Entrar Via

Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 317

Enquanto esperava Catarina sair do banho, Henri não acreditava no que havia acontecido ali. Escorado à janela, observava o lençol manchado na cama e sorria com um ar satisfeito.

“A primeira virgem da lista.”

A satisfação de saber que havia sido o único homem a tocar aquele corpo que desejou por meses o deixava em êxtase. Caminhando até a cama, passou a mão pelo lençol, deixando que o toque lembrasse do que havia acontecido. Um sorriso arrogante se formou em seus lábios. Ele sabia que poderia manter o controle da situação, provocar a expectativa e deixar que ela se perguntasse o que viria a seguir.

Tudo estava sob seu domínio, desde o instante em que a havia convidado para sair da loja até aquele momento sozinho no quarto. Ele se permitiu fechar os olhos por um instante e imaginar os próximos dias: a casa da fazenda só para eles, a liberdade de explorar cada gesto, cada toque, cada reação dela, sem precisar se preocupar com ninguém.

Antes de retirar o lençol da cama, pegou o celular e tirou uma foto da cena, só para se lembrar daquela tarde maravilhosa que ficaria marcada para sempre em sua memória.

Quando Catarina finalmente saiu do banho, já vestida, ele a observou com atenção. O rosto dela estava corado e havia timidez em cada gesto dela.

Ele se aproximou devagar, deixando que a expectativa e o nervosismo dela crescessem.

— Você é maravilhosa — sussurrou, dando um selinho nela. — E confesso que queria ficar mais tempo com você aqui, mas… preciso entregar o presente da Amelie antes que meus pais peguem o voo.

— Eu entendo — respondeu. — Podemos ir se quiser.

Ele estendeu a mão e Catarina a aceitou, assim caminharam para fora do quarto e em seguida da casa. Antes de entrar no carro, ela olhou para o mar e tentou captar aquela imagem em sua mente, querendo gravá-la para sempre.

No caminho de volta, o silêncio reinava no carro. Ele, atento à estrada, evitava qualquer distração; ela, encolhida na própria timidez, sentia cada batida do coração.

Quando já estavam se aproximando da vila, ele perguntou:

— Posso deixá-la em frente ao escritório? Aí você segue para casa a pé.

Ela assentiu, sorrindo levemente.

Assim que parou no local indicado, Henri apenas tocou a mão dela com um gesto rápido e deu uma piscadela.

— Nos vemos amanhã, Cat.

— Claro, Henri.

Ela abriu a porta do carro, sentindo o coração bater mais forte, mas antes de sair, ouviu-o dizer com um sorriso quase escondido:

— Hoje foi maravilhoso… e eu nunca vou me esquecer disso.

Sentindo as bochechas corarem novamente, Catarina sorriu timidamente e saiu do carro. Quando viu o veículo se afastar, uma pequena dose de realidade a atingiu.

“Se eu não preciso mais trabalhar hoje, por que ele não me deixou em casa?”

Um leve incômodo passou por ela, mas decidiu ignorar. Afinal, sabia que Henri estava com pressa de chegar em casa. Então, endireitou o corpo, ajeitou o vestido ligeiramente amarrotado e começou a caminhar em direção à sua casa, ainda perdida nos pensamentos sobre o que havia acabado de viver.

Ao se aproximar, avistou a mãe sentada à porta, descascando algumas espigas de milho. Seu olhar sereno estava concentrado no trabalho manual, mas quando viu a filha, parou por um momento para observá-la.

— Boa tarde, minha filha, como foi o trabalho? — Andrea sorriu.

— Boa tarde, mamãe. Terminei o que o senhor Henri me pediu e vim para casa.

A mãe ergueu os olhos por um instante, analisando a expressão da filha, antes de voltar a atenção para as espigas de milho.

— Entendi… — disse com calma. — E o que foi que ele pediu de tão urgente que você nem pode vir almoçar em casa?

Catarina engoliu em seco. Por um momento, pensou em inventar uma desculpa qualquer, mas sabia que mentir não combinava com ela e que a mãe perceberia.

— E o que ele disse?

— Nada de mais. Apenas expliquei o que você havia me avisado na mensagem e ele compreendeu, afinal, pelo pouco que conhecemos o senhor Henri, sabemos que ele é uma boa pessoa, além de ser bem respeitador.

— É verdade, ele é uma boa pessoa.

Enquanto conversavam ainda à porta de casa, Damião também chegou.

Ele cumprimentou a esposa com um aceno rápido e, em seguida, se voltou para a filha.

— Acabou de chegar, minha filha?

— Sim, papai.

— Onde esteve?

— Na capital.

Damião arqueou uma sobrancelha, surpreso, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, sua esposa interveio, explicando o que Catarina já havia mencionado.

— Ela foi apenas ajudar a escolher um presente, Damião.

— Espera um pouco — disse ele, com o cenho franzido, desconfiado. — Você foi à capital só para isso e passou a tarde toda fora?

Nervosa, Catarina sentiu um arrepio subir pela espinha, sem saber como justificar tudo o que havia realmente feito durante aquelas horas longe de casa.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda