Em casa, Andrea observava a filha em silêncio, com o coração apertado. Catarina estava linda, mas havia algo no olhar dela que a preocupava; uma tristeza discreta, quase imperceptível, mas que uma mãe sempre percebe.
— Você está linda, filha — disse, tentando soar animada.
— Obrigada, mãe — respondeu Catarina, forçando um sorriso enquanto recolhia a pequena bolsa sobre a cômoda.
— Então vamos logo, o ônibus não vai esperar — insistiu Andrea, pegando a bolsa dela.
Catarina olhou para o próprio reflexo uma última vez. O batom vermelho destacava seus lábios, o vestido branco caía perfeitamente e o cabelo ruivo brilhava sob a luz do quarto. Tudo estava certo por fora, mas por dentro, ela se sentia em pedaços. Respirou fundo, ergueu o queixo e sussurrou para si mesma:
— Vamos acabar logo com isso.
Em seguida, saiu do quarto, acompanhando a mãe. Seu pai já as aguardava na sala e, ao ver a filha, não pôde evitar um olhar de aprovação. Apesar disso, permaneceu em silêncio, apenas ajustando o relógio no pulso antes de dizer, com impaciência:
— Vamos logo.
Catarina trocou um breve olhar com a mãe e, sem responder, o acompanhou até a porta. Assim que saíram, caminharam juntos pela rua em direção ao ponto de ônibus, o vento da manhã bagunçando levemente o cabelo ruivo da moça. Foi então que viram um carro se aproximar e parar próximo a eles.
Oliver desceu do veículo, ajeitando o paletó e cumprimentando-os com gentileza. Seu olhar demorou um instante a mais sobre Catarina, que parecia ainda mais bonita sob a luz suave do início do dia.
— Bom dia! Já estão indo para a capital? — perguntou com um sorriso cordial.
— Bom dia, senhor Caetano. Sim, estamos indo para o ponto de ônibus — respondeu Damião, educadamente.
Surpreso, Oliver franziu o cenho. Lembrou-se de que Damião não possuía carro próprio e balançou a cabeça com leve reprovação.
— Ora, não há motivo para irem de ônibus, ainda mais num dia tão importante como este — disse, já pegando o celular no bolso. — Esperem aqui, vou pedir para o motorista vir buscá-los.
— Não precisa se incomodar — adiantou-se Catarina, um tanto constrangida.
— Isso não é incômodo algum — respondeu Oliver, em tom afável, enquanto discava o número.
Poucos minutos depois, o carro preto da família Caetano estacionou diante deles. O motorista desceu, abriu a porta com cortesia e, com um gesto respeitoso, indicou que entrassem.
— Sejam todos bem-vindos. Estamos aqui reunidos neste dia para celebrar a união de Henri Caetano e Catarina Alves, perante a lei e as testemunhas aqui presentes. O casamento civil é um compromisso de respeito, fidelidade e companheirismo. É um ato de amor e de responsabilidade mútua, onde duas vidas se unem com o propósito de construir um caminho comum.
Ela ouviu cada palavra com o coração pesado. O juiz continuou, falando sobre a importância da confiança e da paciência, sobre enfrentar juntos as alegrias e os desafios da vida.
— Diante disso — prosseguiu, voltando o olhar para o casal — pergunto ao senhor Henri Caetano, se aceita a senhorita Catarina Alves como sua legítima esposa, prometendo amá-la, respeitá-la e ser-lhe fiel, em todos os momentos da vida, até que a morte os separe?
A sala ficou em silêncio. Todos os olhares se voltaram para Henri, que permaneceu imóvel por um instante, ainda encarando Catarina, como se buscasse algo em seu rosto.
— Sim, eu aceito — respondeu ele, por fim, ainda que sem emoção.
O juiz então voltou o olhar para Catarina, que sentiu o coração disparar no peito.
— E a senhora, Catarina Alves, aceita Henri Caetano como seu legítimo esposo, prometendo amá-lo, respeitá-lo e ser-lhe fiel, em todos os momentos da vida, até que a morte os separe? — perguntou o juiz.
— Não… eu não aceito — respondeu Catarina, com a voz trêmula, porém firme o bastante para ecoar por todo o salão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...