Mesmo com certo receio, Catarina decidiu aceitar o encontro com Tom Cambrainha, ainda que o cansaço pesasse e a noite já tivesse avançado. Tomou um banho rápido e vestiu a melhor roupa que tinha no armário, queria causar uma boa impressão, afinal, era uma oportunidade de emprego e talvez sua chance de mudar de vida.
Ao sair do quarto, encontrou o tio ainda acordado, sentado no sofá, com o olhar preso na televisão. Quando ele percebeu a sobrinha arrumada, arqueou as sobrancelhas, confuso.
— Vai sair a essa hora, Catarina?
Ela se aproximou, segurando a bolsa junto ao corpo.
— Liguei para o número do cartão que aquele homem me deu. Ele me perguntou se eu podia encontrá-lo agora.
— Agora? — O tio repetiu, descrente. — E o que você respondeu?
— Disse que sim. Mas só vou se o senhor for comigo.
O homem coçou a cabeça, claramente desconfiado, e soltou um suspiro.
— Tudo bem… apesar de ser bem estranho alguém marcar uma entrevista a essa hora.
— Ele deve ser um homem muito ocupado — justificou Catarina, tentando se convencer da própria decisão.
— É... pode ser — murmurou o tio, ainda pensativo. — Vou me trocar e já volto.
Ela assentiu, sentando-se no sofá enquanto o esperava. Não sabia se aquela escolha era certa, mas uma voz dentro de si dizia que, às vezes, as oportunidades não esperavam pelo amanhecer.
Alguns minutos depois, o tio voltou já trocado e com as chaves do carro na mão.
— Pronta? — perguntou, ainda com uma expressão de leve desconfiança.
— Pronta — ela respondeu, ajeitando os cabelos diante do espelho da sala. Estava nervosa, mas tentava manter a calma. O coração batia acelerado, e a ideia de conseguir um emprego fixo a deixava esperançosa.
Quando estavam prestes a entrar no carro, já com a mão na maçaneta, ouviram a porta da casa se abrir bruscamente. A tia surgiu na entrada, ofegante e com o rosto tomado pelo desespero.
— Alessandro! — gritou, com a voz trêmula. — A nossa filha está ardendo em febre!
O homem se virou imediatamente, alarmado. O olhar aflito da esposa não deixava espaço para dúvidas, algo realmente não estava nada bem.
— Como assim, febre? — perguntou, já correndo em direção à casa. — Ela estava bem agora há pouco.
— Começou há poucos minutos — explicou a mulher, quase em prantos. — Ela estava dormindo tranquila, mas de repente ouvi que ela fazia um som estranho e, quando fui ver se estava tudo bem, senti que seu corpo estava pegando fogo!
Ele olhou para Catarina com o cenho franzido, claramente dividido entre a preocupação e a urgência de levar a filha ao hospital.
— Não se preocupe comigo, tio — disse Catarina, tentando parecer confiante. — Eu posso ir sozinha.
— De jeito nenhum! — rebateu ele, sem pensar duas vezes. — Você acha mesmo que vou deixar minha sobrinha sair sozinha, a essa hora da noite, para se encontrar com um homem cujas intenções nem sabemos?
O tom protetor dele a fez baixar o olhar. Sabia que o tio tinha razão, a proposta de uma entrevista noturna era, no mínimo, estranha.
— Então vou ligar e avisar que aconteceu um imprevisto.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...