Aquilo, sem dúvida, era a confirmação de que Catarina era a mulher da sua vida.
Saber que ela sentia o mesmo, que ansiava pela presença dele com a mesma urgência que ele ansiava pela dela, fez com que Henri tivesse certeza de que não havia mais tempo a perder.
Ele a queria com todas as forças, com cada batida do coração, como nunca quisera ninguém antes.
E aquele sentimento novo, intenso e arrebatador, que jamais havia sentido por nenhuma outra mulher, o fazia perceber que o amor verdadeiro não pedia permissão, nem prazo… ele decidia e simplesmente acontecia.
— Vem aqui — ele disse, com a voz baixa.
Antes que ela pudesse responder, Henri a puxou rapidamente, eliminando qualquer distância entre os dois. O corpo dela se encontrou com o dele de forma natural, como se aquele fosse exatamente o lugar onde deveria estar.
Ele a beijou, não de maneira calma ou pensada, mas com pressa, como alguém que esperou tempo demais. Foi um beijo desesperado, apaixonado, urgente.
O gosto doce dos lábios dela o deixou completamente arrebatado por alguns segundos, como se o tempo tivesse parado ao redor. Quando conseguiu respirar novamente, segurou a mão dela e a puxou para o interior da casa.
Assim que entraram, ele trancou a porta com cuidado, não por medo, mas porque naquele instante, apenas os dois existiam ali.
Com a porta trancada, os dois ficaram ali, apenas se olhando, com a respiração ainda descompassada. Catarina encostou as costas na parede, e ele se aproximou devagar, segurando o rosto dela com as duas mãos, como se a venerasse.
— Eu esperei tanto por isso… — ele disse, com a voz rouca.
O olhar dela tremia, mas era de entrega, não de medo. Henri a beijou de novo, desta vez ainda mais profundo, sentindo cada segundo como se fosse o único. As mãos dele deslizaram pela cintura dela, puxando-a de forma firme, enquanto Catarina segurou a camisa dele como se fosse sua única âncora.
Eles não precisaram dizer mais nada. O corpo falava.
Henri encostou a testa na dela por um instante, respirando perto demais, os dois quase sem ar.
— Eu quero você comigo. Agora e sempre — ele sussurrou.
Sentindo o corpo inteiro reagir ao toque, ela fechou os olhos.
— Eu também quero você — respondeu, com sinceridade.
Ele a puxou novamente, e o beijo voltou ainda mais intenso, enquanto os dois caminhavam devagar, sem se soltar, deixando que o sentimento guiasse os passos, como se nada no mundo pudesse interromper aquilo.
Catarina o acompanhou em silêncio, sentindo o coração acelerar. Sem medo, culpa ou dúvidas.
Quando chegaram à porta do quarto, Henri a abriu lentamente. Lá estava a cama que ele havia comprado, novinha, arrumada, ainda sem nunca ter sido usada por eles. Uma cama que havia sido preparada para um futuro que parecia ter desaparecido… e que agora retornava para as mãos deles de forma ainda mais significativa.
Observando o quarto em silêncio, Catarina respirou fundo, sentindo o peso simbólico daquele espaço. Ele percebeu e se aproximou por trás dela, envolvendo-a em um abraço lento, cuidadoso, como se quisesse primeiro oferecer segurança, antes de qualquer outra coisa.
— Por mais que nada aqui no início tenha sido planejado — ele disse baixinho, falando perto da nuca dela. — Eu nunca deixei de acreditar que um dia você entraria aqui comigo.
Sem querer prolongar o momento, Henri segurou a mão dela com calma, guiando seus movimentos, sem pressa alguma. O carinho dele falava mais do que qualquer gesto impulsivo, deixando claro que cada segundo era importante. Os dois estavam tão conectados que não precisavam correr, o corpo e o coração falavam no mesmo ritmo.
Já sem camisa, ele a envolveu com os braços, apertando com carinho sua cintura fina e delicada. Para ele, Catarina era como uma boneca de porcelana, alguém que precisava ser tocada com cuidado e delicadeza.
Quando a despiu por completo, olhou-a nos olhos.
— Catarina… eu te amo. Eu te amo de verdade. Seja minha — pediu com a voz rouca.
Ofegante, com os olhos brilhando, ela sussurrou:
— Eu sou sua, Henri… sempre fui.
Ele sabia que ela era, mas aquilo não era o suficiente: queria mais.
— Não quero mais dormir sozinho. Quero você comigo todas as noites. Não quero mais esperar até o dia seguinte para te ver. Quero acordar com você nos meus braços.
Ao perceber o rumo que a conversa estava tomando, Catarina passou a respirar de forma mais ofegante. Com coragem e esperança de que seus pensamentos estivessem certos, ela respondeu com a voz baixa:
— Uma palavra sua é o suficiente para que eu nunca mais saia daqui. Me diz o que você quer, Henri…
— Se você realmente quer saber o que eu desejo… eu desejo você como minha esposa. Não amanhã e nem quando der. Eu quero você na vida, com nome, com compromisso, com verdade. Casa comigo, Catarina.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...