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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 409

Na manhã seguinte, como havia prometido, Henri foi até a casa de Catarina para buscá-la. Assim que o viu parado à porta, o rosto dela se iluminou, havia algo de reconfortante em perceber que ele cumpriu realmente o que disse. No caminho para o resort, o silêncio entre eles não era incômodo; era leve, tranquilo. Henri dirigia com uma das mãos, enquanto a outra permanecia entrelaçada à dela, e de vez em quando, ele lhe fazia um leve carinho com o polegar, como quem quisesse reafirmar, sem palavras, o quanto era bom tê-la de volta.

Quando chegaram ao Cabanna Resort, foram direto para a sala dele. Mas, antes mesmo de entrarem, encontraram Tom à porta, como se já os aguardasse. Ao vê-los de mãos dadas, o sócio engoliu em seco, já que a vergonha pesava sobre seus ombros, mas ele sabia que precisava enfrentar as consequências de seus atos.

— Catarina, posso conversar com você por um minuto? — perguntou, mantendo o tom respeitoso, embora sua voz denunciasse o nervosismo.

O olhar dela, firme e frio, não demonstrava nenhum sinal de conforto, mas, ainda assim, ela assentiu. Por dentro, sentia um pequeno alívio ao ver o hematoma arroxeado em torno do olho dele, lembrança clara do soco que Henri lhe dera na noite do coquetel.

Os três entraram na sala. Henri fez questão de puxar a cadeira para que Catarina se sentasse, enquanto ele mesmo permaneceu de pé, apoiado na mesa, observando com atenção. Tom, também em pé, respirou fundo, passou a mão pelos cabelos e iniciou, com visível constrangimento, o que seria o pedido de desculpas mais difícil de sua vida.

— Catarina… — começou, com a voz mais baixa que o habitual — eu quero pedir desculpas por tudo o que aconteceu naquela noite.

Ela manteve o olhar fixo nele, séria, sem dar qualquer sinal de reação. Tom desviou o olhar por um instante, sentindo o peso da culpa e da vergonha.

— Eu me comportei como um idiota — continuou, engolindo em seco. — Bebi mais do que devia, deixei a arrogância subir à cabeça e acabei ultrapassando todos os limites. Eu sei que te desrespeitei, e não há desculpa para isso.

De braços cruzados ao lado da mesa, Henri observava tudo em silêncio. Ele não interveio, mas o olhar firme deixava claro que estava atento a cada palavra.

— Você não merecia passar por aquilo — disse Tom, com a voz trêmula. — E se pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente. Espero, sinceramente, que possa me perdoar, nem que seja só para eu tentar limpar um pouco a minha consciência.

Catarina respirou fundo, com as mãos firmes sobre o colo. Havia em seu rosto uma serenidade que só o tempo e a dor poderiam trazer.

— O que aconteceu naquela noite me marcou, Tom — disse ela, firme. — Mas não pelo que você pensa. Me marcou porque me fez entender o tipo de pessoa que eu nunca mais quero encontrar na minha vida.

Sem coragem de encará-la, Tom abaixou a cabeça.

— Eu aceito o seu pedido de desculpas — continuou ela, pausadamente. — Não porque você merece, mas porque eu não quero carregar esse peso comigo. Quero seguir em frente, e perdoar é o primeiro passo para isso.

Aquelas palavras, ainda que ditas com calma, doeram mais em Tom do que qualquer grito. Ele assentiu, envergonhado.

— Obrigado — murmurou, quase inaudível. — Eu prometo que isso nunca mais vai acontecer, com você ou com qualquer outra pessoa.

Henri finalmente se aproximou, colocando uma das mãos no ombro de Catarina e olhando fixamente para Tom.

— Espero que cumpra o que disse — falou em tom estável, sem precisar levantar a voz. — Porque, se algo assim voltar a acontecer, você não mancha apenas a sua reputação, mas também a da empresa.

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