Mesmo sabendo do compromisso que tinham na casa de Noah e Elisa, Henri e Catarina acabaram se atrasando, por causa das coisas que estavam fazendo naquela pequena casa da vila, conversas, beijos, carinhos e aquela vontade natural de não se separarem tão cedo. Quando finalmente saíram de lá, Catarina ainda precisou passar rapidamente na casa dos pais para trocar de roupa e ficar apresentável para o almoço na casa dos cunhados.
Damião observou a filha entrar, ainda com o sorriso leve no rosto, e não pôde deixar de sentir um alívio silencioso. Mesmo não concordando com cada passo daquela vida agitada, ficava feliz por ver Catarina vivendo como uma jovem normal, retomando a rotina e sorrindo de novo. Só de perceber que a vida dela estava seguindo adiante, já era suficiente para deixar todos os seus preconceitos de lado.
— Estou indo — anunciou ela, já pronta, ajeitando um colar simples no pescoço. — Não sei exatamente que horas chego — completou, saindo do quarto com uma bolsa grande nas mãos.
Ao ver aquela bolsa, Andrea se aproximou devagar, sem chamar atenção.
— A verdade é que você está levando coisas para passar a noite fora de novo, não é, filha? — perguntou num sussurro.
Sabendo que não podia mentir para a mãe, Catarina apenas assentiu, com um sorriso tímido.
— Sim… é verdade. Mas prometo que logo venho passar um dia inteirinho aqui com vocês.
Andrea segurou o braço da filha com carinho.
— Tudo bem, meu amor. Não se preocupe com isso. O importante é que você esteja feliz.
— E eu estou, mãe — disse Catarina, com os olhos brilhando.
Andrea abriu um sorriso automático, sentindo o coração aquecer ao ver a felicidade da filha. Mas antes que pudesse responder, Catarina se aproximou mais, segurou delicadamente a mão dela e sussurrou baixinho no seu ouvido:
— O Henri me pediu em casamento.
O efeito foi imediato. Andrea arregalou os olhos e levou a mão à boca, como se precisasse conter o grito que quase escapou junto com a surpresa. A emoção veio tão rápido que ela precisou piscar várias vezes para não deixar as lágrimas caírem de uma vez.
— Minha nossa… — murmurou, sentindo a voz falhando.
Tímida, mas radiante, Catarina sorriu.
— Eu disse sim, mãe.
Andrea fechou os olhos por um instante, como quem absorvia a notícia com o coração inteiro. Depois, puxou a filha para um abraço forte, quase desesperado.
— Minha filha… meu Deus… — sussurrou, emocionada. — Eu sonhei tanto em te ver feliz assim.
Abraçando a mãe com ainda mais força, Catarina sentiu o carinho que ela sempre foi capaz de dar, mesmo nos dias difíceis.
— Só não conta para o papai ainda — disse ela, entre risos baixos.
Andrea se afastou apenas o suficiente para enxugar as próprias lágrimas.
— Tudo bem, eu não direi.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...