Os olhos de Catarina se encheram de expectativas, incapaz de acreditar que Henri realmente queria passar mais tempo com ela. Um frio gostoso percorreu sua espinha, misturando-se ao nervosismo que já sentia desde que ele a chamou para aquele passeio inesperado.
Ela entreabriu os lábios, surpresa, antes de responder:
— Eu adoraria.
O sorriso que se formou no rosto de Henri foi rápido e satisfatório. Sem perder tempo, conduziu-a até o carro e juntos partiram, deixando a loja e o movimento da cidade para trás.
O trajeto foi silencioso, pontuado apenas pelo som suave do rádio e pelo barulho dos pneus sobre o asfalto. Enquanto isso, Catarina sentia o coração acelerar, olhando ocasionalmente para ele, como se temesse que fosse tudo apenas um sonho.
Após alguns minutos, a paisagem começou a mudar. O verde das plantações deu lugar ao azul do horizonte, e logo ela avistou a costa da praia. Seus olhos brilharam e, por um instante, ela se esqueceu de respirar. Quando o carro finalmente estacionou em frente a uma enorme mansão à beira-mar, ela abriu a boca, mas só conseguiu murmurar:
— Nossa…
Percebendo a reação dela, Henri sorriu.
— Gostou? — perguntou, com a voz baixa.
Recuperando o fôlego, ela assentiu com a cabeça.
— Quem mora aqui?
— Esta é a casa de praia da minha família. Quando a gente quer dar um tempo da fazenda, fazemos as malas e damos um pulo aqui.
— Minha nossa! — Catarina disse, olhando para o mar calmo e azul, fechando os olhos para sentir a brisa salgada acariciando seu rosto. — Esse lugar parece o paraíso.
Dando um passo em direção à porta de entrada, Henri estendeu a mão para ela.
— Aposto que você vai gostar de conhecer a casa por dentro também.
Ela entrelaçou os dedos aos dele por um instante, sentindo a força discreta do toque, antes de soltar a mão e seguir para dentro. A mansão era ampla, com paredes claras, grandes janelas que deixavam a luz do sol entrar e refletir no piso.
— Aqui é a sala de estar — Henri disse, conduzindo-a pelo corredor. — Normalmente não precisamos de muito espaço, porque ficamos mais na varanda.
Catarina não tirava os olhos de cada detalhe. Quadros discretos, móveis elegantes, porém sem exageros, e a vista para o mar que parecia uma pintura viva.
— É incrível… — murmurou. — Nunca imaginei um lugar assim.
— Espera só até conhecer meu quarto — ele disse, com um sorriso que fez o coração dela pular. — A vista dele é incrível.
Interpretando o silêncio dela como um convite, Henri aproximou-se ainda mais, sentindo a respiração dela misturar-se à sua.
Seus dedos acariciaram suavemente a lateral de seu braço, e ela sentiu o corpo se inclinar levemente para ele, quase instintivamente.
— Posso? — ele sussurrou, roçando os lábios aos dela.
Sem palavras, Catarina fechou a distância que ainda restava entre eles, acabando de vez com os milímetros que separavam seus lábios.
Quando sentiu a boca de Henri sobre a sua, um arrepio percorreu todo o seu corpo, como se cada célula tivesse despertado para aquela sensação maravilhosa, única, que nunca havia experimentado antes.
Henri não hesitou. Com uma das mãos, puxou-a ainda mais para perto, colando seus corpos com força, enquanto a outra deslizou delicadamente pela nuca dela, segurando-a de maneira possessiva. O beijo era urgente, cheio de desejo, como se cada instante de espera tivesse acumulado toda aquela intensidade.
Seu corpo se inclinava, buscando cada contato, cada aproximação, como se precisasse dela tanto quanto precisava respirar. E, perdida naquele momento, Catarina deixou-se levar, entregando-se sem reservas.
Notando que ela desejava aquilo tanto quanto ele, Henri a segurou firme e a ergueu nos braços, acomodando cada perna dela de um lado de seu corpo. Nessa posição, a pressionou na parede. Queria que ela sentisse cada centímetro dele e percebesse o quanto era desejada, o quanto havia mexido com ele desde o primeiro instante.
— Eu esperei tanto por isso, Cat... — sussurrou, com a voz rouca, antes de mergulhar novamente em seus lábios, devorando-os como se não houvesse amanhã.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...