Ao perceber que estava prestes a perder o controle de si mesmo, Henri respirou fundo e, num gesto rápido, puxou a louça das mãos de Catarina, virando-se em direção à pia. O som do prato tocando a superfície quebrou o silêncio que havia se instalado entre eles.
Catarina recuou um passo, surpresa com a mudança repentina. O coração ainda batia acelerado, e ela sentia o calor no rosto, como se o simples toque dele tivesse acendido algo que não deveria.
Ficou ali parada, observando-o de costas, lavando a louça, com movimentos quase tensos, como se aquilo fosse uma forma de conter o que realmente queria fazer.
Ela desviou o olhar, tentando se recompor, mas não conseguia afastar da mente o que tinha quase acontecido e a certeza de que, se ele não tivesse se afastado, talvez ela não tivesse encontrado forças para fazê-lo.
— Pode deixar que dou um jeito aqui — disse ele, evitando encará-la. — Pode ir descansar, aposto que está exausta.
Ela ficou alguns segundos parada, olhando para as costas dele. O clima havia mudado, e agora o ar parecia intenso demais.
Sem saber o que dizer, apenas assentiu, com um leve movimento de cabeça.
— Está bem… — murmurou, num tom quase inaudível.
Ele respondeu apenas com um aceno, sem se virar.
Então, ela deu alguns passos lentos, atravessando a pequena sala até desaparecer pelo corredor. Ao entrar no quarto, fechou a porta devagar e encostou-se nela, respirando fundo. Percebia o quanto seu coração ainda batia por ele e que naquele momento queria ficar para sempre naquele lugar.
Na cozinha, Henri terminou de lavar a louça, mas continuou parado diante da pia, as mãos apoiadas na borda, o olhar fixo em um ponto qualquer e o corpo tenso, denunciavam o quanto a sua mente estava completamente confusa.
A água escorria lentamente pelos dedos, mas ele nem percebia. Sentia-se dividido entre o arrependimento e o medo, arrependido por não ter se deixado levar naquele momento em que os dois estiveram tão próximos, e temeroso de que, se o fizesse, ela o afastasse de vez.
Suspirou, passando as mãos molhadas pelos cabelos. A lembrança do toque das mãos dela, da respiração entrecortada, do olhar que por um instante pareceu dizer mais do que palavras, o deixava atordoado.
Mas o medo… o medo era maior. O medo de que Catarina ainda o visse como o homem que a feriu, o mesmo que destruiu tudo o que havia entre eles.
Fechando os olhos, murmurou para si mesmo:
— Se eu tivesse me aproximado, talvez tudo tivesse acabado ali… e eu não suportaria perdê-la de novo.
Ficou assim por alguns minutos, imóvel, tentando se recompor, até que, enfim, desligou a luz da cozinha e seguiu lentamente para o quarto ao lado, com o coração pesado e a mente em um tumulto de sentimentos.
[…]

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...