Sem paciência para mais nenhuma provocação, Henri se aproximou de uma das mesas de drinques e pegou o primeiro copo que encontrou. Nem se deu ao trabalho de perguntar o que era, apenas levou o líquido à boca e engoliu em um único gole, sentindo o ardor descer pela garganta. Precisava de coragem. E, de algum modo, aquela bebida lhe dava exatamente isso.
Naquele breve instante, sua mente se inundou de pensamentos confusos. Lembrou-se dos milhões que havia investido naquele resort, do tempo de esforço e das expectativas depositadas nele. Pensou na família, que certamente esperava vê-lo como o homem equilibrado, sensato, o empresário exemplar que sempre demonstrou ser.
Mas tudo isso pareceu se desfazer num piscar de olhos.
Porque, diante daquela cena, diante da possibilidade de ver Catarina sendo levada pelos encantos de Tom, nada mais tinha valor. Nenhum investimento, nenhum nome, nenhum orgulho.
Naquele instante, havia apenas uma certeza pulsando dentro dele: Catarina era mais importante do que tudo.
Pegando mais uma bebida, sentiu como se aquilo pudesse dar o impulso final que precisava. Olhou em direção à mesa onde Tom e Catarina estavam e decidiu acabar com aquela cena.
O sangue fervia.
Agora ou nunca, pensou.
Deu dois passos decididos na direção deles, pronto para intervir, quando sentiu uma mão firme agarrar seu braço.
— Henri, podemos conversar por um momento? — disse uma voz às suas costas.
A pergunta o desestabilizou de imediato. Virou-se, irritado, e se deparou com um dos principais acionistas do resort, um homem alto, de terno impecável e um sorriso amistoso no rosto.
Ele piscou algumas vezes, tentando recuperar o foco. O coração ainda disparava, dividido entre o impulso e a razão.
— Claro… — respondeu, disfarçando o incômodo com um sorriso forçado.
— Precisamos conversar sobre o andamento das reservas e a imprensa.
Henri olhou mais uma vez para o casal à mesa. Viu que alguns convidados haviam se aproximado de Tom para cumprimentá-lo e trocar algumas palavras, e Catarina, educada como sempre, sorria participando da conversa.
Aquela simples mudança de cenário o fez respirar fundo. Foi como se uma onda de razão, rara e inesperada, o atravessasse de repente. Talvez aquela interrupção tivesse vindo no momento certo, como se fosse uma espécie de freio antes que fizesse algo de que pudesse se arrepender para sempre.
Por um instante, imaginou a repercussão se tivesse seguido o impulso: o escândalo, os olhares, os comentários… e o nome da família estampado nos jornais, misturado a fofocas de bastidores e boatos maldosos.
Apertou o copo entre os dedos e desviou o olhar, respirando fundo.
Talvez fosse melhor assim, pensou. Talvez o destino estivesse apenas lhe dando um aviso para esperar.
— Certo. Vamos conversar. — disse, mesmo que por dentro tudo nele gritasse o contrário.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...