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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 329

Quando pousaram em solo brasileiro, a primeira coisa que Oliver fez foi conferir as mensagens no celular. Uma pontada de alívio tomou conta dele ao ler que um dos seguranças de Saulo havia encontrado Henri e que ele já estava no hospital da vila, sendo cuidado e vigiado para que ninguém se aproximasse sem permissão.

— Graças a Deus… — murmurou, apertando a mão de Aurora com força.

— Ele está bem? — perguntou ela, aflita, com os olhos cheios de preocupação.

— Sim, ele está no pronto-socorro.

— Por que o levaram para lá? Ele está ferido?

— Não sei, querida… ainda não deram detalhes.

— Meu Deus, Oliver… e se algo sério aconteceu com o nosso filho? — A voz dela tremia, revelando todo o medo que sentia.

— Não vai acontecer nada, amor. Eles garantiram que ele está bem e em segurança — respondeu ele, tentando acalmá-la.

— Então vamos direto para lá, por favor — insistiu Aurora.

— Querida, você precisa descansar um pouco. Não se esqueça de que todas as suas emoções afetam a bebê — disse Oliver, envolvendo-a em um abraço protetor, tentando transmitir segurança enquanto entravam num helicóptero em direção à fazenda.

— Só vou conseguir descansar quando ver o meu filho — disse Aurora, ainda com a voz trêmula.

— Tudo bem — respondeu Oliver, segurando-a pelo braço. — Vamos até o hospital, você o vê e depois eu peço para te levarem para casa. Não quero que se canse mais do que já está. A nossa filha precisa nascer saudável.

Assim que o helicóptero pousou no heliporto da fazenda, o casal desceu rapidamente e seguiu para o carro em direção à vila. O sol já surgia no horizonte e algumas pessoas já caminhavam pelas ruas para iniciarem mais um dia de trabalho.

Ao chegarem no pronto-socorro, foram recebidos pelo médico já conhecido da família, segurando uma prancheta na mão.

— Bom dia, senhor e senhora Caetano — ele cumprimentou, sério.

— Bom dia. O senhor sabe em qual quarto meu filho está? — perguntou Oliver, ansioso.

— No quarto 201, ala norte. Há dois seguranças na porta.

— E como ele está, doutor? — Aurora sussurrou, preocupada.

— O senhor Henri sofreu uma fratura no nariz, que precisará de procedimento cirúrgico, além de vários cortes pelo corpo e nos pés — explicou o médico.

— Meu Deus… — Aurora levou a mão à boca, o choque era evidente em seu rosto.

— Eu preciso vê-lo — afirmou Oliver.

O casal caminhou pelos corredores silenciosos do hospital, até chegar em frente ao quarto. Dois homens enormes, vestidos com ternos escuros, estavam parados à porta, garantindo a segurança de Henri.

— Bom dia — Oliver cumprimentou-os, antes de abrir a porta e entrar.

Assim que passaram pelo umbral, o quarto pouco iluminado revelou Henri deitado na cama, usando o pijama hospitalar. Seu corpo parecia exausto, os cortes cobertos por bandagens e a expressão ainda marcada pelo trauma. Mas, ao vê-los, os olhos dele se iluminaram levemente, e uma ponta de alívio cruzou o rosto, mesmo na dor.

— Pai… mãe… — murmurou, com a voz fraca, mas reconhecendo-os imediatamente.

Aurora se aproximou primeiro, segurando a mão do filho com delicadeza.

— Meu filho… — ela disse, com a voz embargada, os olhos marejados. — Eu fiquei tão preocupada!

— Nada de “mas” — ele interrompeu, impaciente. — Amor, preciso que faça exatamente o que estou pedindo, por favor.

Aurora percebeu que não havia mais espaço para insistir. Respirou fundo e apenas assentiu em silêncio.

— Tudo bem… — murmurou, rendida. — Vou, mas voltarei mais tarde.

Ela se aproximou, abraçou o filho com força, sentindo o medo e a preocupação misturados à necessidade de protegê-lo, e se despediu.

Assim que viu a esposa se afastar, Oliver voltou para perto da cama e encarou o filho nos olhos.

— Agora que estamos sós, podemos ter uma conversa de homem para homem.

Henri engoliu em seco, percebendo a mudança na expressão do pai, séria e imponente.

— Do que o senhor quer falar? — perguntou, já receoso.

— Quero saber o que está rolando entre você e a Catarina.

— Ah, pai… a gente está se pegando. — A resposta saiu de forma natural, mas não diminuiu a tensão.

O sangue de Oliver ferveu instantaneamente. Ele se aproximou, segurando Henri pelo colarinho da blusa, enquanto seus olhos faiscavam.

— Se pegando? — ele rugiu, com desaprovação. — Isso por acaso é a resposta de um homem de verdade?

Engolindo em seco, Henri sentiu o peso da autoridade do pai sobre ele, consciente de que nenhuma desculpa adiantaria naquele momento.

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