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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 422

Sem se aguentar com o rumo que aquela conversa estava tomando, Aurora começou a enxugar as lágrimas que insistiam em cair.

— Minha nossa… por que fui tocar num assunto desses logo agora? — disse, tentando recuperar o bom humor enquanto secava o rosto.

Oliver sorriu de leve e passou o braço por trás dela, aproximando-a.

— É normal, querida. Estamos chegando ao fim do ano, e nessa época todo mundo fica mais emotivo mesmo — respondeu, com a voz calma, tentando tranquilizá-la.

Enquanto isso, no colo do pai, a pequena Helena observava a cena com atenção, mas sem entender nada. Olhava para o rosto da mãe com uma expressão divertida, rindo das caretas que ela fazia ao tentar conter as lágrimas, completamente alheia àquela conversa cheia de significado.

A reação da criança arrancou um riso de Aurora, que não resistiu e fez uma careta de volta para ela, recebendo outra risadinha contagiada.

— Pelo menos alguém aqui sabe como melhorar o meu astral — Aurora disse, olhando para a filha.

Oliver riu, concordando.

— Pensa pelo lado bom… vai demorar muito para a nossa Lelê crescer e se casar — disse, tentando animá-la.

— É verdade — Aurora concordou, apertando de leve a bochecha da filha, que gargalhava sem entender nada. — Ela ainda vai ficar com a gente por muito, muito tempo, apesar de… — Aurora começou a dizer, mas parou no mesmo instante, chamando a atenção do marido, que franziu a testa.

— Apesar de quê?

— Não é nada… — respondeu, desviando o olhar.

— Ah, não me venha com essa, amor. Me fala o que você ia comentar agora — insistiu, curioso.

Aurora suspirou, revirando os olhos com um sorriso tímido.

— Tudo bem… — cedeu. — Apesar de que, quando os gêmeos do Saulo estão aqui, eu reparei que o Erick sempre sorri e abraça a Helena.

Oliver ergueu uma sobrancelha, incrédulo.

— Que conversa é essa?

— Ué, é verdade — ela defendeu, divertida. — Repara uma hora para você ver. Sempre que a Denise e o Saulo aparecem por aqui, o Erick é o que mais dá atenção para ela.

— Ah, não vem com isso, Aurora… — ele disse, rindo. — Eles são só crianças.

— Claro que são — ela concordou imediatamente. — Mas eu só estou dizendo que, às vezes, laços de infância acabam crescendo junto com as pessoas. Foi assim com o Noah e a Elisa… Eles eram próximos, respeitosos, amigos desde pequenos. E quando ficaram mais velhos, aquele carinho inocente se transformou em algo muito bonito e verdadeiro.

Oliver escutou, sem retrucar de imediato, e apenas sorriu, balançando a cabeça.

— Você e suas teorias… — brincou.

Aurora apenas riu, abraçando Helena, que continuava sem entender nada, feliz nos braços do pai.

— Aposto que esse é o sonho do Saulo — Oliver comentou após um momento pensativo. — Ele iria adorar me ver enlouquecer de dor de cabeça, do mesmo jeito que os nossos filhos fizeram com ele por causa das meninas.

— Sim, ele adoraria — Aurora respondeu, rindo. — Mas ainda bem que estamos só brincando com isso, e que não teremos que nos preocupar com essas coisas por um bom tempo.

— Exatamente, amor. Não precisamos nos preocupar com nada disso agora — ele concluiu, dando um leve beijo na testa dela. — A Lelê e os meninos são apenas crianças, e o mais importante agora é que curtam essa fase tão pura e despreocupada.

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