorriso provocador que a deixava desconcertada.
— Quero dizer que você chama a atenção de qualquer homem… — Ele fez uma pausa, encarando-a diretamente. — E eu não sou exceção.
Catarina sorriu, segurando o tecido com cuidado.
— É macio, leve. Vai ficar perfeito nela.
Ele observou o entusiasmo dela e sorriu.
— Se você diz, eu acredito. Afinal, parece que entende mais disso do que eu.
— Eu só imagino como a bebê ficará linda com isso.
— Então, está decidido. — disse, chamando a vendedora para embalar o vestido. — Vamos levar este.
Enquanto a vendedora se afastava, Catarina ainda admirava a vitrine, mas sentiu o peso do olhar do chefe sobre si. Voltou-se para ele, corando.
— O que foi?
Ele sorriu de canto, aproximando-se apenas o suficiente para que sua voz fosse ouvida apenas por ela.
— Nada… só estou pensando que você parece se encaixar perfeitamente em qualquer lugar, até mesmo numa loja de artigos infantis.
O coração dela disparou novamente. Sentiu-se dividida entre a vontade de acreditar nas palavras dele e o medo de se deixar levar.
Por sua vez, Henri sabia que estava cruzando uma linha perigosa, mas não conseguia evitar. Catarina era irresistível demais.
Decidido a aproveitar aquele momento longe dos olhares da vila, ele resolveu ser mais direto com ela.
— Escuta… e se, ao sairmos daqui, em vez de irmos para casa, eu te levasse a um lugar especial?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...