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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 408

Quando a tia de Catarina chegou com a filha, o jantar foi servido. Entre risos, conversas e histórias, ninguém ousou tocar no passado, apenas falaram sobre os planos para o futuro, como se o tempo tivesse decidido lhes dar uma nova chance.

Quando a noite chegou ao fim, Henri se despediu de todos com cordialidade. Catarina o acompanhou até a porta, com o coração leve, ainda encantada com o rumo inesperado daquele dia.

— Hoje foi um dia magnífico — disse ela, com um sorriso doce, enquanto ele acariciava seu rosto.

— Eu prometo que farei com que todos os dias que virão sejam assim — respondeu.

— Henri… — ela hesitou, mas ele a encorajou.

— Pode falar.

— Promete que não vai mudar de ideia quanto a nós? — pediu, com os olhos marejados de emoção.

Compreendendo o medo que ainda habitava o coração dela, ele se aproximou mais, fitando-a profundamente.

— Eu te juro, Catarina. Nunca mais vamos nos separar. Tudo o que quero é ficar ao seu lado, para sempre.

Ela sorriu, aliviada.

— Quando nos veremos outra vez? — perguntou.

— Amanhã, no resort.

— No resort? — repetiu, confusa.

— Sim, por que não? Esqueceu que você trabalha lá?

— Depois de tudo o que aconteceu entre mim e o Tom, acha mesmo que eu voltaria àquele lugar? — retrucou, indignada.

— Eu não quero que se preocupe com isso, está me ouvindo? — disse com segurança. — O Tom te deve um pedido de desculpas, e creio que ele fará isso.

— Mesmo que ele me peça desculpas, não voltarei a trabalhar com ele.

Já esperando essa resposta, ele sorriu de canto.

— Claro que não vai — garantiu. — A partir de amanhã, você trabalha para mim.

— Para você? — perguntou, surpresa.

— Sim. Será minha secretária pessoal, como nos velhos tempos.

Ela o olhou com uma mistura de desconfiança e medo.

— Tem certeza de que essa é uma boa ideia?

— Tenho — respondeu sem hesitar. — Já disse que, a partir de agora, não vamos nos separar de forma alguma. Quero você ao meu lado… sempre.

— Eu ainda nem posso acreditar no que está acontecendo — disse ela, com um sorriso nervoso. — Tenho medo de dormir e, quando acordar, descobrir que tudo não passou de um sonho.

— Mas não é um sonho — respondeu ele, passando o polegar em seu rosto. — E para garantir isso, amanhã venho te buscar para o trabalho.

— Não precisa fazer isso — protestou.

— Não vou fazer porque preciso, faço porque quero — respondeu, firme.

— Como você mudou… — murmurou, ainda sem acreditar.

— Isso só foi possível graças a você, pode ter certeza.

Eles se despediram com um beijo demorado, e ele partiu de volta ao resort.

Quando chegou, encontrou Tom no saguão, que arregalou os olhos ao vê-lo.

— Henri! Eu te procurei o dia inteiro.

— Então está certo — disse ele, cansado. — Amanhã a Catarina vai vir até aqui, e você deve um pedido de desculpas a ela.

Ciente de que não tinha escolha, Tom respirou fundo.

— Eu farei isso — respondeu, resignado.

— E quero deixar algo bem claro: de agora em diante, a Catarina vai trabalhar comigo diretamente. Quero que a trate com respeito, porque, além de ser minha funcionária, ela é a minha mulher.

A última frase pegou Tom completamente de surpresa. Por um instante, ficou imóvel, como se tentasse processar o que acabara de ouvir. Seu semblante mudou, passando da confusão para o entendimento e, pela primeira vez, ele percebeu que Catarina não era apenas uma paixão passageira do amigo, muito menos uma aventura.

— Sua… mulher? — repetiu, ainda incrédulo.

— É isso mesmo — confirmou, sem hesitar.

Engolindo em seco, Tom sentiu o peso daquelas palavras. Pela expressão no rosto de Henri, percebeu que ele falava sério, que havia algo diferente nele, uma determinação que antes não existia.

— Entendo… — disse enfim, ajeitando o colarinho da camisa, tentando disfarçar o desconforto. — Eu não sabia que as coisas entre vocês eram tão sérias.

— Pois agora sabe — encerrou. — E espero que aja conforme isso.

— Fique tranquilo, Henri. Eu… eu não vou brincar com isso. Pode ter certeza.

Henri o encarou por mais alguns segundos antes de se virar para sair.

— Espero que cumpra o que disse. Amanhã, quero ver sinceridade na sua cara quando olhar para ela.

Quando ficou sozinho, Tom se jogou na poltrona do saguão e passou as mãos pelo rosto. Pela primeira vez em muito tempo, sentiu um incômodo diferente, algo entre arrependimento e desconforto. Ele sabia que havia passado dos limites, e agora, mais do que nunca, entendia que Henri estava disposto a proteger Catarina a qualquer custo.

Enquanto isso, Henri caminhava pelo corredor do resort, sentindo um misto de alívio e ansiedade.

Havia se reconciliado com o amor de sua vida e agora não deixaria que nada nem ninguém os separasse.

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