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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 320

Catarina chegou ao escritório ainda com o coração acelerado. Cada passo pelo corredor parecia ecoar dentro dela, lembrando do que havia acontecido ontem à tarde. Respirou fundo, tentando organizar os pensamentos antes de chegar à sua mesa. Passou a mão nos cabelos e sentiu aquele frio na barriga que não queria ir embora. Sentou-se na cadeira, ligou o computador, abriu planilhas… tudo parecia simples, mas a mente dela não conseguia se concentrar de verdade.

Começou a revisar alguns documentos, organizar relatórios e responder e-mails. Cada clique do mouse era acompanhado de uma lembrança inesquecível: o jeito como ele a olhou, o toque da mão dele e o beijo que a deixou sem fôlego. Um sorriso tímido surgiu em seu rosto, e ela teve que se controlar para não suspirar alto.

De repente, percebeu um vulto atravessando a porta do corredor. Ele parou por um instante, como se a observasse, e então atravessou a porta de vidro, com um sorriso largo, confiante, que sempre a deixava meio sem reação.

— Bom dia, Catarina — Henri cumprimentou, com a voz baixa e uma piscadela de olho.

— Bom dia, senhor — respondeu ela, tentando manter a postura profissional, mas sentindo as pernas trêmulas.

Henri passou pelo corredor, entrou em seu escritório e fechou a porta com um leve estalo. Enquanto ela continuou digitando alguns relatórios, tentando se concentrar no trabalho, mas não demorou nem dez minutos para que ele chamasse:

— Cat, pode vir aqui por um instante?

Ela engoliu em seco e se levantou, sentindo cada nervo do corpo alerta. Seguiu até o escritório dele, com o coração batendo acelerado e os pensamentos confusos. Assim que entrou e a porta se fechou atrás dela, percebeu que não seria uma conversa sobre trabalho. Aquele instante tinha outra carga, uma expectativa que fez sua respiração falhar.

— Como você dormiu? — Ele perguntou, levantando-se da cadeira e se aproximando.

— Bem… confesso que demorei para pegar no sono — ela revelou, desviando o olhar por um instante, com o coração acelerado.

— Posso ser sincero com você? — ele perguntou, com a voz rouca, o que fez as pernas dela tremerem.

— Sim.

— Eu também não consegui dormir a noite… só pensando em como ontem à tarde foi… delicioso.

Um calor percorreu o corpo dela, que sentiu um nervosismo crescente. Cada palavra dele era uma faísca que acendia algo que ela ainda não entendia completamente.

— Eu até pensei em te ligar, mas não queria atrapalhar você.

— Não me importaria se me ligasse — disse ela, de repente mais confiante, mas ainda trêmula.

Surpreso e encantado ao mesmo tempo, Henri ergueu a sobrancelha.

— É sério mesmo? — perguntou.

— Sim… é muito sério — respondeu, quase sem acreditar na coragem que estava sentindo.

Um silêncio pairou entre os dois. Catarina sentiu a respiração dele próxima, como se sua presença preenchesse cada espaço daquele ambiente.

— E se eu te chamasse para sairmos à noite? — ele sugeriu, um pouco vacilante, como se não tivesse muita certeza sobre aquilo.

Ela hesitou por um instante, refletindo sobre a proposta.

— Não sei se poderia… teria que pedir permissão aos meus pais — respondeu, por fim, com um leve rubor subindo às bochechas.

Ele parou por um instante, um aperto no peito denunciava o incômodo ao ouvir menções a terceiros. Não queria ninguém se intrometendo naquilo que compartilhava com Catarina; queria que tudo permanecesse só entre eles, do jeito que planejava.

— Sabe de uma coisa? — disse ele, deixando que os corpos ficassem separados por poucos milímetros. — Não sei se aguentaria ficar longe de você até a noite.

— Fazemos isso depois. Não há nada atrasado, e toda a minha família viajou — respondeu ele, com persuasão. — Ninguém vai nos perturbar.

Catarina respirou fundo, sentindo o coração acelerar. A ideia parecia irresistível, mas o peso da responsabilidade ainda pairava sobre seus ombros.

— Não sei se isso é uma boa ideia — ela hesitou, mordendo o lábio.

— Como assim, não é? — ele perguntou, envolvendo-a em seus braços. — Por acaso não gostou de ontem?

— Não é isso… — respondeu ela, com a voz trêmula, sentindo o coração disparar.

Inclinando-se para sussurrar perto do ouvido dela, Henri sorriu levemente.

— Cat, não se preocupe com nada. Prometo que hoje será ainda mais gostoso.

Havia algo na voz dele que a deixava tentada, um calor que percorria cada nervo de seu corpo. Mesmo assim, ela se segurava, tentando não ceder de imediato. Não queria repetir aquilo sem antes tocar no assunto dos sentimentos, mas tinha receio de parecer precipitada ou ansiosa demais.

— Vamos, por favor… — Henri insistiu, apertando-a contra o corpo. — Eu não vou aguentar te olhar o dia todo sem tocar nesse seu corpo lindo.

Sentindo o corpo reagir, Catarina respirou fundo, tentando manter o controle. Mas, por fim, cedeu.

— Tudo bem… — murmurou, rendida.

Talvez, quando estivessem a sós, pudessem finalmente falar sobre o que sentiam de verdade.

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