O dia do coquetel finalmente chegou, e com ele o resort estava em plena efervescência. Funcionários corriam de um lado para o outro, arrumando os últimos detalhes: taças de cristal sendo alinhadas sobre as mesas, flores decorando o saguão, a orquestra afinando os instrumentos. Tudo precisava estar impecável para a inauguração, a noite que marcaria o início oficial do Cabanna Resort.
Henri, no entanto, não conseguia compartilhar do mesmo entusiasmo. Observava de longe toda aquela movimentação com o semblante cansado, sentindo-se deslocado em meio à própria conquista.
Com vergonha de admitir o que estava sentindo e principalmente de deixar transparecer o quanto a presença de Catarina o afetava, ele não teve coragem de convidar os pais para o evento. Sabia que, se estivessem ali, perceberiam imediatamente o seu estado. E, mais do que isso, tentariam convencê-lo a voltar para São Caetano, argumentando que aquele investimento já havia lhe custado o suficiente.
Suspirou, ajeitando o paletó diante do espelho. O reflexo mostrava um homem elegante, pronto para uma noite de celebração, mas por dentro, ele se sentia vazio. O brilho do sucesso parecia não ter o menor sentido quando o coração estava em ruínas.
Quando saiu do quarto e começou a caminhar pelo corredor que levava ao salão principal, o som distante das vozes e da música já anunciava o início da noite. O ambiente estava repleto de elegância, o brilho das luzes, o perfume das flores e o murmúrio de convidados importantes. Mas tudo isso perdeu o sentido no instante em que ele a viu.
Catarina estava parada próxima à entrada do salão, conversando discretamente com uma das recepcionistas. Usava o mesmo vestido que Tom havia escolhido no dia anterior e, se na loja ela já lhe parecera linda, agora estava simplesmente deslumbrante.
O tecido acompanhava cada movimento de seu corpo, e os cabelos ruivos, levemente ondulados, caíam sobre os ombros em uma moldura perfeita para o rosto delicado. A maquiagem sutil realçava o verde dos olhos, que pareciam ainda mais intensos sob as luzes douradas do salão.
Henri sentiu o coração errar o compasso. Por um segundo, tudo o que desejou era que ela estivesse ali por ele, e não como acompanhante do seu sócio.
Respirou fundo, tentando recuperar o controle, e se aproximou devagar.
— Boa noite, Catarina — a cumprimentou.
Ela, distraída, demorou um instante para perceber sua presença. Quando finalmente o viu, seus olhos se detiveram nele por alguns segundos, como se tentassem decifrar algo.
— Boa noite, senhor Caetano — respondeu, num tom educado, porém distante.
Aquela formalidade soou como uma barreira entre eles, uma barreira que ele queria derrubar, mas não sabia mais se tinha o direito de tentar.
— Você está linda — arriscou a dizer, mesmo que sua voz tenha saído num sussurro.
Ela respirou fundo antes de responder, mantendo o tom sereno e formal.
— Obrigada pelo elogio, senhor.
Henri olhou para a moça que estava ao lado dela e, com um gesto discreto, pediu que os deixasse a sós. Assim que a funcionária se afastou, ele voltou o olhar para Catarina, sentindo o coração acelerar.
— Sei que disse que quer manter distância — começou, tentando não desabar de emoção —, mas eu não consigo. — Deu um passo à frente, sem tirar os olhos dela. — Eu não posso fingir que não te conheço, porque você… é a pessoa que habita a minha mente e o meu coração o tempo todo.
As palavras escaparam com sinceridade, e Catarina sentiu o chão vacilar por um instante. A declaração a pegou completamente de surpresa. O olhar dela tremeu, e por um momento, não soube onde fixar os olhos, desviou para o chão, para o salão, para qualquer ponto que não fosse aquele olhar intenso que a deixava vulnerável.
Ela engoliu em seco, tentando manter a compostura. As mãos tremiam levemente, então as uniu diante do corpo, como se o gesto pudesse esconder o nervosismo que a dominava.
— Henri… — começou, tentando não deixar que a voz ficasse trêmula.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...