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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 415

Ainda em frente à casa da mãe, Catarina se sentou na calçada ao lado de Henri. As mãos dela repousavam sobre os joelhos, inquietas. A apreensão era evidente, o medo da reação do pai ao vê-la novamente com Henri apertava seu peito.

Enquanto ficava assim, Henri percebeu.

— Fique calma — ele disse, tocando de leve a mão dela. — Tudo vai dar certo. Eu vou conversar com o seu pai… até ele entender o quanto amo você.

O tom era tão firme, tão decidido, que por alguns instantes a ansiedade dela deu lugar a uma sensação de calma. Catarina respirou fundo, observando o rosto dele. Havia verdade ali, e isso a confortou.

Mas a tranquilidade não durou muito.

Assim que levantou o olhar para a rua, viu duas figuras se aproximando pela esquina. Seus pais.

O coração dela disparou.

— Lá vêm eles… — Ela murmurou, ajeitando rapidamente a roupa, como se isso pudesse ajudá-la a se sentir mais segura.

Henri endireitou a postura e segurou a mão dela com mais força.

— Não se preocupe com nada — garantiu. — Eu vou deixar tudo claro.

Quando Damião se aproximou, lançou um olhar rápido, de soslaio, para Henri, mas não disse uma única palavra. Seu foco estava completamente voltado para a filha.

Sem conseguir se controlar, ele abriu os braços e a puxou para um abraço forte, daqueles que esmagavam o peito e tiravam o fôlego.

— Minha filha… que saudade eu estava de você — sussurrou, emocionado.

— Eu também, pai — Catarina respondeu, apertando-o de volta.

Por alguns segundos, ele simplesmente a segurou ali, como se tivesse medo de soltá-la. Quando finalmente se afastou, suas mãos permaneceram nos ombros dela, analisando cada detalhe do seu rosto.

— Como você está? — perguntou, sério.

— Estou bem.

— E a sua saúde? — insistiu, preocupado.

— Anda bem, graças a Deus.

— Não sentiu mais nada? Nada mesmo?

— Não, pai.

A bateria de perguntas continuou, uma atrás da outra, a ponto de Andrea soltar um suspiro e Catarina sorrir de canto, compreendendo perfeitamente o motivo daquela enxurrada.

Ele estava nervoso.

Muito nervoso.

E estava fazendo de tudo para ignorar o fato de que Henri estava ali, ao lado dela.

— Pai… não sei se percebeu, mas eu não estou sozinha — disse Catarina por fim, reunindo coragem.

Damião engoliu em seco. Era como se, naquele instante, ele percebesse que não poderia ignorar para sempre o rapaz a poucos passos de distância. Pressionou os lábios, respirou fundo e, com evidente esforço, voltou o olhar para Henri.

— Como vai, rapaz? — perguntou, num tom contido.

— Estou bem, senhor. E o senhor? — Henri respondeu com educação.

— Estou feliz que a minha filha voltou para casa — ele disse rapidamente, como se quisesse se apegar àquele sentimento para não se desestabilizar.

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