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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 361

O coração dele disparou.

— Catarina? — chamou, com a voz trêmula.

Ela não abriu os olhos, mas o toque estava lá, real, firme, vivo. Henri levou a outra mão até a dela, segurando-a com cuidado, como se tivesse medo de que aquele milagre escapasse.

— Você está me ouvindo… — sussurrou, sentindo a emoção tomando conta. — Meu Deus… você está me ouvindo!

As lágrimas voltaram com força, escorrendo pelo rosto enquanto ele sorria, rindo e chorando ao mesmo tempo.

— Você precisa acordar, precisa abrir seus olhos. Por favor…

O monitor cardíaco emitiu um som ligeiramente mais rápido, e uma enfermeira que passava pelo corredor se aproximou ao notar a agitação. Ainda sem conseguir conter a alegria, Henri olhou para ela com os olhos marejados.

— Ela apertou a minha mão — disse, quase sem fôlego. — Ela reagiu!

A enfermeira apenas pediu calma enquanto se aproximava da cama.

— Isso é um bom sinal, senhor. Um ótimo sinal. Vou chamar o médico agora mesmo — disse ela, sorrindo antes de se afastar apressada pelo corredor.

Henri voltou imediatamente sua atenção para Catarina.

— Catarina… se você me ouve, aperte a minha mão mais uma vez — pediu com a voz esperançosa.

Por um instante, o tempo pareceu parar. E então, ele sentiu novamente a pressão em sua mão. O coração de Henri disparou, tomado por um alívio indescritível.

— Cat... — sussurrou, com um sorriso entre as lágrimas. — Seja forte. Eu vou ficar aqui com você, não importa o tempo que leve.

Poucos minutos depois, a porta da UTI se abriu. O mesmo médico que havia autorizado a entrada de Henri entrou apressado, acompanhado pela enfermeira. Ele se aproximou do leito, observou Catarina e, em seguida, virou-se para o monitor ao lado.

Os números piscavam em um ritmo diferente e, pela primeira vez em semanas, algo parecia mudar. O olhar do médico se suavizou.

— Os sinais vitais estão reagindo — disse com serenidade. — Mas precisamos ter cautela.

Em seguida, olhou para Henri.

— Por favor, senhor, vou pedir que se retire agora.

Henri balançou a cabeça, dando um passo à frente.

— Não… eu não quero ir.

— Senhor, lembra do que combinamos? — respondeu o médico, tentando manter a calma. — Eu o deixei ficar apenas por alguns minutos.

— Mas agora é diferente! — insistiu Henri. — Ela apertou a minha mão, ela me ouve! Eu prometi que ficaria ao lado dela.

O médico respirou fundo, compreensivo, mas firme.

— Entendo a sua emoção, mas, neste momento, o senhor precisa deixar o quarto. Só assim nossa equipe pode trabalhar.

Henri tentou protestar outra vez, mas o olhar do médico deixava claro que ele não cederia.

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