O olhar de Henri vacilou. Ele abriu a boca para responder, mas as palavras pareciam não vir. Apenas baixou o rosto, tomado pela culpa.
Catarina continuou, deixando a dor transbordar na voz:
— Você me feriu, Henri. E, mesmo assim, eu tentei acreditar que havia algo bom em você… mas cada vez que me aproximava, você me empurrava de volta.
Henri fechou os olhos por um instante, como se aquelas palavras o atingissem em cheio. Quando voltou a olhá-la, seus olhos estavam marejados.
— Eu sei… — murmurou, com dificuldade. — E isso me destrói todos os dias.
— Você não faz ideia do que eu senti — ela continuou, e a cada palavra sua voz ganhava força. — Enquanto eu estava aqui… presa no silêncio, era como se minha mente gritasse o tempo todo o seu nome. Eu queria acordar, queria te ver, mas, ao mesmo tempo, me lembrava de tudo o que você me disse.
Ela respirou fundo, e nesse momento as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.
— Você não só me afastou… — murmurou. — Você me fez acreditar que eu era o problema, que eu era o motivo do seu sofrimento.
Henri tentou se aproximar, mas ela ergueu uma das mãos, pedindo que ele esperasse.
— Eu não quero te magoar, Henri, mas preciso dizer o que está aqui — apontou para o peito, com a voz trêmula. — Eu te amei de verdade, com tudo o que eu tinha. E, no momento em que mais precisei de você, em vez de apoio, me virou as costas e disse palavras que eu nunca pensei que viessem de você.
Ela enxugou o rosto com o dorso da mão e continuou.
— A dor que você me causou foi tão grande que, por um instante, eu quis desaparecer. E isso quase aconteceu… — sussurrou. — Mas agora, depois de tudo o que vivi… de tudo o que aconteceu, eu tive tempo para pensar.
Fez uma pausa, respirando fundo antes de continuar:
— Às vezes, é preciso chegar ao limite para enxergar as coisas com clareza. E, por mais estranho que pareça, esse tempo me fez entender muita coisa; sobre mim, sobre você… e sobre o que realmente importa.
Levantando o olhar, ele a interrompeu, com a voz trêmula, tomada pela urgência de quem precisava se explicar antes que fosse tarde.
— Catarina, por favor… me escuta — pediu, dando um passo à frente. — Eu sei que te causei dor, que te deixei sozinha quando você mais precisava de mim, mas nada do que fiz foi por falta de sentimento. Eu estava perdido, confuso, com medo do novo. E acabei errando justamente por isso.
Ele respirou fundo, tentando conter a emoção que ameaçava quebrar sua voz.
— O modo como tudo aconteceu me fez sentir raiva de tudo. Fui egoísta. Não pensei em você, pensei apenas em mim… nas …anças que aconteceriam na minha vida a partir do momento em que entrasse em um relacionamento sério.
Ele fez uma pausa, passando a mão pelos cabelos.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...