Entrar Via

Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 404

Assim que a viu se aproximar, Henri engoliu em seco. A luz amarelada do ambiente envolvia o corpo dela num brilho quente, quase dourado, e o vapor que subia preenchia o ar, tornando o momento ainda mais intenso, como se o tempo tivesse parado para assistir aos dois.

Ela era real. Estava ali, diante de si, como antes… como nos dias em que tudo ainda parecia possível.

— Catarina… — murmurou, tentando transformar em palavras o que sentia, mas a voz falhou. Nenhuma frase parecia capaz de traduzir o sentimento dentro dele.

Era como se cada lembrança, cada arrependimento e cada desejo adormecido ganhassem vida de uma só vez, e tudo o que restava era o som da respiração dela misturado à sua. Henri apenas a olhou, em silêncio, como quem reencontra algo que nunca deixou de procurar.

Mesmo sentindo o calor subir às bochechas por se achar ousada com aquela atitude, Catarina não recuou.

Havia algo em seu olhar que a fez simplesmente seguir o impulso do coração.

Com delicadeza, passou o braço em volta do corpo dele, aproximando-se o bastante para sentir o corpo de Henri se juntar ao seu. Então, sem dizer uma palavra, o beijou.

E, com o beijo, vieram os toques, as carícias e o desejo reprimido por muito tempo.

A saudade, antes guardada em silêncio, agora se transformava em um reencontro de almas.

— Eu te amo, Henri — sussurrou Catarina, entre beijos e respirações entrecortadas. — Te amo desde o momento em que te conheci — confessou, com a voz contida e o olhar perdido entre emoção e alívio.

Ele fechou os olhos por um instante, sentindo o peso doce daquelas palavras. Era como se todo o tempo que haviam passado afastados se dissolvesse ali, naquele breve espaço entre um olhar e outro.

Ele tocou o rosto dela com carinho e respondeu num sussurro:

— Eu esperei tanto para ouvir isso de você.

Sem hesitar, ele voltou a beijá-la, dessa vez com mais intensidade, como se quisesse recuperar em um só instante todo o tempo perdido.

Ali, naquele espaço pequeno, envoltos pelo vapor e pelas lembranças, deixaram que a saudade falasse mais alto.

Henri a segurou com força e, ao sentir o calor da pele dela sob suas mãos, teve a certeza de algo que já sabia há muito tempo: Catarina era a única mulher que ele desejava ter ao seu lado para o resto de sua vida.

[…]

Enquanto isso, na fazenda São Caetano, Oliver trabalhava concentrado diante do computador, revisando alguns contratos e planilhas. O som do relógio de parede era o único que preenchia o silêncio do escritório, até que uma notificação surgiu na tela do celular, vibrando sobre a mesa.

Ele franziu a testa, curioso. Pegou o aparelho e leu a manchete que aparecia destacada:

“Coquetel de inauguração do Cabanna Resort foi um sucesso.”

Por alguns segundos, não entendeu aquela notificação. Abriu a notícia e começou a deslizar os olhos pelas linhas do texto, até que as fotos anexadas começaram a aparecer.

Na primeira, Henri sorria ao lado de Tom Cambrainha, seu sócio. Em outras imagens, via-se políticos locais, empresários e convidados ilustres.

— Não pode ser… — murmurou, ainda olhando para a tela do celular, as fotos passando uma após a outra diante de seus olhos.

O semblante dele se fechou, a incredulidade estampada em seu rosto demonstrava um misto de frustração.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda