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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 323

Quando chegaram aos Estados Unidos, Oliver e família, acompanhados de Saulo e da família dele, estavam todos empolgados para conhecer a pequena e já muito amada Amelie.

— Eu acho que ela me puxou — Saulo comentava com Oliver enquanto terminavam de colocar as malas no táxi.

— Com você? — Oliver desdenhou. — A minha neta é a minha cara, ela se parece comigo.

— Oh, não ofenda a minha netinha! — Saulo rebateu, rindo. — Embora o cabelo dela tenha nascido escuro, ela vai ficar loira, aposto com você.

— Eu aposto o que quiser que ela vai puxar a cor do meu cabelo — Oliver retrucou, cruzando os braços.

— Ei, parem de discutir como dois avôs babões! — Aurora interveio, vendo os dois prestes a se esbofetear de brincadeira. — Querendo admitir ou não, a Amelie se parece comigo — alfinetou, com um sorriso travesso.

— Nem vem — responderam os dois, em uníssono.

— Ei, por que não? — Aurora insistiu, rindo.

— Amor, não quero ser o estraga-prazeres, mas se a Amelie puxar alguma avó, tenho certeza de que será a Denise, porque os cabelos delas são iguaizinhos — Oliver disse, fazendo Aurora revirar os olhos de indignação.

Ao ouvir aquilo, Denise se aproximou com um sorriso largo.

— É isso mesmo! Vocês precisam entender que o meu sangue é forte. Não é à toa que as meninas nasceram parecidas comigo.

— Então, o seu sangue deve ter ficado fraco nos últimos tempos, amiga, porque os gêmeos nasceram a cara do Saulo — alfinetou Aurora, provocando risadas gerais.

— Foi um deslize — Denise riu, caindo na gargalhada.

— Eu só espero que a Helena se pareça comigo. Não acho justo ter três filhos que puxaram a cara do pai — disse Aurora, balançando a cabeça com um meio sorriso.

— Se a nossa Helena puxar você, meu amor, ela será a bebê mais linda desse mundo — respondeu Oliver, acariciando a barriga da esposa.

Com as malas já nos táxis, cada um entrou em seu veículo. Noah e Elisa estavam juntos, trocando risadas enquanto viam os pais brigando por besteiras.

Quando chegaram ao hotel, estrategicamente localizado próximo ao prédio onde Eloá e Gael moravam, se reuniram para ver como seriam as primeiras visitas.

— O apartamento deles é pequeno e a Amelie é uma recém-nascida. Não podemos chegar todos de uma vez — disse Saulo, preocupado com a saúde da neta.

— Isso é verdade — concordou Denise.

— Vocês podem ir primeiro — sugeriu Elisa. — Eu e o Noah ficamos com os gêmeos.

— Sério mesmo? — Denise perguntou, animada.

— Sim, vocês são os avós. É justo que vejam a netinha primeiro. Amanhã, eu e o Noah iremos até lá.

— Ótimo, então vamos tomar um banho, comer alguma coisa e, quando estivermos prontos, avisamos.

Os quatro adultos mais velhos concordaram e saíram em direção aos seus quartos. No entanto, quando Saulo viu a filha mais velha entrar no apartamento com o genro, não conseguiu evitar sentir um incômodo.

— Achei que vocês ficariam em quartos separados — disse, olhando para Elisa com um ar de reprovação.

— Sim, eu vou amar — respondeu, com um sorriso contido.

Algumas horas depois, já de banho tomado, os dois estavam deitados assistindo à TV, quando ouviram uma batida na porta.

— Deve ser a mamãe e o papai com os gêmeos — disse ela, levantando-se para atender.

Ao abrir, deparou-se com os pais.

— Eles acabaram de se alimentar e já pegaram no sono — explicou Denise. — Com certeza ficaram cansados da viagem, então, se não fizerem barulho, vão dormir bastante.

— Não se preocupe com nada, mamãe. Se eles acordarem, eu dou um jeito — garantiu Elisa.

— Tudo que vocês precisam está na mala — completou Saulo, entrando no quarto com os bebês no carrinho duplo e uma bolsa enorme com os pertences deles.

— Não se preocupem com nada, apenas aproveitem a noite.

Após todas as instruções, Saulo e Denise se despediram, acompanhados de Oliver e Aurora.

Assim que o clique da tranca soou, o olhar de Elisa se voltou para o noivo, ainda deitado na cama.

— Os anjinhos estão dormindo. Se não fizermos barulho, eles vão continuar assim — disse, deitando-se ao lado dele.

— Acho que consigo ficar em silêncio — comentou Noah, puxando-a mais perto de si. — Ainda mais quando estou decidido a calar a minha boca beijando você.

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