Mesmo que seus olhos o traíssem, dizendo que o que via poderia ser algo consensual, percebeu de imediato que algo estava errado. Por isso, o seu instinto falou mais alto do que qualquer razão.
De onde estava, ele viu Catarina atirar o vestido em Tom, com uma expressão indignada.
— Me respeite! — Ela gritou.
Tom, porém, apenas riu, um riso debochado, cheio de arrogância.
— Pare de se fazer de difícil — zombou, balançando a cabeça. — Se você caiu nas garras do Henri, é porque fica com qualquer um.
As palavras ecoaram como um trovão na mente de Henri. Em um segundo, o sangue lhe ferveu, e a fúria que o havia consumido mais cedo voltou com uma força avassaladora. Não pensou, não hesitou, apenas agiu.
Avançou com passos apressados, e quando Tom notou sua presença, já era tarde demais. O soco veio frio, preciso e o som do impacto foi alto.
Tom cambaleou e caiu no chão, atordoado, com o sangue escorrendo pelo canto da boca.
— O que você pensa que está fazendo com ela, hein?! — rugiu Henri, tomado por ódio e desprezo. — Eu te avisei, Tom! Eu te disse para não tocar num fio de cabelo dela! Como teve coragem?
Ao ouvir a voz dele, Catarina sentiu o coração quase parar. A raiva que vira antes agora dava lugar a algo completamente diferente.
— Henri… — murmurou, ainda atônita, sem saber se o que sentia era gratidão ou medo pelo que ele poderia estar pensando.
Henri respirava com dificuldade, o peito subia e descia de raiva. Ainda ofegante pelo golpe, ele desviou o olhar de Tom, que permanecia no chão, atordoado e sem reação, e voltou-se para Catarina.
Quando a viu tremendo, vulnerável, o instinto tomou o controle. Sem dizer uma palavra, começou a desfazer os botões do terno e o tirou dos ombros. Em poucos segundos, envolveu o corpo dela com o tecido quente, cobrindo-a com cuidado, como se aquele gesto fosse uma forma de protegê-la do mundo inteiro.
— Está tudo bem — murmurou, com a voz rouca, tentando soar calma. — Eu estou aqui agora.
Catarina olhou para ele, ainda ofegante, e sentiu o coração pulsar com força dentro do peito. O toque das mãos dele ao ajeitar o casaco em seus ombros lhe transmitia uma segurança que há muito não sentia.
O olhar dele, antes tomado pela fúria, agora era de pura preocupação. Ela não precisou ouvir mais nada para entender o que havia por trás daquela atitude, não era apenas raiva ou impulso, era cuidado, era sentimento.
— Você está bem? — Ele perguntou, preocupado.
Ela tentou responder, mas o choque ainda a dominava. Apenas assentiu, incapaz de articular palavras. Ele notou o tremor leve nas mãos dela, o olhar perdido, e soube que precisava tirá-la dali imediatamente.
— Vem comigo, vamos sair daqui — disse com suavidade, mas em tom de quem não deixava espaço para discussão.
Mais uma vez, ela assentiu. Henri segurou a mão dela com cuidado, guiando-a para longe daquele cenário. Antes de darem o primeiro passo, porém, ele se virou para Tom, que ainda estava caído no chão, atordoado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...