Na manhã seguinte, Catarina se arrumou e se despediu dos tios e da pequena prima, que já estava bem em casa. Com um sorriso que tentava transmitir confiança, saiu, embora por dentro estivesse nervosa, não apenas por ser seu primeiro dia de trabalho, mas também pela possibilidade de cruzar com Henri em algum momento do dia.
“Será que ele vai ficar muito tempo na cidade?”, perguntava-se enquanto caminhava pelas calçadas. Ainda que não quisesse vê-lo novamente, a simples ideia de que ele pudesse ir embora a qualquer momento a deixava estranhamente triste.
— Por que continuo sentindo algo por alguém que só soube me usar? — murmurou para si mesma.
Ao chegar à entrada do resort, caminhou até a recepção. Seu olhar percorria o lugar, como se procurasse alguma coisa… ou alguém.
— Aí está você — disse Tom Cambrainha, surgindo atrás do balcão da recepção com um sorriso largo. — Sabia que seria pontual.
Ele deu a volta no balcão e se aproximou dela com passos tranquilos, o olhar percorrendo discretamente seu semblante.
— Gosto de pessoas comprometidas, Catarina. A pontualidade diz muito sobre alguém — comentou, em tom amistoso, mas com um brilho insinuante que ela não percebeu.
— Obrigada, senhor… — respondeu ela, um pouco sem graça. — Quero começar com o pé direito.
— E vai começar — garantiu ele, abrindo os braços num gesto acolhedor. — Hoje quero te apresentar à equipe. Tenho certeza de que vai se adaptar rápido.
Ela assentiu, tentando disfarçar o nervosismo. Já Tom, enquanto a guiava pelos corredores do resort, não conseguia conter o pensamento: Ela era ainda mais encantadora e sexy quando estava nervosa.
Eles entraram na sala de reuniões, ainda vazia. Tom abriu a pasta que carregava e começou a explicar o que aconteceria ali.
— Hoje teremos uma reunião com alguns investidores e colaboradores — disse, confiante de quem estava acostumado a comandar aquele tipo de ambiente. — Além disso, o meu sócio também estará presente.
— Compreendo — respondeu Catarina, com um sorriso fraco, tentando esconder a ansiedade que sentia.
— Enquanto a reunião estiver acontecendo, quero que anote as pautas mais importantes e registre as observações que eu fizer — continuou ele.
— Certo — respondeu ela prontamente.
Tom deu alguns passos em sua direção, parando a poucos metros dela. O olhar dele percorreu seu rosto com uma curiosidade disfarçada.
— Você está nervosa? — Indagou.
Ela hesitou antes de admitir:
— Um pouco.
Ele sorriu, inclinando ligeiramente a cabeça.
— Não precisa ficar assim. Além de mim, que você já conhece bem, o meu sócio também estará aqui. Tenho certeza de que vai se sentir mais à vontade com dois rostos conhecidos na sala.
Ela franziu o cenho, confusa.
— Como assim? — perguntou, tentando entender.
Tom deu um leve sorriso enigmático.
Tom a observou por um instante e sorriu satisfeito, admirando o jeito decidido com que ela quis encerrar o assunto. Ainda assim, algo o incomodava, uma curiosidade que insistia em não deixá-lo calar.
— Escute, Catarina — começou ele, com a voz mais cuidadosa —, não quero parecer indiscreto nem nada, mas preciso te fazer uma pergunta.
Ela hesitou, já pressentindo que não viria algo agradável. Mesmo assim, assentiu com um leve movimento de cabeça.
— Tudo bem, pode perguntar.
Ele a fitou com atenção e o semblante sério, como quem mede o impacto das próprias palavras.
— Existe algo entre você e o Henri?
A pergunta a fez paralisar por um instante. O coração disparou, e ela teve que desviar o olhar para esconder o desconforto. Ainda que os sentimentos que guardava por Henri fossem recentes e intensos, ela sabia que tudo o que aconteceu entre eles havia significado apenas para ela.
— Não, senhor — respondeu por fim, com a voz firme, embora o olhar denunciasse um traço de dor. — Confesso que conheço sim o senhor Henri Caetano, mas não há nada entre nós… e nunca haverá.
Mantendo o silêncio por alguns segundos, Tom a observou com curiosidade e satisfação. Depois, um sorriso lento surgiu em seus lábios.
— Entendido — disse, enfim. — Fico feliz em saber disso.
Ela apenas assentiu, evitando cruzar o olhar dele, sem perceber que, naquele momento, a resposta que dera só aumentava o interesse de Tom, agora movido não apenas pela atração, mas pelo desejo de descobrir até onde aquela história com Henri realmente ia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...