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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 390

Quando o horário da reunião chegou, todos os esperados já estavam ali, investidores, gerentes e alguns colaboradores-chave do resort. Todos, exceto Henri.

Tom conferiu o relógio pela terceira vez, impaciente, enquanto Catarina permanecia sentada ao seu lado, concentrada em organizar as anotações e evitar pensar no que descobrira mais cedo.

Quando estava prestes a ligar para o sócio, Tom sentiu o celular vibrar no bolso do paletó. Pegou o aparelho discretamente e viu a mensagem de Henri:

“Não poderei estar presente. Depois te explico o motivo.”

Tom soltou um suspiro e respondeu apenas com um curto “OK”, guardando o celular novamente. Passou os olhos pela sala, onde todos já o aguardavam, e endireitou a postura, assumindo o comando da reunião.

— Podemos começar — anunciou. — Meu sócio não estará aqui hoje.

Alguns murmuraram algo de surpresa, outros apenas assentiram e começaram a abrir suas pastas e laptops.

Catarina, por sua vez, sentiu o corpo relaxar pela primeira vez naquela manhã. Um alívio quase palpável percorreu-lhe o peito. Não teria de encarar Henri, não naquele momento. O simples pensamento de olhar para ele depois de descobrir a mentira era desconfortável demais.

Enquanto Tom falava sobre números, projetos e prazos, ela tentava se concentrar nas anotações, mas o pensamento insistia em voltar ao mesmo ponto: Por que ele não me disse a verdade?

Lembrava-se das palavras calmas dele no reencontro, da forma como ele pareceu surpreso ao reencontrá-la, parecendo até estar feliz, mas tudo aquilo era mentira, ele não havia mudado nada e provavelmente não mudaria.

Ainda assim, por mais que quisesse sentir raiva, o coração teimava em reagir diferente e isso a deixava ainda mais confusa.

O que ela não sabia, no entanto, era que Henri não teve coragem de aparecer, porque havia passado boa parte da manhã no quarto, andando de um lado para o outro, tomado por um conflito que o consumia. Sabia que precisava conversar com Catarina, contar a verdade antes que ela ouvisse por terceiros.

Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos. Imaginava a expressão dela ao descobrir: o olhar ferido, o desapontamento inevitável. Era exatamente o que tentara evitar.

— Droga… — murmurou, encostando-se à parede e fechando os olhos por um instante.

Sabia que sua ausência não passaria despercebida, mas, naquele momento, encará-la seria impossível. Não sem antes encontrar as palavras certas, se é que existiam palavras que pudessem consertar aquilo.

Quando a reunião terminou, Tom cumprimentou alguns dos acionistas e investidores, trocando breves palavras de cortesia antes que todos deixassem a sala. Assim que a porta se fechou e o silêncio voltou a dominar o ambiente, apenas ele e Catarina permaneceram ali.

— E então, o que achou? — perguntou, ajeitando o paletó, enquanto ela segurava o pequeno caderno de anotações com as duas mãos.

— Foi uma manhã de muita aprendizagem — respondeu, com um sorriso discreto.

Satisfeito, ele assentiu.

— Que bom ouvir isso. Acredito que terá de passar suas anotações a limpo, então pode usar esta sala. Fique à vontade. Se tiver alguma dúvida, não hesite em me procurar.

— Certamente, senhor.

Ele sorriu, deu um leve aceno de cabeça e saiu, fechando a porta atrás de si.

Sozinha, Catarina voltou a se sentar. Observou a sala enorme, o brilho do vidro da mesa de reuniões, o som distante das vozes no corredor. O peso da manhã caiu sobre ela de uma só vez. Agora que sabia da ligação de Henri com aquele lugar, tudo parecia mais complicado.

Encostou-se na cadeira e passou a mão sobre o caderno fechado.

Será que devia continuar ali? — perguntou a si mesma. A dúvida a perseguia, apertando o peito com força.

Frieza 1

Frieza 2

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