Enquanto deixava que ele tocasse seu corpo no banho, a mente de Catarina estava muito longe dali. O toque dele continuava exatamente como sempre foi… mas, por dentro, ela sentia como se estivesse presa em duas realidades diferentes.
Por fora, estava ali, sob a água quente que escorria pelos ombros, sentindo as mãos dele percorrerem sua pele com carinho.
Por dentro, porém, seu pensamento corria de volta para a notificação que havia lido no celular dele, aquela mensagem inesperada, íntima, invasiva, enviada por alguém que ela nem conhecia.
Dayane.
O nome parecia pulsar em sua cabeça, como se estivesse sendo repetido a cada gota que batia no chão do banheiro.
Ela tentava focar no banho, no cheiro dele, no calor daquele momento… mas a ansiedade picava seu peito em intervalos irregulares, como se uma resposta fosse surgir de um segundo para o outro.
E, pior que tudo, a dúvida que mais a consumia era:
Como ele vai reagir quando pegar o celular e ver aquela mensagem ali?
Vai apagar? Vai responder? Fingir que não viu?
Ou vai achar que eu vi?
A cada nova pergunta, sua ansiedade a consumia.
Após alguns minutos de carinho no banho, os dois foram para o quarto e se acomodaram juntos sob o cobertor.
— Você está tão quietinha… — ele comentou, sorrindo sem desconfiança, enquanto a acomodava sobre seu peito.
Catarina sorriu de volta, fraco, tentando disfarçar.
— Tivemos um dia e tanto… — ela respondeu, tentando soar tranquila. — Além do mais, você não me deu tréguas.
O comentário arrancou um sorriso imediato dele. Henri a puxou um pouco mais para perto, deixou um beijo lento em sua testa e murmurou, com a voz baixa e quente:
— Me perdoa por isso… é que estou viciado em você. E, sinceramente, ainda não sei muito bem como controlar isso.
Mesmo com o coração apertado pela insegurança que a dominava, ela riu de leve.
O jeito que ele falava… a forma como a envolvia… tudo aquilo deixava ainda mais difícil acreditar que aquela mensagem podia significar alguma outra coisa depois de tudo.
Passando a mão nas costas dela, num carinho lento, confortável, ele declarou:
— Prometo que vou tentar pegar leve… — brincou. — Só não sei se consigo.
Ela sorriu, mas o sorriso não alcançou totalmente os olhos.
E, mesmo abraçada a ele, sentiu novamente aquele frio na barriga, não o bom, mas aquele nascido da dúvida que ainda pulsava na sua mente.
Por dentro, ela só conseguia pensar que, a qualquer minuto, quando ele tocasse no celular… aquele silêncio que ela estava tentando preservar poderia se quebrar de um jeito que ela ainda não sabia enfrentar.
[…]
A luz do sol refletindo por uma fresta da janela acordou Catarina. Ela abriu os olhos ainda meio confusa, tentando se localizar. Aos poucos, lembranças da noite anterior voltaram, e então seu olhar correu instintivamente para o lado da cama.
O espaço estava vazio.
Henri já não estava ali.
De repente, como se um alerta disparasse dentro dela, a memória da notificação no celular tomou conta de sua mente. O coração acelerou com força. Ela se sentou rapidamente na cama e olhou para a cabeceira.
O celular dele não estava mais lá.
— Droga… — murmurou baixinho.
O aperto no peito voltou novamente. Ela levou a mão à testa, lembrando-se do momento em que tudo poderia ter sido resolvido, mas não foi.
Na noite passada, depois que ele prometeu que lhe daria uma trégua, Henri começou a fazer um cafuné tão tranquilo, tão gostoso, que acabou roubando todo o cansaço do dia dela. Catarina tentou lutar contra o sono, tentou manter os olhos abertos para conversar, para pensar, para decidir se contava ou não o que tinha visto…
Mas não conseguiu.
O peso da preocupação misturado ao carinho dele a fez desabar, adormecendo antes mesmo de processar tudo direito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...