Sem conseguir controlar o desejo que sentia, ainda a segurando no colo, ele caminhou em direção à cama. Cada passo acelerava o coração dela, e a respiração ficava mais rápida, entrecortada pelo misto de expectativa e nervosismo. Ele a deitou suavemente, sem soltar seus lábios, e começou a despi-la.
Sentindo o calor subir pelas suas bochechas, ela engoliu em seco, notando que as suas mãos tremiam levemente.
— Eu… — ela começou, hesitante, tentando organizar os pensamentos que pareciam escapar por entre o desejo que sentia. — Eu acho que…
— Que não deveria estar aqui? — completou Henri, com um leve sorriso, quase provocativo. — Mas você está, Cat. E isso diz tudo.
Ela sentiu suas mãos segurarem suavemente seu rosto, guiando-a para encontrá-lo com os olhos. Cada olhar trocado era impossível de ignorar.
— Você quer isso também, não é? — Henri murmurou, inclinando-se apenas o suficiente para que seus lábios quase se tocassem. — Não finja, Catarina. Não aqui, não agora.
Seu corpo inteiro estremeceu com o tom autoritário da voz dele. Tudo parecia explodir dentro dela, e ela não queria mais resistir, mas… Tinha medo.
— Sim… eu quero… mas não sei se estou pronta para isso — murmurou, quase sem conseguir completar a frase, por conta do coração batendo descompassado.
— Prometo que você vai gostar… — ele continuou, sussurrando em seu ouvido.
Ela sabia disso. Sabia que qualquer coisa que acontecesse naquele quarto seria prazerosa e inesquecível. Mesmo assim, o receio começava a se instalar em sua mente, tomando pequenas doses de racionalidade no meio daquela onda de sensações.
Havia começado o dia curiosa, ansiosa para descobrir aonde tudo aquilo iria levar, mas agora, naquele quarto distante da vila, com a brisa do mar entrando pelas janelas, a realidade a atingia de forma avassaladora. Ela estava sozinha com Henri. Sozinha. Numa casa que não conhecia direito, num quarto amplo e silencioso, deitada na cama macia, sentindo o calor do corpo dele por cima do seu.
Cada movimento dele parecia adivinhar perfeitamente como provocá-la sem precisar de palavras. A proximidade fazia o coração dela disparar, enquanto a mente lutava para encontrar um fio de lógica em meio à tempestade de sensações.
— Henri… — começou, hesitante, sentindo as mãos dele descer sobre a sua cintura. — Eu…
— Shh — ele a interrompeu, aproximando a testa da dela. — Não precisa dizer nada agora. Só me deixe mostrar. Eu quero que você sinta, Cat... Quero que saiba o quanto eu te desejo, o quanto você me deixa sem fôlego.
Não se importava com o que viria depois. Se quisesse, poderia simplesmente dizer a ela que tudo aquilo era apenas por impulso, por casualidade, e que, caso ela esperasse algo mais, ele não seria o homem certo para aquilo. Se ela entendesse, ótimo; se não… paciência. Isso já não era problema dele.
Já Catarina, sentindo que não conseguiria mais resistir àquelas sensações, decidiu deixar de lado todos os seus medos e se permitiu sentir. Para ela, aquele momento era único e especial, repleto de algo que ia muito além da simples atração física. Henri a havia levado para sua casa de praia, um lugar que certamente era reservado apenas à sua família, e o fato de ele compartilhá-lo com ela a fazia se sentir importante, escolhida.
Embora não soubesse exatamente o que viria depois, seu coração batia acelerado não de ansiedade pelo desconhecido, mas pela certeza de que entre eles havia uma conexão genuína, delicada e intensa. Cada gesto dele, cada olhar, cada toque leve transmitia cuidado, atenção e um afeto que a fazia corar de timidez.
Nunca antes havia experimentado algo tão doce e arrebatador: o simples fato de estar ali, sozinha com ele em um lugar tão íntimo, já parecia um sonho do qual não queria acordar. Havia em Henri algo que a fazia confiar, algo que tornava cada momento leve, mesmo quando o coração dela disparava e as mãos tremiam.
Ela percebeu, com um misto de nervosismo e felicidade, que sua mente não estava mais preocupada com o que seria certo ou errado. Tudo parecia natural, como se aquele instante estivesse acontecendo exatamente como deveria. E, pela primeira vez, se permitiu acreditar que havia espaço para romance, para cuidado e para sentimentos genuínos — algo que não precisava ser apressado, mas que poderia florescer de maneira pura e sincera entre eles.
Tomada pela emoção daquele instante, ela esqueceu seus medos e se deixou envolver por Henri. Sentindo-se única e especial em seus braços, entregou a ele a sua primeira vez.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...