Catarina mordeu os lábios, um pouco confusa com tudo, e ajeitou a bolsa no ombro.
— Eu já vou indo — disse, num tom contido.
— Espera! — pediu Henri, dando um passo à frente.
Ela o encarou mais uma vez, e o simples contato visual fez seu coração acelerar.
— O que foi? — perguntou, tentando soar confiante.
— Você mora aqui por perto? — quis saber ele.
Ela hesitou, ponderando a resposta por um instante, sem entender o motivo da pergunta.
— Não, eu não moro — respondeu, por fim.
Após dizer isso, desviou o olhar, deu um breve aceno e virou-se para ir embora. Henri permaneceu ali, observando-a se afastar, sentindo o vazio familiar retornar ao peito, como se o destino tivesse lhe devolvido algo apenas para arrancar de novo alguns segundos depois.
Quando Catarina sumiu de sua vista, Henri ficou parado por alguns segundos, como se o tempo tivesse parado junto. Sentiu um aperto no peito, uma mistura de arrependimento e saudade. Queria ter conversado mais, ter dito algo que fizesse sentido, talvez até confessar o que realmente fazia ali. Mas sabia que, se dissesse a verdade, ela provavelmente se afastaria de novo, e isso era o que ele mais temia.
Respirou fundo, tentando se recompor, e voltou lentamente para o resort. O som das ondas ao longe e o vento quente da manhã pareciam indiferentes ao turbilhão dentro dele. Quando atravessou a entrada principal, encontrou Tom na recepção, orientando alguns funcionários sobre a decoração do saguão.
— Aí está você — disse Tom, caminhando em sua direção. — Fiquei preocupado com a sua pressa mais cedo. Aconteceu alguma coisa?
Henri parou diante do amigo, estudando-o por um instante. Talvez ali estivessem as respostas que ele procurava.
— Escuta, Tom… você fez alguma entrevista de emprego hoje de manhã?
A pergunta pegou o amigo de surpresa. Tom arqueou uma sobrancelha, curioso.
— Fiz, sim. Por quê?
— Foi a moça dos doces?
Tom soltou uma risada breve, balançando a cabeça.
— Sim, foi ela. Apareceu por aqui depois de ter nos dado um bolo ontem à noite. Eu não sabia que viria, mas estava tão empenhada que resolvi dar uma chance. E quer saber? — Abriu um sorriso convencido — Acabei contratando-a.
Mantendo o olhar firme, Henri perguntou:
— Ela vai trabalhar na recepção?
— Não mesmo — respondeu Tom, ajeitando o paletó e esboçando um sorriso descarado que Henri conhecia bem. — Você precisava tê-la visto de perto, meu amigo… é linda demais para uma vaga simples. Então a convidei para ser minha assistente, e ela aceitou de bom grado.
De repente, um incômodo começou a crescer dentro dele.
— Sua assistente? — repetiu, tentando controlar o tom da voz.
Sem perceber o desconforto do outro, Tom continuou:



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...