Quando chegou à casa dos tios, já era noite. Assim que entrou, encontrou os dois sentados no sofá assistindo televisão, enquanto o bebê dormia tranquilo no carrinho ao lado.
— Que bom que chegou, Catarina. Eu guardei a janta para você — disse a tia, já se levantando para servi-la.
— Não se preocupe comigo, tia, eu mesma pego — respondeu com um sorriso cansado.
Ela caminhou até a cozinha e se serviu, sentando-se à mesa. O tio, curioso, logo a acompanhou com uma xícara de café nas mãos e se sentou ao lado dela.
— E aí, como foram as vendas hoje? — perguntou, enquanto soprava o café quente.
— Foram boas. Consegui vender tudo — respondeu com satisfação.
— Que maravilha! — disse ele, sorrindo orgulhoso. — Mas você parece exausta, não é?
— Um pouco… o sol de hoje estava de matar — confessou, massageando os ombros doloridos.
O tio a observou com um olhar paternal.
— Você não devia se esforçar tanto, Catarina. Sabe que a gente consegue se virar sem precisar que trabalhe tanto assim.
Ela balançou a cabeça, insistente.
— Imagina, tio. Vocês foram tão bons comigo, me acolheram quando eu mais precisei. Não posso simplesmente ficar parada, sem ajudar nas despesas.
— Eu entendo, filha, mas o seu trabalho é pesado demais — insistiu ele, com voz calma. — Depois de tudo o que passou, devia pegar mais leve.
Catarina baixou o olhar, sabendo que ele tinha razão. Desde que chegara ali, prometeu a si mesma que não seria um fardo. Por isso, começou a fazer e vender doces — algo que já sabia fazer bem e que garantia um retorno rápido.
— Olha para você — continuou o tio, encostando-se na cadeira. — Está com o rosto queimado de sol e com um olhar cansado. Devia procurar um emprego fixo, em um lugar fechado, onde não precise se desgastar tanto.
Ela ficou em silêncio por um instante, até se lembrar do cartão que havia recebido mais cedo. Tirou-o do bolso, observou-o brevemente e, meio incerta, estendeu-o para o tio.
— Olha isso — disse, colocando o cartão sobre a mesa.
Ele pegou o pequeno retângulo de papel e leu atentamente, franzindo o cenho.
— “Cabanna Resort & Spa”? — leu em voz alta. — O que é isso, Catarina?
Ela suspirou e respondeu, mexendo distraidamente na colher:
— Um homem me entregou hoje na praia — explicou, ajeitando o prato à frente, sem muito entusiasmo. — Disse ser de um resort novo que será inaugurado aqui perto.
Curioso, o tio arqueou as sobrancelhas.
— Um resort? E quem é esse homem?
— Não sei bem. Disse que era o dono do lugar, ou algo assim… — ela respondeu, dando de ombros. — Falou que eu teria jeito para recepcionista, mas, sinceramente, achei conversa fiada.
O tio analisou o cartão mais uma vez, franzindo o cenho.
— “Cabanna Resort & Spa”… — leu em voz alta.
— Ele insistiu para que eu desse uma olhada no site e entrasse em contato, mas acho que é golpe — disse ela, tentando afastar o pensamento que começava a incomodá-la.
O tio apoiou o cartão sobre a mesa, olhando para a sobrinha com expressão pensativa.
— O nome não parece estranho.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...