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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 368

— Eu vou me casar!

Foi o que Elisa gritou assim que entrou em casa, tão empolgada que nem percebeu que assustara os gêmeos, que brincavam no chão da sala.

— Filha, o que houve? — perguntou Denise, levantando-se do sofá, assustada. — Por que está tão agitada assim?

Ainda tomada pela euforia, Elisa segurou os braços da mãe e começou a girar com ela pela sala, rindo alto.

— Eu vou me casar, mamãe! Eu vou me casar!

Sem entender direito o motivo da empolgação, Denise acabou entrando na brincadeira, girando junto com a filha, contagiada pela alegria.

— Sim, nós já sabemos disso desde que o Noah colocou o anel no seu dedo! — disse, rindo.

— Mas agora é real, mamãe! — respondeu Elisa, parando de repente, ofegante e radiante. — A nossa casa está pronta! E o Noah me disse que eu posso escolher a data do casamento!

Os olhos de Denise se encheram de emoção ao entender o que a filha queria dizer. Ela a abraçou com força.

— Então quer dizer que a casa está pronta?

— Sim, mamãe! — confirmou, com os olhos brilhando. — A senhora precisa ver que coisa mais linda! Cada detalhe tem um pouco de mim e do Noah. Eu já posso até imaginar o quanto seremos felizes naquele lugar.

Acariciando o rosto da filha, Denise sorriu.

— Estou tão feliz por você, meu amor… — murmurou com ternura. — Mas nem consigo imaginar a cara que o seu pai vai fazer.

Elisa riu.

— Sei… mas ele não devia se preocupar tanto! Afinal, nem vou morar tão longe assim.

— Mesmo assim — respondeu Denise, suspirando —, já é difícil quando você está na faculdade. Imagine agora, morando em outra casa…

— Eu sei, mamãe, mas é a vida, não é? O papai devia ficar contente por saber que vou me casar com o homem que amo desde pequena — disse Elisa, sorrindo sonhadora.

— Sim, ele sabe disso — respondeu Denise, rindo. — E, mesmo tendo tentado de tudo para impedir que esse romance fosse adiante… — brincou —, agora vai ter que te levar até o altar e te entregar nas mãos do Noah.

— Ai, mamãe, estou tão empolgada! — Elisa se sentou no sofá, vibrando. — Quero ir para a capital escolher o vestido e já ver as coisas do bufê!

Denise sorriu diante do entusiasmo da filha.

— Meu amor, eu sei que está animada, mas primeiro precisa escolher uma data.

— O que acha da semana que vem? — perguntou, com os olhos cheios de expectativas.

— Semana que vem?! — Denise arregalou os olhos, incrédula. — Não se pode organizar um casamento em uma semana, meu amor!

— Mas já aconteceram tantos casamentos assim aqui na fazenda — retrucou Elisa, divertida.

— Sim, você tem razão — concedeu Denise, rindo. — Aconteceram, mas foram casamentos às pressas, sem organização. O seu caso e o do Noah é diferente. Vocês dois fizeram tudo certinho até aqui, não acho justo apressar algo tão importante.

Elisa respirou fundo, tentando conter a empolgação.

[…]

Noah dirigia animado pelas ruas da vila.

Ainda sentia o coração leve depois da manhã que teve com Elisa; uma manhã perfeita, daquelas que ele gostaria que durassem uma eternidade.

Mesmo assim, ao lembrar da empolgação dela com os preparativos do casamento, sabia que não poderia prendê-la ao seu lado o dia inteiro.

Ele observava a tranquilidade da vila. Algumas crianças brincavam nas calçadas, enquanto adultos conversavam diante das casas, aproveitando a calmaria típica do fim de semana. Noah seguiu devagar, apreciando aquele cenário simples e familiar.

Ao virar na rua do correio, seu olhar foi atraído por algo mais adiante: a casa dos pais de Catarina. Por impulso, reduziu a velocidade. De onde estava, podia ver a porta se abrindo. Catarina saiu acompanhada dos pais.

Ele manteve o carro parado por alguns instantes, observando sem ser notado.

Desde que ela teve alta do hospital, soube, por meio de comentários na vila, que Catarina vinha fazendo sessões de fisioterapia e se recuperando bem. Agora, vendo-a ali, caminhando com firmeza, ficou impressionado. Parecia que nada havia acontecido. Os médicos estavam certos: o caso dela realmente foi um milagre.

Enquanto observava, notou Damião carregando uma mala e Andrea trazendo outra.

Um pressentimento atravessou seu peito. Ele havia escutado rumores de que Catarina deixaria a vila, mas agora, vendo aquela cena, tinha certeza. Ela estava realmente indo embora e, de alguma forma, aquilo o tocou mais do que esperava.

Sabia que, embora o tempo tivesse passado, o irmão ainda não havia superado tudo o que aconteceu entre eles.

Henri podia tentar disfarçar, agir como se a vida tivesse voltado ao normal, mas Noah o conhecia bem demais para se deixar enganar.

Ver Catarina partindo era como assistir ao fechamento de um capítulo que, para o irmão, ainda permanecia em aberto; uma história cheia de arrependimentos, sentimentos não resolvidos e lembranças que doíam em silêncio.

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