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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 385

Depois da ligação, Catarina permaneceu na sala de espera por horas, sentada em uma das cadeiras desconfortáveis do hospital, com o olhar fixo na porta de emergência. O tempo parecia não passar, e a preocupação pela prima deixava o coração apertado.

Já passava da meia-noite quando o tio finalmente apareceu no corredor. O rosto cansado e a expressão abatida denunciavam o desgaste da noite.

— E aí? — perguntou Catarina, levantando-se depressa. — O que os médicos disseram?

O tio passou a mão pelos cabelos, soltando um suspiro aliviado.

— Felizmente, não era nada grave. A febre subiu rápido, mas eles controlaram com medicação. Disseram que foi apenas uma infecção leve, provavelmente viral.

Sentindo o alívio percorrer o corpo, Catarina respirou fundo.

— Graças a Deus… — murmurou, levando a mão ao peito. — Eu estava tão preocupada.

— Eu também — respondeu ele, com um sorriso cansado. — Mas agora ela já está mais calma, dormindo. Deve ficar em observação até amanhã, só por precaução.

Ela assentiu.

— Quer que eu fique aqui com ela?

— Não, minha querida, como a Laila ainda só se amamenta, a única que pode ficar com ela é a sua tia Laura, por isso devemos ir para casa descansar. Amanhã pela manhã, virei e verei se elas precisam de algo — disse o tio, com a voz cansada.

— Tudo bem — respondeu Catarina, concordando com um leve aceno.

Os dois saíram do hospital e foram para casa, caminhando em silêncio até o estacionamento. Lá fora, o ar da madrugada parecia mais leve, embora o cansaço pesasse sobre os ombros de ambos.

Durante o trajeto de volta, as luzes da cidade passavam rápidas pela janela do carro, refletindo nos olhos pensativos de Catarina. Ela mal conseguia se concentrar. O tio dirigia devagar, visivelmente exausto, mas tentando manter o semblante sereno.

[…]

No outro dia, Catarina acordou cedo para preparar o café do tio. Sabia que ele estava exausto e que a esposa e a filha ainda estavam no hospital, então quis poupá-lo de qualquer preocupação doméstica. Assim que terminaram de comer, Alessandro agradeceu com um sorriso breve e saiu apressado para visitar a esposa e a bebê.

A casa, agora em silêncio, parecia maior e vazia demais. Catarina olhou ao redor, respirou fundo e decidiu aproveitar o tempo para ajudar a tia, limpando o que pudesse antes que eles voltassem. Passou o pano nos móveis, abriu as janelas para o sol entrar e lavou a louça que restara na pia.

Quando terminou, olhou para o relógio na parede, ainda era cedo. Como não havia feito doces naquele dia e não precisaria sair para vender, pensou em aproveitar o tempo de outra forma. Foi então que uma ideia lhe veio à mente, quase impulsiva: iria até o Cabanna Resort. Precisava tentar conversar com Tom Cambrainha, talvez conseguir uma segunda chance de uma entrevista.

Segunda tentativa 1

Segunda tentativa 2

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