— Eu entendo que pensem assim — disse Gael, após alguns segundos de silêncio —, mas já fazem meses que isso aconteceu, e o Henri só piora. Se deixarmos que ele se recupere sozinho, isso pode nunca acontecer.
Oliver largou os talheres e se recostou na cadeira, suspirando.
— E o que você quer que façamos, então? — perguntou, num tom cansado, embora soubesse que o filho tinha razão. — Eu já tentei de tudo para animá-lo. Convites, conversas, visitas… nada adiantou.
Gael passou a mão nos cabelos, decidido.
— Então eu vou até lá. Quero ver com meus próprios olhos como ele está.
— Eu vou com você — disse Noah, levantando-se logo em seguida.
Aurora assentiu, aprovando a ideia.
— Ótimo. É bom que vocês, como irmãos, apareçam lá. Talvez isso o anime um pouco, faça-o se lembrar de que não está sozinho.
Os demais concordaram, e os dois rapazes saíram logo depois do jantar.
Noah dirigia enquanto Gael olhava pela janela, pensativo. Nenhum dos dois falava muito, ambos tomados por uma preocupação silenciosa.
A estrada até a vila era curta, e em poucos minutos chegaram em frente à casa de Henri. Assim que o farol do carro iluminou a fachada, perceberam que a casa estava completamente escura.
Gael franziu o cenho.
— Estranho… nem uma luz acesa.
— Mas o carro está ali — disse Noah, apontando para o veículo estacionado em frente. — Ele está em casa.
Os dois desceram do carro e se aproximaram da porta. Gael chamou pelo irmão, batendo brandamente na porta de madeira.
— Henri! É o Gael! — Esperou alguns segundos. Nenhuma resposta.
Noah tentou em seguida.
— Henri, sou eu, o Noah! Acorda aí, irmão, viemos te ver!
Ainda assim, nada.
Os dois se entreolharam, preocupados.
— Será que ele está dormindo? — perguntou Noah.
Quando estavam prestes a bater mais uma vez, viram pela fresta uma luz se acender na casa. Segundos depois, a porta se abriu.
Henri apareceu no batente, e os irmãos o encararam com um misto de alívio e pena. Ele estava sem camisa, o rosto pálido e o corpo visivelmente mais magro. Por mais que fosse gêmeo idêntico de Gael, naquele momento pareciam homens completamente diferentes.
— O que fazem aqui? — perguntou, numa voz rouca e cansada.
— É assim que recebe um irmão que não vê há meses? — retrucou Gael, tentando soar animado, mas sem conseguir disfarçar a preocupação.
Henri piscou algumas vezes, como se só então percebesse a própria grosseria. Suspirou fundo e mudou o tom.
— Foi mal… — disse, abrindo um meio sorriso e se aproximando. — Entrem, por favor.
Ele abraçou o irmão gêmeo brevemente e, em seguida, deu passagem para entrarem. A casa estava silenciosa, levemente desorganizada, com algumas pilhas de papéis sobre a mesa e uma caneca de café esquecida pela metade.
— Bela casa — comentou Gael, olhando ao redor, tentando aliviar o clima.
— Sim… aqui é um bom lugar — respondeu Henri, sentando-se no sofá e passando a mão pelo rosto.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...