O almoço na casa de Noah foi bem tranquilo. Catarina, gradualmente, começou a relaxar ao perceber que, apesar de Elisa ter nascido em berço de ouro, era uma mulher humilde, comunicativa e completamente livre de frescuras ou preconceitos. Conversava com ela como se já fossem amigas antigas, tornando tudo mais leve.
Depois do almoço, Henri se despediu do irmão e da cunhada, prometendo voltar outro dia, e levou Catarina para passear. Os dois foram até o rio, caminharam pela beira d'água, sentaram na grama e passaram o resto da tarde ali, conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Era como se o tempo desacelerasse quando estavam juntos.
Quando a noite caiu, ele a levou para jantar na capital. Comeram rindo, trocando olhares que falavam mais do que qualquer palavra, e depois seguiram para a casa de praia, onde decidiram passar a noite.
Assim que entraram na casa, Catarina sentiu um arrepio que não tinha nada a ver com o vento da noite. Aquele lugar trazia lembranças fortes, lembranças da primeira vez que esteve ali com ele, quando tudo ainda era novo, intenso e cheio de descobertas. A memória bateu de forma tão viva que ela precisou respirar fundo para se recompor.
Henri percebeu o silêncio repentino.
— O que foi? — perguntou, tocando a mão dela.
Ela olhou ao redor, com um sorriso pequeno, quase nostálgico.
— Nada… só lembrei da primeira vez que estive aqui.
Ele sorriu de canto, entendendo exatamente do que ela estava falando.
— Eu também lembro — respondeu, aproximando-se dela devagar. — Foi aqui que você se tornou minha.
As bochechas dela coraram no mesmo instante ao se lembrar de que, mesmo tímida, teve coragem de se entregar a ele naquela tarde, sem saber ao certo que rumo aquela relação tomaria.
— Quer tomar um banho comigo? — Henri perguntou, com um sorriso provocador.
— Pode ir na frente… Vou ligar para os meus pais e depois vou.
— Tudo bem — ele disse, dando um beijo rápido nela antes de seguir para o banheiro.
Assim que ouviu o barulho do chuveiro, Catarina pegou o celular e ligou para a mãe, avisando que estava na capital e que não precisava se preocupar. Andrea ficou aliviada, desejou boa noite aos dois e desligou.
Quando colocou o celular na cama, ouviu outro aparelho vibrar. Era o de Henri, em cima da cabeceira.
Ela não queria olhar. Não era certo, pois não era o dela. Mas a curiosidade veio como um impulso difícil de controlar.
Olhou rapidamente para a porta do banheiro, ainda fechada, e depois para o celular dele.
A tela acesa mostrava uma notificação.
Um nome que ela não conhecia: Dayane.
A mensagem dizia:
“Te vi hoje de longe e me deu saudades. Vamos marcar de nos ver qualquer dia? Prometo que vai ser gostoso, como da última vez.”
O coração de Catarina disparou tão forte que doeu.
Um calor subiu pelo peito, misturado com surpresa, insegurança… e um medo que ela achava ter deixado lá atrás.
Ela fechou os olhos por alguns segundos, tentando entender o que estava sentindo.
Mas a única coisa que conseguia pensar era:
“Por que ele ainda tem o contato de outra mulher no celular, se está namorando sério comigo? Ou melhor… estando noivo?”
Seu coração batia tão rápido que parecia ecoar dentro do quarto inteiro. Por alguns segundos, ela ficou somente olhando para a tela, imóvel, como se o celular pudesse explicar por si mesmo quem era aquela mulher. Mas ele não explicava. Apenas brilhava com aquela frase que latejava em seu peito.
Ela apagou a tela com pressa, como se aquilo pudesse apagar também o que sentiu, mas não apagou. A mensagem ficou gravada na sua mente de forma tão nítida que parecia estar escrita em voz alta.
Levando a mão ao peito, tentou controlar a respiração. Mas não conseguia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...