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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 417

Quando chegou em casa, o céu já estava completamente escuro. Da estrada, Henri pôde ver as luzes da varanda acesas e reconheceu as silhuetas dos pais sentados, conversando animadamente com Noah e Elisa que também estavam por ali, rindo de algo que alguém acabara de dizer.

Assim que estacionou o carro e desceu, todos voltaram o olhar para ele, atentos.

— E aí? — Oliver perguntou primeiro, claramente curioso. — Como foi lá com o Damião?

Henri se aproximou, sentou-se ao lado do pai e soltou um suspiro breve.

— Tudo ocorreu bem, pai — respondeu, sincero.

Oliver relaxou visivelmente, inclinando-se para trás na cadeira, como quem tirava um peso enorme das costas.

— Ah, que bom… — murmurou, aliviado. — Eu estava preocupado, filho.

Noah deu um leve sorriso, orgulhoso, enquanto Elisa tocava no braço dele, satisfeita com a notícia.

Henri olhou para a família reunida e sentiu algo quente no peito. Pela primeira vez em muito tempo, tudo parecia estar entrando nos eixos.

— E por que a Catarina não veio jantar conosco? — Aurora perguntou, curiosa.

Ele sorriu de leve.

— Bem que eu queria que ela viesse… — admitiu. — Mas acho que, depois de tanto tempo longe, ela quer passar um pouco mais de tempo com os pais também.

Compreensiva, Aurora assentiu, enquanto Oliver comentou algo sobre ser importante respeitar o espaço da família dela. Elisa, que já adorava Catarina, sorriu de canto.

— Amanhã você pode levá-la lá em casa, vou amar receber vocês para um almoço — sugeriu Elisa, animada. — A gente passa o dia todo juntos.

— A sugestão do almoço é ótima, e eu vou falar com ela — Henri disse, sorrindo. — Mas não garanto que vamos passar o dia todo com vocês.

— Ah, é? — Noah provocou, arqueando a sobrancelha. — Tem planos melhores?

Ele riu, balançando a cabeça.

— Não é isso… — respondeu, ficando um pouco mais sério. — Só quero passar mais tempo com ela aqui. Quero criar memórias boas com a Catarina nesse lugar… memórias fortes o suficiente para apagar as que ficaram do passado.

Noah assentiu devagar, entendendo exatamente o que o irmão queria dizer.

Aurora sorriu com carinho, enquanto Oliver cruzava os braços, orgulhoso de ver o filho tão maduro.

— Eu entendo — Noah respondeu, compreensivo. — Mas é bom você arrumar um tempinho para nós quando o Gael e a Eloá chegarem.

Concordando com um leve aceno ele respondeu:

— Não se preocupem com isso. A gente vai dar um jeito de estar todos juntos também.

— Não vejo a hora de receber os meus cunhados na minha casa — disse Elisa, empolgada.

Henri sorriu e aproveitou o ensejo para provocar:

— Falando nisso… como está sendo a vida de casados? — perguntou com curiosidade genuína.

— Maravilhosa! — o casal respondeu em uníssono.

Eles se entreolharam imediatamente e começaram a rir da própria sincronia.

Henri riu junto.

— Nossa, vejo que as coisas estão realmente bem mesmo — brincou.

Passando o braço ao redor de Elisa, Noah a puxou para mais perto, olhando-a com uma expressão apaixonada que deixava evidente o quanto a amava.

— Realmente… estudar e cuidar de uma criança não é nada fácil — Aurora concordou, balançando a cabeça. — Se vocês podem planejar com calma, não vejo nada de errado nisso.

Ela olhou para Oliver de canto, com um sorriso leve.

— Eu e o Oliver também não aproveitamos muito o começo do nosso relacionamento por causa das crianças… então vocês dois façam tudo diferente. Aproveitem cada fase enquanto podem.

Oliver riu, passando o braço pelos ombros da esposa.

— É verdade. Quando percebemos, já estávamos com três correndo pela casa e nenhum minuto de silêncio.

O jovem casal trocou um olhar divertido, claramente imaginando como seria a própria vida daqui a alguns anos e igualmente convencidos de que, por enquanto, estavam exatamente onde queriam estar.

— E você, Henri? — Noah perguntou, com um sorriso provocador. — Pretende ter filhos logo com a Catarina?

Henri riu baixinho, um pouco pego de surpresa.

— Para falar a verdade… eu não parei para pensar nisso ainda — confessou, passando a mão pela nuca. — No momento, tudo o que eu quero é transformar a Catarina em minha esposa.

O silêncio que se seguiu foi imediato. Foi aquele tipo de silêncio cheio de significado.

Aurora abriu um sorriso emocionado.

Oliver ergueu as sobrancelhas, surpreso e orgulhoso.

Noah deu um assovio baixo, divertido.

E Elisa levou a mão à boca, encantada com a revelação.

Henri, por sua vez, parecia totalmente certo do que estava dizendo. E, naquele instante, a casa inteira percebeu que ele falava sério.

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