Henri subiu no carro e pisou no acelerador, fez isso como se sua vida dependesse disso. Talvez realmente dependesse, porque queria impedir que Catarina fosse embora dali.
Mesmo que não pudesse vê-la, muito menos falar com ela, tê-la por perto já era um consolo em meio ao caos, pois saber que ela ainda estava na vila, sã e salva, o fazia lembrar que nunca mais deveria ser o idiota que foi um dia.
Quando chegou ao ponto de ônibus, o veículo já estava parado e alguns passageiros começavam a subir.
Henri estacionou o carro às pressas, de qualquer jeito, e desceu correndo, o coração estava acelerado pela esperança de ainda alcançá-la.
Assim que se aproximou, a avistou subindo o primeiro degrau do ônibus.
— Catarina! — gritou.
Ela se virou rapidamente. Por um instante, o tempo pareceu parar. Os olhos verdes dela o encontraram, havia surpresa neles, mas também uma mágoa profunda, ainda viva.
Ele se aproximou, ofegante, até ficar a poucos centímetros de distância.
— Catarina… Para onde você está indo? — perguntou, tentando controlar a respiração.
Ela o encarou, firme.
— Desde quando tenho que te dar explicações sobre a minha vida? — respondeu com frieza.
As palavras dela foram como um golpe. Ele engoliu em seco, sem saber o que dizer, temendo que aquele fosse, de fato, o último momento entre eles.
Mesmo assim, Henri deu um passo à frente, com a voz trêmula e o olhar suplicante.
— Catarina… por favor, não vá. — Respirou fundo, tentando manter o controle. — Se o problema for eu, eu dou um jeito. Eu vou embora daqui. Você não precisa mais correr o risco de me ver. Mas, por favor, não vá… não assim.
Ela o observou em silêncio por alguns segundos, não podia negar que seu coração estava acelerado, mas por fora tentava não demonstrar nenhum tipo de emoção. Quando finalmente respondeu, a voz dela soou gélida:
— O mundo não gira ao seu redor, Henri.
Ele piscou, atônito com a dureza daquelas palavras.
— O que eu faço, para onde eu vou… — continuou ela, sem desviar o olhar — …não diz respeito a você. Nem a ninguém.
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Catarina se virou e subiu os degraus do ônibus.
Sem olhar para trás.
Henri ficou parado, observando-a desaparecer no interior do veículo. Em poucos segundos, as portas se fecharam e o motor rugiu. O ônibus arrancou, levantando uma nuvem de poeira que o envolveu completamente.
Quando a poeira começou a se dissipar, ele ainda estava ali, imóvel, com o olhar perdido no horizonte, como se uma parte dele tivesse partido junto com ela.
Damião e Andrea, que haviam ficado no ponto, observaram-no por alguns segundos. Viram o desespero estampado em seu rosto e sentiram um leve aperto no peito.
Apesar de tudo o que havia acontecido, era impossível não perceber que ele estava realmente arrependido.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...