Quando pousaram em solo brasileiro, a primeira coisa que Oliver fez foi conferir as mensagens no celular. Uma pontada de alívio tomou conta dele ao ler que um dos seguranças de Saulo havia encontrado Henri e que ele já estava no hospital da vila, sendo cuidado e vigiado para que ninguém se aproximasse sem permissão.
— Graças a Deus… — murmurou, apertando a mão de Aurora com força.
— Ele está bem? — perguntou ela, aflita, com os olhos cheios de preocupação.
— Sim, ele está no pronto-socorro.
— Por que o levaram para lá? Ele está ferido?
— Não sei, querida… ainda não deram detalhes.
— Meu Deus, Oliver… e se algo sério aconteceu com o nosso filho? — A voz dela tremia, revelando todo o medo que sentia.
— Não vai acontecer nada, amor. Eles garantiram que ele está bem e em segurança — respondeu ele, tentando acalmá-la.
— Então vamos direto para lá, por favor — insistiu Aurora.
— Querida, você precisa descansar um pouco. Não se esqueça de que todas as suas emoções afetam a bebê — disse Oliver, envolvendo-a em um abraço protetor, tentando transmitir segurança enquanto entravam num helicóptero em direção à fazenda.
— Só vou conseguir descansar quando ver o meu filho — disse Aurora, ainda com a voz trêmula.
— Tudo bem — respondeu Oliver, segurando-a pelo braço. — Vamos até o hospital, você o vê e depois eu peço para te levarem para casa. Não quero que se canse mais do que já está. A nossa filha precisa nascer saudável.
Assim que o helicóptero pousou no heliporto da fazenda, o casal desceu rapidamente e seguiu para o carro em direção à vila. O sol já surgia no horizonte e algumas pessoas já caminhavam pelas ruas para iniciarem mais um dia de trabalho.
Ao chegarem no pronto-socorro, foram recebidos pelo médico já conhecido da família, segurando uma prancheta na mão.
— Bom dia, senhor e senhora Caetano — ele cumprimentou, sério.
— Bom dia. O senhor sabe em qual quarto meu filho está? — perguntou Oliver, ansioso.
— No quarto 201, ala norte. Há dois seguranças na porta.
— E como ele está, doutor? — Aurora sussurrou, preocupada.
— O senhor Henri sofreu uma fratura no nariz, que precisará de procedimento cirúrgico, além de vários cortes pelo corpo e nos pés — explicou o médico.
— Meu Deus… — Aurora levou a mão à boca, o choque era evidente em seu rosto.
— Eu preciso vê-lo — afirmou Oliver.
O casal caminhou pelos corredores silenciosos do hospital, até chegar em frente ao quarto. Dois homens enormes, vestidos com ternos escuros, estavam parados à porta, garantindo a segurança de Henri.
— Bom dia — Oliver cumprimentou-os, antes de abrir a porta e entrar.
Assim que passaram pelo umbral, o quarto pouco iluminado revelou Henri deitado na cama, usando o pijama hospitalar. Seu corpo parecia exausto, os cortes cobertos por bandagens e a expressão ainda marcada pelo trauma. Mas, ao vê-los, os olhos dele se iluminaram levemente, e uma ponta de alívio cruzou o rosto, mesmo na dor.
— Pai… mãe… — murmurou, com a voz fraca, mas reconhecendo-os imediatamente.
Aurora se aproximou primeiro, segurando a mão do filho com delicadeza.
— Meu filho… — ela disse, com a voz embargada, os olhos marejados. — Eu fiquei tão preocupada!
— Nada de “mas” — ele interrompeu, impaciente. — Amor, preciso que faça exatamente o que estou pedindo, por favor.
Aurora percebeu que não havia mais espaço para insistir. Respirou fundo e apenas assentiu em silêncio.
— Tudo bem… — murmurou, rendida. — Vou, mas voltarei mais tarde.
Ela se aproximou, abraçou o filho com força, sentindo o medo e a preocupação misturados à necessidade de protegê-lo, e se despediu.
Assim que viu a esposa se afastar, Oliver voltou para perto da cama e encarou o filho nos olhos.
— Agora que estamos sós, podemos ter uma conversa de homem para homem.
Henri engoliu em seco, percebendo a mudança na expressão do pai, séria e imponente.
— Do que o senhor quer falar? — perguntou, já receoso.
— Quero saber o que está rolando entre você e a Catarina.
— Ah, pai… a gente está se pegando. — A resposta saiu de forma natural, mas não diminuiu a tensão.
O sangue de Oliver ferveu instantaneamente. Ele se aproximou, segurando Henri pelo colarinho da blusa, enquanto seus olhos faiscavam.
— Se pegando? — ele rugiu, com desaprovação. — Isso por acaso é a resposta de um homem de verdade?
Engolindo em seco, Henri sentiu o peso da autoridade do pai sobre ele, consciente de que nenhuma desculpa adiantaria naquele momento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...