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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 373

Era noite quando Oliver estacionou seu veículo em frente à casa. Assim que desligou o motor, o silêncio foi quebrado pelas vozes animadas vindas de dentro do veículo. Gael foi o primeiro a descer, seguido de Eloá, que trazia a pequena Amelie nos braços, sonolenta, mas curiosa com o novo ambiente.

A porta da casa se abriu antes mesmo que batessem, e Aurora surgiu no batente com os olhos brilhando. Assim que reconheceu os três, levou as mãos à boca, emocionada.

— Meu Deus, como é bom vê-los por aqui! — exclamou, correndo para abraçá-los.

Envolveu o filho em um abraço apertado, o tipo de abraço que só uma mãe sabe dar: longo, apertado e cheio de saudade.

— Também é bom te ver, mãe — respondeu Gael, sorrindo, retribuindo o carinho.

Logo depois, Aurora abraçou Eloá com o mesmo entusiasmo.

— Como você está linda! — disse, segurando o rosto dela com carinho.

E então, seus olhos pousaram na pequena Amélie, que observava tudo com os olhinhos curiosos.

— E essa preciosidade aqui, quem é? — perguntou, fingindo espanto.

A netinha sorriu, e Aurora não resistiu: estendeu os braços e Eloá a entregou, confiante.

— Venha cá, meu amor, deixa a vovó te encher de beijinhos. — Disse isso enquanto a segurava com todo o cuidado, o coração cheio de alegria. — Ela está enorme! E esses olhinhos… são iguais aos do pai quando era pequeno!

Oliver, que observava a cena encostado no carro, sorriu, sentindo o peito aquecer.

— Entrem, por favor! — disse Aurora, animada. — Vocês devem estar cansados da viagem.

— Um pouco — admitiu Eloá, entrando com um sorriso cansado. — A Amelie dormiu quase o voo todo, mas acordou quando chegamos perto da vila.

— E claro, não quis mais dormir — completou Gael, divertido.

Aurora riu.

— É a emoção de conhecer a casa da vovó.

Eles entraram na casa e logo avistaram a pequena Helena na sala, no colo de Noah.

Gael se aproximou devagar, com um sorriso emocionado, e estendeu os braços para pegá-la. Assim que a menina ficou em seu colo, seus olhos marejaram.

— Meu Deus… ela é muito mais linda do que nas fotos — murmurou, admirado.

Encantada, Eloá se aproximou e fez um carinho nas bochechinhas rosadas da bebê.

— Nem acredito que a Amelie tem uma tia mais nova do que ela — disse, entre risadas.

— É verdade — respondeu Aurora, divertida, observando a cena. — E aposto que, se vocês morassem aqui, essas duas seriam inseparáveis.

Eloá olhou para a sogra e sorriu.

— Ah, tenho certeza disso! A Amelie ia adorar ter uma parceira de travessuras.

— Aposto que isso ainda vai acontecer — disse Noah, abraçando a cunhada com carinho. — Assim que você terminar a faculdade e voltar a morar aqui, vai ser uma festa.

A casa encheu-se de vozes, risadas e alegria. Gael não largava a irmãzinha do colo, encantado com cada movimento que ela fazia, enquanto Eloá mostrava para Amelie, que estava no colo da avó, o rostinho da pequena Helena.

— Olha, meu amor, essa é sua titia — dizia Aurora, balançando suavemente a neta. — Mas pode chamar de amiguinha também, viu?

Curiosa, Amelie esticou a mãozinha, tentando tocar a bebê, o que fez todos rirem.

— Ela é curiosa igual ao pai — comentou Eloá.

— E impaciente como a mãe — brincou Gael, recebendo um olhar fingidamente indignado da esposa.

O ambiente estava leve.

— Acredito que a Denise logo vai chegar com os gêmeos — comentou Aurora, olhando para o relógio. — E aí essa casa vai ficar ainda mais cheia de crianças.

— Você é o único pai que chega a suar frio só de ver a filha abraçando o noivo.

— E com razão — rebateu, ainda corado. — Depois do que vi, não é possível desver!

Denise soltou uma risadinha baixa e lhe deu um tapinha no braço.

— Relaxe, amor. Ela vai se casar, não tem mais volta.

— Pois é isso que me preocupa — respondeu ele, murmurando. — O casamento e... o depois dele.

Denise riu novamente, balançando a cabeça, enquanto o restante da família se reunia em volta da mesa para o jantar.

— Agora que estamos todos reunidos, já podemos servir o jantar — anunciou Aurora, sorridente, olhando para todos à sua volta.

As conversas animadas se acalmaram lentamente, e todos começaram a se acomodar à mesa. No entanto, Gael olhou em volta e perguntou:

— E o Henri? Ele não vem?

O silêncio tomou conta por um breve instante. Alguns se entreolharam, sem saber o que responder. Foi Oliver quem quebrou o clima, com a voz calma e um olhar seguro.

— Ele não vem, filho — respondeu. — Disse que estava indisposto e preferia ficar em casa, sozinho.

— Sozinho? — repetiu Gael, surpreso. — Mas hoje está todo mundo aqui…

Oliver assentiu devagar.

— Eu sei. Eu insisti para que viesse, mas não tive êxito.

Aurora suspirou, balançando a cabeça com um ar triste.

— O seu irmão tem andado muito fechado, Gael. Acho que ele precisa de um tempo para si mesmo. Sei que não é o certo, mas devemos respeitar a escolha dele.

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