Alguns meses depois…
Quando o relógio marcou quatro da manhã, Noah pulou da cama e foi direto fazer sua higiene pessoal. Após se vestir, seguiu para a cozinha, onde preparou uma cesta com pães, frutas e uma garrafa de café. Em seguida, saiu de casa em silêncio.
Ainda estava escuro, mas o coração dele batia acelerado. Elisa o esperava em sua casa, e ele mal podia conter a ansiedade. Na noite anterior, havia dito que fariam um piquenique ao amanhecer, mas o que ela não sabia era que ele estava prestes a lhe fazer uma surpresa.
Assim que estacionou o automóvel em frente à casa dos pais dela, pegou o celular e enviou uma mensagem:
“Já estou aqui na porta, amor.”
Não demorou muito para a tela acender com a resposta:
“Já estou indo.”
Quando a porta da frente se abriu, Elisa apareceu deslumbrante. Os cabelos longos caíam soltos sobre os ombros, dançando levemente com a brisa fria da madrugada. Noah desceu do carro e foi ao encontro dela. Assim que se aproximou, a envolveu num abraço apertado, como se fizesse dias que não a via.
— Como você pode ser tão linda, mesmo acordando tão cedo? — perguntou, deixando um beijo em seu pescoço.
Ela riu baixinho, sentindo o corpo arrepiar com o toque.
— Não faça assim… — murmurou, sorrindo. — Isso é golpe baixo.
A cada dia que passava, tornava-se mais difícil conter o desejo que sentia por Noah.
Ela já não conseguia mais manter as mesmas brincadeiras de antes, como se sentar em seu colo ou deitar ao lado dele na mesma cama.
Agora, cada aproximação era uma prova de fogo. Bastava o toque dele se demorar um pouco mais, e um arrepio quente percorria todo o seu corpo, acendendo algo que ela tentava, em vão, controlar.
Era uma tentação à qual sabia que, mais cedo ou mais tarde, acabaria cedendo.
— Está pronta? — ele perguntou, se afastando um pouco.
— Sim, estou — respondeu Elisa, sorrindo.
Noah estendeu a mão para ela e a guiou até o carro, abrindo a porta com um gesto gentil. Assim que ela entrou, ele a fechou com cuidado e se preparava para dar a volta, quando uma voz conhecida o fez parar.
— Aonde pensa que está levando a minha filhinha tão cedo?
Noah ergueu a cabeça e viu Saulo parado na varanda, vestindo pijama e com os cabelos ainda desalinhados pelo sono.
— Bom dia, sogrão — respondeu com um sorriso divertido. — Estou levando a Elisa para tomar um café da manhã ao ar livre.
— E por que não fazem isso no jardim? — questionou, cruzando os braços. — É seguro, e não precisam se aventurar por aí nessa escuridão.
Noah riu, tentando disfarçar o nervosismo.
— Sim, eu sei que é seguro. Mas o lugar para onde quero levá-la também é, pode ficar tranquilo.
Saulo o observou por alguns segundos, com aquele olhar de quem queria continuar implicando, mas sabia que não adiantava. Por mais protetor que fosse, confiava em Noah de olhos fechados.
— Tudo bem — disse por fim, suspirando. — Um bom dia para vocês, então.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...