Sem se aguentar com o rumo que aquela conversa estava tomando, Aurora começou a enxugar as lágrimas que insistiam em cair.
— Minha nossa… por que fui tocar num assunto desses logo agora? — disse, tentando recuperar o bom humor enquanto secava o rosto.
Oliver sorriu de leve e passou o braço por trás dela, aproximando-a.
— É normal, querida. Estamos chegando ao fim do ano, e nessa época todo mundo fica mais emotivo mesmo — respondeu, com a voz calma, tentando tranquilizá-la.
Enquanto isso, no colo do pai, a pequena Helena observava a cena com atenção, mas sem entender nada. Olhava para o rosto da mãe com uma expressão divertida, rindo das caretas que ela fazia ao tentar conter as lágrimas, completamente alheia àquela conversa cheia de significado.
A reação da criança arrancou um riso de Aurora, que não resistiu e fez uma careta de volta para ela, recebendo outra risadinha contagiada.
— Pelo menos alguém aqui sabe como melhorar o meu astral — Aurora disse, olhando para a filha.
Oliver riu, concordando.
— Pensa pelo lado bom… vai demorar muito para a nossa Lelê crescer e se casar — disse, tentando animá-la.
— É verdade — Aurora concordou, apertando de leve a bochecha da filha, que gargalhava sem entender nada. — Ela ainda vai ficar com a gente por muito, muito tempo, apesar de… — Aurora começou a dizer, mas parou no mesmo instante, chamando a atenção do marido, que franziu a testa.
— Apesar de quê?
— Não é nada… — respondeu, desviando o olhar.
— Ah, não me venha com essa, amor. Me fala o que você ia comentar agora — insistiu, curioso.
Aurora suspirou, revirando os olhos com um sorriso tímido.
— Tudo bem… — cedeu. — Apesar de que, quando os gêmeos do Saulo estão aqui, eu reparei que o Erick sempre sorri e abraça a Helena.
Oliver ergueu uma sobrancelha, incrédulo.
— Que conversa é essa?
— Ué, é verdade — ela defendeu, divertida. — Repara uma hora para você ver. Sempre que a Denise e o Saulo aparecem por aqui, o Erick é o que mais dá atenção para ela.
— Ah, não vem com isso, Aurora… — ele disse, rindo. — Eles são só crianças.
— Claro que são — ela concordou imediatamente. — Mas eu só estou dizendo que, às vezes, laços de infância acabam crescendo junto com as pessoas. Foi assim com o Noah e a Elisa… Eles eram próximos, respeitosos, amigos desde pequenos. E quando ficaram mais velhos, aquele carinho inocente se transformou em algo muito bonito e verdadeiro.
Oliver escutou, sem retrucar de imediato, e apenas sorriu, balançando a cabeça.
— Você e suas teorias… — brincou.
Aurora apenas riu, abraçando Helena, que continuava sem entender nada, feliz nos braços do pai.
— Aposto que esse é o sonho do Saulo — Oliver comentou após um momento pensativo. — Ele iria adorar me ver enlouquecer de dor de cabeça, do mesmo jeito que os nossos filhos fizeram com ele por causa das meninas.
— Sim, ele adoraria — Aurora respondeu, rindo. — Mas ainda bem que estamos só brincando com isso, e que não teremos que nos preocupar com essas coisas por um bom tempo.
— Exatamente, amor. Não precisamos nos preocupar com nada disso agora — ele concluiu, dando um leve beijo na testa dela. — A Lelê e os meninos são apenas crianças, e o mais importante agora é que curtam essa fase tão pura e despreocupada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...