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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 381

Quando chegou à pequena cidade onde começaria o novo empreendimento com o amigo Tom, Henri se instalou em uma das suítes do resort, que já estava quase pronto para ser inaugurado. Embora o lugar tivesse estado abandonado quando Tom o comprou, o dinheiro que ambos investiram fez com que as obras avançassem de forma surpreendente, levando apenas alguns meses para transformar aquele local, que antes parecia mal-assombrado, em um dos lugares mais belos que já tinha visto.

Antes mesmo da inauguração, a demanda por reservas já estava completa, o que o fez perceber que havia feito uma boa sociedade. Depois de descansar um pouco, decidiu que não queria ficar trancado no quarto o dia todo, então se arrumou e saiu para caminhar pelas ruas, para conhecer o lugar que agora seria seu novo lar.

Embora pequena, a cidade era encantadora, com suas casas históricas e ruas de paralelepípedo que exalavam charme e tranquilidade. O mar, visível de quase todos os pontos, exibia tons de azul que pareciam pintados à mão, e as praias paradisíacas atraíam visitantes de diversas partes do mundo.

Henri caminhava pelas calçadas, observando cada detalhe, tirando fotos e entrando em pequenas lojas de artesanato local. Pretendia comprar algumas lembranças para enviar aos pais, especialmente para a mãe, a mais abatida com sua partida.

Enquanto observava as peças coloridas e o sorriso acolhedor dos comerciantes, uma pontada de saudade o atravessou. Ele sabia que havia se afastado da família mais do que deveria, mas no fundo, entendia que precisava desse tempo. Não queria que vissem o quanto ainda estava quebrado por dentro, ainda mais porque eles eram tudo em sua vida e não mereciam sofrer com ele.

Entre uma rua e outra que explorava, percebeu que o sol já começava a se esconder no horizonte. Decidido a encontrar um bom ponto para apreciar o pôr do sol, ele seguiu pela orla, deixando o vento leve do mar tocar o rosto. À distância, avistou um píer quase vazio, apenas algumas pessoas caminhavam por ali, o que o fez concluir que aquele seria o lugar perfeito para tirar uma foto e relaxar um pouco.

No entanto, assim que começou a se aproximar, seus passos vacilaram. No fim do píer, sentada de costas e observando o horizonte, havia uma mulher. Mesmo sem ver seu rosto, algo na postura delicada, no balanço dos cabelos ruivos ao vento e na forma como ela segurava os joelhos contra o corpo fez seu coração disparar. Aquela silhueta lhe pareceu absurdamente familiar.

Ele engoliu em seco e tentou dar mais alguns passos, lutando contra a estranha sensação de que estava prestes a rever uma pessoa que havia lhe deixado para trás.

Foi então que um carro parou ao seu lado na calçada.

— Henri? — Uma voz conhecida o chamou.

Ele se virou e viu Tom descendo do veículo com um sorriso.

— Eu sabia que te encontraria por aqui — disse o amigo, se aproximando.

— Como sabia que eu estava aqui? — perguntou, forçando um meio sorriso.

Tom riu, batendo de leve em seu ombro.

— Porque esse é um dos lugares mais lindos para apreciar o pôr do sol — respondeu com naturalidade. — E, conhecendo você, imaginei que viria para cá assim que terminasse de explorar a cidade.

Henri piscou algumas vezes, tentando se recompor, enquanto ainda lançava olhares discretos em direção ao píer. Mas, quando olhou novamente, a mulher já não estava mais lá.

Deixando aquele pensamento de lado, ele voltou finalmente a atenção para o amigo e percebeu que Tom trazia uma pequena caixa transparente nas mãos, com alguns doces cuidadosamente arrumados.

— O que é isso? — perguntou, curioso.

— Trouxe para você — respondeu Tom, entregando-lhe a caixa. — Comprei dois, um para mim e outro para você, mas o meu já era.

Olhos verdes 1

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