Depois da ligação, Catarina permaneceu na sala de espera por horas, sentada em uma das cadeiras desconfortáveis do hospital, com o olhar fixo na porta de emergência. O tempo parecia não passar, e a preocupação pela prima deixava o coração apertado.
Já passava da meia-noite quando o tio finalmente apareceu no corredor. O rosto cansado e a expressão abatida denunciavam o desgaste da noite.
— E aí? — perguntou Catarina, levantando-se depressa. — O que os médicos disseram?
O tio passou a mão pelos cabelos, soltando um suspiro aliviado.
— Felizmente, não era nada grave. A febre subiu rápido, mas eles controlaram com medicação. Disseram que foi apenas uma infecção leve, provavelmente viral.
Sentindo o alívio percorrer o corpo, Catarina respirou fundo.
— Graças a Deus… — murmurou, levando a mão ao peito. — Eu estava tão preocupada.
— Eu também — respondeu ele, com um sorriso cansado. — Mas agora ela já está mais calma, dormindo. Deve ficar em observação até amanhã, só por precaução.
Ela assentiu.
— Quer que eu fique aqui com ela?
— Não, minha querida, como a Laila ainda só se amamenta, a única que pode ficar com ela é a sua tia Laura, por isso devemos ir para casa descansar. Amanhã pela manhã, virei e verei se elas precisam de algo — disse o tio, com a voz cansada.
— Tudo bem — respondeu Catarina, concordando com um leve aceno.
Os dois saíram do hospital e foram para casa, caminhando em silêncio até o estacionamento. Lá fora, o ar da madrugada parecia mais leve, embora o cansaço pesasse sobre os ombros de ambos.
Durante o trajeto de volta, as luzes da cidade passavam rápidas pela janela do carro, refletindo nos olhos pensativos de Catarina. Ela mal conseguia se concentrar. O tio dirigia devagar, visivelmente exausto, mas tentando manter o semblante sereno.
[…]
No outro dia, Catarina acordou cedo para preparar o café do tio. Sabia que ele estava exausto e que a esposa e a filha ainda estavam no hospital, então quis poupá-lo de qualquer preocupação doméstica. Assim que terminaram de comer, Alessandro agradeceu com um sorriso breve e saiu apressado para visitar a esposa e a bebê.
A casa, agora em silêncio, parecia maior e vazia demais. Catarina olhou ao redor, respirou fundo e decidiu aproveitar o tempo para ajudar a tia, limpando o que pudesse antes que eles voltassem. Passou o pano nos móveis, abriu as janelas para o sol entrar e lavou a louça que restara na pia.
Quando terminou, olhou para o relógio na parede, ainda era cedo. Como não havia feito doces naquele dia e não precisaria sair para vender, pensou em aproveitar o tempo de outra forma. Foi então que uma ideia lhe veio à mente, quase impulsiva: iria até o Cabanna Resort. Precisava tentar conversar com Tom Cambrainha, talvez conseguir uma segunda chance de uma entrevista.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...