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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 382

Quando chegou à casa dos tios, já era noite. Assim que entrou, encontrou os dois sentados no sofá assistindo televisão, enquanto o bebê dormia tranquilo no carrinho ao lado.

— Que bom que chegou, Catarina. Eu guardei a janta para você — disse a tia, já se levantando para servi-la.

— Não se preocupe comigo, tia, eu mesma pego — respondeu com um sorriso cansado.

Ela caminhou até a cozinha e se serviu, sentando-se à mesa. O tio, curioso, logo a acompanhou com uma xícara de café nas mãos e se sentou ao lado dela.

— E aí, como foram as vendas hoje? — perguntou, enquanto soprava o café quente.

— Foram boas. Consegui vender tudo — respondeu com satisfação.

— Que maravilha! — disse ele, sorrindo orgulhoso. — Mas você parece exausta, não é?

— Um pouco… o sol de hoje estava de matar — confessou, massageando os ombros doloridos.

O tio a observou com um olhar paternal.

— Você não devia se esforçar tanto, Catarina. Sabe que a gente consegue se virar sem precisar que trabalhe tanto assim.

Ela balançou a cabeça, insistente.

— Imagina, tio. Vocês foram tão bons comigo, me acolheram quando eu mais precisei. Não posso simplesmente ficar parada, sem ajudar nas despesas.

— Eu entendo, filha, mas o seu trabalho é pesado demais — insistiu ele, com voz calma. — Depois de tudo o que passou, devia pegar mais leve.

Catarina baixou o olhar, sabendo que ele tinha razão. Desde que chegara ali, prometeu a si mesma que não seria um fardo. Por isso, começou a fazer e vender doces — algo que já sabia fazer bem e que garantia um retorno rápido.

— Olha para você — continuou o tio, encostando-se na cadeira. — Está com o rosto queimado de sol e com um olhar cansado. Devia procurar um emprego fixo, em um lugar fechado, onde não precise se desgastar tanto.

Ela ficou em silêncio por um instante, até se lembrar do cartão que havia recebido mais cedo. Tirou-o do bolso, observou-o brevemente e, meio incerta, estendeu-o para o tio.

— Olha isso — disse, colocando o cartão sobre a mesa.

Ele pegou o pequeno retângulo de papel e leu atentamente, franzindo o cenho.

— “Cabanna Resort & Spa”? — leu em voz alta. — O que é isso, Catarina?

Ela suspirou e respondeu, mexendo distraidamente na colher:

— Um homem me entregou hoje na praia — explicou, ajeitando o prato à frente, sem muito entusiasmo. — Disse ser de um resort novo que será inaugurado aqui perto.

Curioso, o tio arqueou as sobrancelhas.

— Um resort? E quem é esse homem?

— Não sei bem. Disse que era o dono do lugar, ou algo assim… — ela respondeu, dando de ombros. — Falou que eu teria jeito para recepcionista, mas, sinceramente, achei conversa fiada.

O tio analisou o cartão mais uma vez, franzindo o cenho.

— “Cabanna Resort & Spa”… — leu em voz alta.

— Ele insistiu para que eu desse uma olhada no site e entrasse em contato, mas acho que é golpe — disse ela, tentando afastar o pensamento que começava a incomodá-la.

O tio apoiou o cartão sobre a mesa, olhando para a sobrinha com expressão pensativa.

— O nome não parece estranho.

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