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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 426

Enquanto deixava que ele tocasse seu corpo no banho, a mente de Catarina estava muito longe dali. O toque dele continuava exatamente como sempre foi… mas, por dentro, ela sentia como se estivesse presa em duas realidades diferentes.

Por fora, estava ali, sob a água quente que escorria pelos ombros, sentindo as mãos dele percorrerem sua pele com carinho.

Por dentro, porém, seu pensamento corria de volta para a notificação que havia lido no celular dele, aquela mensagem inesperada, íntima, invasiva, enviada por alguém que ela nem conhecia.

Dayane.

O nome parecia pulsar em sua cabeça, como se estivesse sendo repetido a cada gota que batia no chão do banheiro.

Ela tentava focar no banho, no cheiro dele, no calor daquele momento… mas a ansiedade picava seu peito em intervalos irregulares, como se uma resposta fosse surgir de um segundo para o outro.

E, pior que tudo, a dúvida que mais a consumia era:

Como ele vai reagir quando pegar o celular e ver aquela mensagem ali?

Vai apagar? Vai responder? Fingir que não viu?

Ou vai achar que eu vi?

A cada nova pergunta, sua ansiedade a consumia.

Após alguns minutos de carinho no banho, os dois foram para o quarto e se acomodaram juntos sob o cobertor.

— Você está tão quietinha… — ele comentou, sorrindo sem desconfiança, enquanto a acomodava sobre seu peito.

Catarina sorriu de volta, fraco, tentando disfarçar.

— Tivemos um dia e tanto… — ela respondeu, tentando soar tranquila. — Além do mais, você não me deu tréguas.

O comentário arrancou um sorriso imediato dele. Henri a puxou um pouco mais para perto, deixou um beijo lento em sua testa e murmurou, com a voz baixa e quente:

— Me perdoa por isso… é que estou viciado em você. E, sinceramente, ainda não sei muito bem como controlar isso.

Mesmo com o coração apertado pela insegurança que a dominava, ela riu de leve.

O jeito que ele falava… a forma como a envolvia… tudo aquilo deixava ainda mais difícil acreditar que aquela mensagem podia significar alguma outra coisa depois de tudo.

Passando a mão nas costas dela, num carinho lento, confortável, ele declarou:

— Prometo que vou tentar pegar leve… — brincou. — Só não sei se consigo.

Ela sorriu, mas o sorriso não alcançou totalmente os olhos.

E, mesmo abraçada a ele, sentiu novamente aquele frio na barriga, não o bom, mas aquele nascido da dúvida que ainda pulsava na sua mente.

Por dentro, ela só conseguia pensar que, a qualquer minuto, quando ele tocasse no celular… aquele silêncio que ela estava tentando preservar poderia se quebrar de um jeito que ela ainda não sabia enfrentar.

[…]

A luz do sol refletindo por uma fresta da janela acordou Catarina. Ela abriu os olhos ainda meio confusa, tentando se localizar. Aos poucos, lembranças da noite anterior voltaram, e então seu olhar correu instintivamente para o lado da cama.

O espaço estava vazio.

Henri já não estava ali.

De repente, como se um alerta disparasse dentro dela, a memória da notificação no celular tomou conta de sua mente. O coração acelerou com força. Ela se sentou rapidamente na cama e olhou para a cabeceira.

O celular dele não estava mais lá.

— Droga… — murmurou baixinho.

O aperto no peito voltou novamente. Ela levou a mão à testa, lembrando-se do momento em que tudo poderia ter sido resolvido, mas não foi.

Na noite passada, depois que ele prometeu que lhe daria uma trégua, Henri começou a fazer um cafuné tão tranquilo, tão gostoso, que acabou roubando todo o cansaço do dia dela. Catarina tentou lutar contra o sono, tentou manter os olhos abertos para conversar, para pensar, para decidir se contava ou não o que tinha visto…

Mas não conseguiu.

O peso da preocupação misturado ao carinho dele a fez desabar, adormecendo antes mesmo de processar tudo direito.

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