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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 423

Vendo a sogra tão emotiva, Elisa também se aproximou e a envolveu em um abraço apertado.

— A gente está aqui, viu? — Ela sussurrou com carinho. — Sempre vamos estar por perto. A senhora nunca vai ficar sozinha, não importa o que aconteça.

Aurora respirou fundo, abraçando os dois ao mesmo tempo, tentando se recompor.

— Eu sei, meus amores… eu sei — murmurou, enxugando as lágrimas com as costas da mão. — Já estou melhor, podem ficar tranquilos.

Ela soltou um suspiro mais leve e abriu um sorriso pequeno, mas sincero.

— Vamos tomar café? — convidou. — Preparei tudo cedo, antes de vocês chegarem.

— Vamos sim — Noah respondeu, ainda segurando a mão da mãe.

Eles caminharam juntos até a cozinha, trazendo com eles um pouco mais de paz, como se aquele abraço coletivo tivesse afastado qualquer sombra de tristeza do ambiente.

À mesa, enquanto tomavam café, Noah estranhou a ausência do irmão.

— Cadê o Henri? — perguntou, buscando com os olhos.

Oliver respondeu calmamente:

— Ele não dormiu aqui. Foi para a casa da vila.

Elisa, que mexia no pão com manteiga, ergueu o olhar com um sorriso de quem já sabia o motivo.

— Dormir com a Catarina — comentou, divertida.

Aurora e Oliver se entreolharam com um sorriso discreto, ambos parecendo concordar com a ideia.

— É bem provável — Oliver admitiu.

— Concordo. Depois que a gente se acostuma a dormir juntinhos, ficar longe da pessoa amada parece até impossível — disse Elisa.

Noah também riu, balançando a cabeça.

— Nisso você tem razão — concordou com a esposa, piscando um olho para ela. — Será que o Henri pretende morar por aqui, ou vai continuar onde está com a Catarina por causa do resort?

— Eu não sei… — Oliver respondeu, pensativo. — Mas espero que ele fique conosco.

Aurora concordou com um leve aceno, mexendo o açúcar na xícara.

— Eu também. Sei que ele ama aquele resort, mas o coração dele sempre foi aqui. E agora, com a Catarina… acho que vai querer construir a vida deles perto da gente.

Elisa sorriu.

— Realmente, ficar por aqui, perto das duas famílias, é mais vantajoso para eles.

— Também acho. O Henri sempre foi mais família do que parecia. Ele só precisava da pessoa certa para criar raízes. — Noah comentou.

Oliver olhou para o filho com orgulho silencioso.

— E parece que encontrou.

[…]

— Sei, sim — ela disse, sorrindo. — Foi por isso que eu confiei… e voltei para você.

Ele sentiu o peito aquecer com aquelas palavras. A puxou mais para perto, envolvendo-a completamente em seus braços.

— O que acha de ficarmos o dia inteiro aqui?

Tocando o peito dele com a ponta dos dedos, Catarina riu baixinho.

— Eu também quero ficar… Mas prometemos almoçar com o seu irmão e a esposa, lembra?

Fingindo frustração, ele fechou os olhos por um instante.

— É verdade… — murmurou. — Eu tinha esquecido.

— Podemos ficar mais um pouquinho — ela sugeriu, beijando o pescoço dele. — Só mais alguns minutos…

Ele a abraçou mais forte, como se guardasse aquele momento.

— Alguns minutos não vão ser suficientes — ele disse, sorrindo. — Mas tudo bem. Cada segundo com você já vale a pena.

Henri inclinou o rosto devagar, como se quisesse prolongar cada segundo, e tocou os lábios dela com um beijo lento, terno. Catarina fechou os olhos imediatamente, envolvendo o pescoço dele com os braços, sentindo o calor familiar que sempre a deixava em paz. Ele a puxou um pouco mais para cima do peito, acomodando-a melhor em seus braços, e o beijo ganhou intensidade aos poucos, ainda suave, ainda cheio de cuidado, como se ele quisesse memorizar cada detalhe daquele momento.

O quarto estava silencioso, exceto pelo ar-condicionado que embalava tudo com sua brisa gelada, tornando o contraste entre o frio do ambiente e o calor dos dois ainda mais acolhedor. A mão de Henri subiu lentamente pelas costas dela, desenhando um caminho delicado que a fez suspirar contra a boca dele. Ele sorriu no meio do beijo, achando adorável a forma como ela reagia a cada toque leve.

Quando se afastou só o suficiente para olhar nos olhos dela, viu o brilho doce que só Catarina tinha, um brilho que parecia dizer que ela também não queria estar em nenhum outro lugar. Ele encostou a testa na dela, respirando junto, como se aquele pequeno gesto fosse o próprio significado de estar completo.

— Eu poderia ficar assim para sempre — murmurou ele, antes de puxá-la de volta para outro beijo, ainda mais calmo, ainda mais cheio de amor.

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