Com o passar do tempo, o ambiente no resort se transformou completamente. O peso dos primeiros dias, cheio de desconfianças e ressentimentos, foi dando lugar a algo mais leve, quase familiar. Catarina e Tom, antes marcados por um constrangimento silencioso, conseguiram estabelecer uma convivência respeitosa. Com o tempo, até as conversas entre eles fluíam com naturalidade, trocas breves sobre o trabalho, algumas risadas ocasionais, e nada mais.
A chegada constante de novos hóspedes trouxe uma energia vibrante ao Cabanna Resort. Pessoas de diferentes partes do mundo enchiam os corredores de sotaques e histórias, e Catarina se mostrava cada vez mais envolvida nas tarefas do dia a dia. Henri, sempre por perto, observava com orgulho o quanto ela crescia em seu papel.
Os meses passaram num piscar de olhos, e o relacionamento deles se tornava cada vez mais sólido. Havia cumplicidade, carinho e o tipo de amor maduro que nasce depois de muita dor e aprendizado. Ainda assim, algo o inquietava. Henri sabia que havia um assunto pendente, um passo importante que ele vinha adiando.
Numa noite calma, enquanto dirigia com Catarina ao seu lado, ele quebrou o silêncio:
— O Natal está chegando — disse, lançando-lhe um olhar rápido e significativo.
Ela sorriu, observando a movimentação das luzes da cidade pela janela.
— Sim… e o resort está ficando uma loucura. Mal consigo dar conta de tudo — respondeu, rindo.
Ele assentiu, mas o sorriso dele era diferente. Tinha um toque de seriedade.
— Catarina, acho que está na hora de eu conversar com os seus pais — disse, enfim.
Ela se virou para ele, surpresa, e o olhar revelou um pouco de nervosismo.
— Podemos ligar para eles quando você quiser — sugeriu ela, tentando buscar uma solução mais simples.
— Não quero fazer isso por ligação — respondeu ele, balançando a cabeça. — Uma conversa assim precisa ser pessoalmente, olhando nos olhos.
— Mas, amor… não teremos tempo agora — tentou ponderar.
Henri soltou um leve suspiro e apertou de leve a mão dela.
— Teremos, sim. Vamos viajar no Natal.
— Mas… e o trabalho? — insistiu ela, preocupada.
— O trabalho nunca vai acabar, Catarina. Ele sempre vai estar lá quando voltarmos — afirmou.
— Eu sei, mas… — começou a dizer, e ele a interrompeu com um sorriso tranquilo.
— O resort está em boas mãos. Temos ótimos funcionários e um gerente competente que pode resolver qualquer imprevisto. Se o Tom e eu viajarmos, nada vai desmoronar.
— Tem certeza disso? — perguntou, ainda receosa.
— Absoluta. Além disso, minha família me espera — disse, com um tom leve. — Se eu não for para São Caetano neste fim de ano, é bem capaz de minha mãe vir até aqui e me puxar pela orelha.
Ela riu, balançando a cabeça.
— Ela não faria isso.
— Você não a conhece — brincou, embora houvesse um toque de verdade na voz.
Mesmo entre risos, Catarina ficou pensativa. Sabia que ele falava sério. A verdade é que ela quase não conhecia a mãe dele, nem a família. O único contato que tivera com eles foi no dia do casamento… e, mesmo assim, tudo havia acontecido tão rápido, tão confuso, que mal teve tempo de conhecê-los de verdade.
— Tem razão, eu realmente não conheço nada sobre a sua mãe — disse ela, com um tom mais melancólico.
Henri percebeu a mudança sutil na voz dela e tentou aliviar o clima.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...