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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 325

Quando chegaram em frente à porta do apartamento dos filhos, Saulo, Denise, Aurora e Oliver não se aguentavam de ansiedade para conhecer a neta.

— Ainda nem acredito que sou avô — comentou Oliver, enquanto batia na porta.

Após alguns segundos, Gael abriu a porta com um largo sorriso, assim que viu a todos ali.

— Pais, sogros, que bom que vocês chegaram! Entrem, por favor!

Sem perder tempo, Aurora abraçou o filho, demonstrando o quanto estava com saudade dele.

— Meu amor, que saudade de você.

— Eu também estava, mamãe — ele respondeu, correspondendo ao abraço.

Depois que se afastou da mãe, ele abraçou o pai.

— Como está se sentindo sendo agora um pai de família? — Oliver perguntou, apertando o filho num abraço.

— Nunca estive tão feliz em minha vida — respondeu contente.

Saulo e Denise também o abraçaram. Todos entraram no apartamento que, embora pequeno, estava acolhedor, com cada detalhe pensado para a nova rotina da família.

— Está tudo muito bem arrumado, Gael. Parabéns — disse Denise, olhando ao redor, admirada com a organização e o cuidado do genro.

— Organizamos de um jeito que fique confortável enquanto estivermos aqui — respondeu.

Enquanto todos olhavam, ansioso como sempre, Saulo interrompeu:

— E a minha filha? — perguntou, carregando um tom de expectativa e ansiedade.

— Ela está no quarto, amamentando a Amelie — respondeu Gael. — Venham, eu vou guiá-los até lá.

— Primeiro, vamos colocar nossas máscaras e nos higienizarmos — interveio Aurora. — A Amelie acabou de chegar do hospital e não queremos que ela fique doente.

Assim que todos se higienizaram, Gael os conduziu até o quarto do casal.

O coração de Saulo acelerou e, mesmo tentando se controlar, já sentia uma pontada de emoção. Ele sabia que aquele momento seria marcante, mas não esperava sentir tanto. Cada passo que dava em direção ao quarto parecia amplificar a ansiedade dentro dele.

Quando atravessaram a porta, encontraram Eloá sentada na cama, com a pequena Amelie nos braços. O quarto estava calmo, a bebê dormia e, embora estivesse claramente cansada, Eloá abriu um sorriso assim que viu os pais e os sogros.

— Meu Deus… — murmurou Saulo, sentindo as lágrimas começarem a cair antes mesmo de conseguir pronunciar mais palavras. Era difícil acreditar que suas filhas estavam crescidas e que uma delas já tinha se tornado mãe.

Ele se aproximou da cama devagar, quase com reverência, observando cada detalhe da pequena Amelie.

— Quer pegá-la no colo? — perguntou Eloá, olhando para o pai com ternura.

— Sim, eu quero… mas antes, quero te dar um beijo — disse ele, inclinando-se para depositar um beijo suave na testa da filha.

Com cuidado, ele se sentou na cama e, após beijar Eloá, pegou finalmente a neta no colo. As lágrimas não paravam de cair, mas cada soluço carregava alegria e amor.

Ao ver a emoção do marido, Denise não conseguiu conter as próprias lágrimas. Aproximou-se, sentando-se ao lado da filha, e perguntou com voz suave:

— Como você está se sentindo, minha filha?

— Estou bem — respondeu Eloá, sorrindo levemente. — O parto foi normal, então a recuperação está sendo tranquila.

— Você foi muito corajosa, minha filha — disse Denise, apertando a mão dela com carinho.

— Não queremos fazer nenhuma aglomeração. Amanhã cedo, eles estarão aqui.

— Então quer dizer que o senhor deixou a Elisa e o Noah sozinhos num quarto de hotel? — Eloá alfinetou o pai, querendo provocá-lo.

— Sim, fiz isso. Mas deixei uma dupla de anticoncepcional lá com eles. Conhecendo bem os gêmeos, eles irão ocupar bem o tempo deles.

Todos caíram na risada, contagiados pela alegria daquele momento.

— E o Henri? Onde ele está? — perguntou Gael, curioso.

— Ele disse que virá assim que puder — Oliver explicou.

— Que estranho ele não vir, logo ele que ama uma viagem — brincou Gael, rindo.

— O seu irmão está levando o trabalho muito a sério — comentou Aurora. — Acredito que ele não veio agora porque não queria deixar a administração da fazenda sozinha.

— Bem, se ele realmente mudou como estão dizendo, é bem provável que logo arrume alguém e sossegue — disse Gael, sorrindo.

— É o que mais torcemos — resmungou Aurora, divertida.

No mesmo instante, o celular de Oliver começou a tocar. Com medo de acordar a neta, ele cuidadosamente entregou Amelie para a esposa e pediu licença do quarto.

Ao ver que a chamada era de Damião, um de seus empregados, sua testa se franziu. Ele havia avisado a todos que estaria fora e que não queria lidar com assuntos de trabalho nesses dias, então estranhou a ligação. Após alguns segundos ponderando se atendia ou não, decidiu que sim.

— Alô?

— Senhor Oliver, aqui é o Damião — disse a voz do outro lado da linha, ofegante. — Sei que o senhor não está no país e lamento muito o incomodar. Eu o respeito demais, senhor, mas estou ligando apenas para avisar que… vou matar o seu filho, Henri.

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