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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 420

Catarina sentiu o ar prender nos pulmões. Seus olhos se arregalaram imediatamente, como se o mundo tivesse parado bem ali, entre aquelas quatro paredes, e só a voz dele continuasse ecoando dentro da cabeça dela.

Sem que percebesse, se afastou um pouco dele, não por medo, mas porque o corpo simplesmente reagiu antes que a mente pudesse acompanhar. O coração bateu tão rápido que ela precisou tocar o próprio peito com a mão, tentando confirmar que aquilo não era fruto da imaginação.

— O... quê? — ela sussurrou, com a voz quase tremendo, ainda sem conseguir mover o olhar do dele.

Henri não desviou os olhos, não voltou atrás, não vacilou. Ele apenas a observava, com a calma de quem estava dizendo a maior verdade da própria vida.

— Catarina… — ele repetiu, com suavidade — é isso que eu quero. Quero me casar com você.

Ela piscou algumas vezes, como quem tentava reorganizar os pensamentos.

— Você… está falando sério?

— Mais sério do que qualquer coisa que já disse.

Ela levou a mão à boca, tentando conter a emoção que ameaçava escapar pelos olhos. Era muito para absorver de uma só vez:

Seu corpo tremia levemente, não pelo frio, mas pelo peso da sensação de ser finalmente desejada não apenas no presente, mas no futuro.

— Eu… eu não sei nem o que dizer — ela murmurou, sem conseguir esconder o impacto.

— Se você dissesse que sim, já me faria o homem mais feliz do mundo — ele declarou.

Nervosa, sentindo o corpo inteiro estremecer, ela soltou uma risadinha curta, quase incrédula, como se precisasse confirmar que aquilo estava realmente acontecendo. Por alguns segundos, perdeu o fôlego, mas logo encontrou coragem para responder.

— É claro que quero me casar com você… — disse, com os olhos marejando. — Na verdade, isso é o que eu mais quero na vida desde o momento em que te conheci.

A resposta saiu verdadeira, sem hesitação, como se estivesse guardada dentro dela há muito tempo, esperando apenas o momento apropriado para ser dita.

Com a resposta positiva, Henri não conteve a emoção. Ele a puxou firme e a beijou com intensidade, como quem não conseguia mais guardar nenhum sentimento dentro do peito. Era impossível disfarçar: ele havia acabado de se tornar o homem mais feliz do mundo.

Enquanto a beijava, suas mãos percorriam o corpo dela com cuidado e carinho, em cada parte, sem exceções. Não havia pudor naquele toque, apenas a certeza de que ela era o lugar onde ele queria permanecer.

Completamente entregue ao momento, Catarina fechou os olhos e deixou o corpo responder àquele sentimento profundo. Um suspiro escapou de seus lábios, suave e involuntário, mostrando que o coração dela estava no mesmo ritmo que o dele.

Foram tantas emoções vividas ali que os dois nem perceberam o amanhecer chegar. Quando o dia começou a despertar, o canto dos pássaros e o som distante dos carros passando pela rua fizeram Catarina abrir os olhos devagar.

Ainda com a respiração calma, ela virou o rosto para o lado e viu Henri dormindo tranquilamente ao seu lado, com o braço envolvido ao redor do corpo dela, como se mesmo adormecido quisesse ter certeza de que não a perderia mais.

Por um instante, ela ficou apenas observando e aquela imagem bastou para que o coração dela se enchesse de uma sensação que há muito tempo procurava: paz.

Com cuidado para não acordá-lo, ela ergueu o braço dele de cima do seu corpo e se levantou devagar. Caminhou até o banheiro, fez sua higiene matinal e, já desperta, saiu do quarto.

Ao pisar na sala, parou por um instante e olhou tudo em silêncio. A luz da manhã iluminava o ambiente de forma diferente. Pela primeira vez, ela não viu apenas móveis cobertos, paredes e objetos… viu futuro.

Se imaginou vivendo ali com Henri todos os dias, acordando ao lado dele, tomando café naquela cozinha, arrumando as coisas, rindo, fazendo planos, discutindo e se acertando, como um casal de verdade, com vida e rotina.

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