Quando a tia de Catarina chegou com a filha, o jantar foi servido. Entre risos, conversas e histórias, ninguém ousou tocar no passado, apenas falaram sobre os planos para o futuro, como se o tempo tivesse decidido lhes dar uma nova chance.
Quando a noite chegou ao fim, Henri se despediu de todos com cordialidade. Catarina o acompanhou até a porta, com o coração leve, ainda encantada com o rumo inesperado daquele dia.
— Hoje foi um dia magnífico — disse ela, com um sorriso doce, enquanto ele acariciava seu rosto.
— Eu prometo que farei com que todos os dias que virão sejam assim — respondeu.
— Henri… — ela hesitou, mas ele a encorajou.
— Pode falar.
— Promete que não vai mudar de ideia quanto a nós? — pediu, com os olhos marejados de emoção.
Compreendendo o medo que ainda habitava o coração dela, ele se aproximou mais, fitando-a profundamente.
— Eu te juro, Catarina. Nunca mais vamos nos separar. Tudo o que quero é ficar ao seu lado, para sempre.
Ela sorriu, aliviada.
— Quando nos veremos outra vez? — perguntou.
— Amanhã, no resort.
— No resort? — repetiu, confusa.
— Sim, por que não? Esqueceu que você trabalha lá?
— Depois de tudo o que aconteceu entre mim e o Tom, acha mesmo que eu voltaria àquele lugar? — retrucou, indignada.
— Eu não quero que se preocupe com isso, está me ouvindo? — disse com segurança. — O Tom te deve um pedido de desculpas, e creio que ele fará isso.
— Mesmo que ele me peça desculpas, não voltarei a trabalhar com ele.
Já esperando essa resposta, ele sorriu de canto.
— Claro que não vai — garantiu. — A partir de amanhã, você trabalha para mim.
— Para você? — perguntou, surpresa.
— Sim. Será minha secretária pessoal, como nos velhos tempos.
Ela o olhou com uma mistura de desconfiança e medo.
— Tem certeza de que essa é uma boa ideia?
— Tenho — respondeu sem hesitar. — Já disse que, a partir de agora, não vamos nos separar de forma alguma. Quero você ao meu lado… sempre.
— Eu ainda nem posso acreditar no que está acontecendo — disse ela, com um sorriso nervoso. — Tenho medo de dormir e, quando acordar, descobrir que tudo não passou de um sonho.
— Mas não é um sonho — respondeu ele, passando o polegar em seu rosto. — E para garantir isso, amanhã venho te buscar para o trabalho.
— Não precisa fazer isso — protestou.
— Não vou fazer porque preciso, faço porque quero — respondeu, firme.
— Como você mudou… — murmurou, ainda sem acreditar.
— Isso só foi possível graças a você, pode ter certeza.
Eles se despediram com um beijo demorado, e ele partiu de volta ao resort.
Quando chegou, encontrou Tom no saguão, que arregalou os olhos ao vê-lo.
— Henri! Eu te procurei o dia inteiro.
— Então está certo — disse ele, cansado. — Amanhã a Catarina vai vir até aqui, e você deve um pedido de desculpas a ela.
Ciente de que não tinha escolha, Tom respirou fundo.
— Eu farei isso — respondeu, resignado.
— E quero deixar algo bem claro: de agora em diante, a Catarina vai trabalhar comigo diretamente. Quero que a trate com respeito, porque, além de ser minha funcionária, ela é a minha mulher.
A última frase pegou Tom completamente de surpresa. Por um instante, ficou imóvel, como se tentasse processar o que acabara de ouvir. Seu semblante mudou, passando da confusão para o entendimento e, pela primeira vez, ele percebeu que Catarina não era apenas uma paixão passageira do amigo, muito menos uma aventura.
— Sua… mulher? — repetiu, ainda incrédulo.
— É isso mesmo — confirmou, sem hesitar.
Engolindo em seco, Tom sentiu o peso daquelas palavras. Pela expressão no rosto de Henri, percebeu que ele falava sério, que havia algo diferente nele, uma determinação que antes não existia.
— Entendo… — disse enfim, ajeitando o colarinho da camisa, tentando disfarçar o desconforto. — Eu não sabia que as coisas entre vocês eram tão sérias.
— Pois agora sabe — encerrou. — E espero que aja conforme isso.
— Fique tranquilo, Henri. Eu… eu não vou brincar com isso. Pode ter certeza.
Henri o encarou por mais alguns segundos antes de se virar para sair.
— Espero que cumpra o que disse. Amanhã, quero ver sinceridade na sua cara quando olhar para ela.
Quando ficou sozinho, Tom se jogou na poltrona do saguão e passou as mãos pelo rosto. Pela primeira vez em muito tempo, sentiu um incômodo diferente, algo entre arrependimento e desconforto. Ele sabia que havia passado dos limites, e agora, mais do que nunca, entendia que Henri estava disposto a proteger Catarina a qualquer custo.
Enquanto isso, Henri caminhava pelo corredor do resort, sentindo um misto de alívio e ansiedade.
Havia se reconciliado com o amor de sua vida e agora não deixaria que nada nem ninguém os separasse.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...