O coração dele disparou.
— Catarina? — chamou, com a voz trêmula.
Ela não abriu os olhos, mas o toque estava lá, real, firme, vivo. Henri levou a outra mão até a dela, segurando-a com cuidado, como se tivesse medo de que aquele milagre escapasse.
— Você está me ouvindo… — sussurrou, sentindo a emoção tomando conta. — Meu Deus… você está me ouvindo!
As lágrimas voltaram com força, escorrendo pelo rosto enquanto ele sorria, rindo e chorando ao mesmo tempo.
— Você precisa acordar, precisa abrir seus olhos. Por favor…
O monitor cardíaco emitiu um som ligeiramente mais rápido, e uma enfermeira que passava pelo corredor se aproximou ao notar a agitação. Ainda sem conseguir conter a alegria, Henri olhou para ela com os olhos marejados.
— Ela apertou a minha mão — disse, quase sem fôlego. — Ela reagiu!
A enfermeira apenas pediu calma enquanto se aproximava da cama.
— Isso é um bom sinal, senhor. Um ótimo sinal. Vou chamar o médico agora mesmo — disse ela, sorrindo antes de se afastar apressada pelo corredor.
Henri voltou imediatamente sua atenção para Catarina.
— Catarina… se você me ouve, aperte a minha mão mais uma vez — pediu com a voz esperançosa.
Por um instante, o tempo pareceu parar. E então, ele sentiu novamente a pressão em sua mão. O coração de Henri disparou, tomado por um alívio indescritível.
— Cat... — sussurrou, com um sorriso entre as lágrimas. — Seja forte. Eu vou ficar aqui com você, não importa o tempo que leve.
Poucos minutos depois, a porta da UTI se abriu. O mesmo médico que havia autorizado a entrada de Henri entrou apressado, acompanhado pela enfermeira. Ele se aproximou do leito, observou Catarina e, em seguida, virou-se para o monitor ao lado.
Os números piscavam em um ritmo diferente e, pela primeira vez em semanas, algo parecia mudar. O olhar do médico se suavizou.
— Os sinais vitais estão reagindo — disse com serenidade. — Mas precisamos ter cautela.
Em seguida, olhou para Henri.
— Por favor, senhor, vou pedir que se retire agora.
Henri balançou a cabeça, dando um passo à frente.
— Não… eu não quero ir.
— Senhor, lembra do que combinamos? — respondeu o médico, tentando manter a calma. — Eu o deixei ficar apenas por alguns minutos.
— Mas agora é diferente! — insistiu Henri. — Ela apertou a minha mão, ela me ouve! Eu prometi que ficaria ao lado dela.
O médico respirou fundo, compreensivo, mas firme.
— Entendo a sua emoção, mas, neste momento, o senhor precisa deixar o quarto. Só assim nossa equipe pode trabalhar.
Henri tentou protestar outra vez, mas o olhar do médico deixava claro que ele não cederia.
Tentando manter a calma, Henri respirou fundo.
— Me lembro muito bem do que o senhor falou naquele dia… — começou, com a voz baixa. — Mas preciso lhe dizer que não consigo simplesmente virar as costas e fingir que ela nunca existiu, ainda mais agora, vendo-a nesse estado.
Damião franziu o cenho, e sua expressão se endureceu ainda mais.
— Ah, não finja que está preocupado com a minha filha — rebateu, com desdém. — Eu sei muito bem que o senhor nunca quis esse casamento e que jamais a levou a sério.
— Como…? — Henri entreabriu a boca, surpreso, sem acreditar no que ouvia.
Mas antes que pudesse se defender, Damião continuou, demonstrando o quanto carregava rancor.
— Não se faça de inocente. Eu soube de muitas coisas sobre o senhor nas últimas semanas. E quer saber de uma coisa? — Deu um passo ainda mais perto, com o olhar severo. — Estou feliz que você e a minha filha não tenham se casado.
Naquele momento, Henri não sabia como se defender, pois havia verdades nas falas de Damião, no entanto, muitas coisas haviam mudado, mas ele não sabia como explicar.
— Eu não sei que tipo de futuro a minha filha teria ao lado de um homem tão promíscuo quanto você — completou Damião, com frieza.
As palavras atingiram Henri em cheio. Ele piscou algumas vezes, tentando absorver o golpe, enquanto sentia o coração apertar. Sua consciência ficou ainda mais pesada ao ouvir aquilo.
— Eu sei que o senhor guarda ressentimentos, mas não é agora que vamos discuti-los. Estou aqui por Catarina; não vou sair até que ela acorde.
— Não me provoque, garoto! — explodiu Damião, com raiva. — Saia daqui já ou eu chamo a polícia para tirá-lo à força. Vá embora e deixe a minha filha em paz. Está me ouvindo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...