Mais uma vez, a insegurança bateu forte no peito dela.
Se eles já estavam na capital, se já dormiram ali, se já tinham passado a noite juntos… por que ele precisava deixá-la na vila para depois voltar sozinho?
Aquilo não fazia sentido.
Ele poderia fazer qualquer coisa com ela junto. Qualquer coisa.
Afinal, era seu noivo. Era o homem que dizia não conseguir passar uma noite longe dela.
Então… por que não a queria ao lado agora?
A resposta veio como um estalo doloroso dentro dela, não uma certeza, mas um medo, um sussurro amargo de dúvida:
“Ele não poderia fazer o que precisava com você presente… porque outra pessoa estaria envolvida.”
Uma única imagem passou por sua mente como um golpe:
O nome na tela do celular: A mensagem ousada. O convite.
Um nó se formou em sua garganta tão forte que ela teve que disfarçar, respirando fundo para não revelar o impacto.
O café parecia ter perdido o gosto. As mãos ficaram inquietas em seu colo e, por um momento, não conseguiu sequer olhar nos olhos dele.
Henri colocou mais café na própria xícara, completamente alheio à tempestade silenciosa que se formava dentro dela.
— Vai ser um dia cheio… — comentou casualmente.
E Catarina, com o coração preso naquele nó, só conseguia pensar:
Cheio de quê?
Sua boca queria perguntar, queria tirar aquela dúvida que latejava como um espinho preso no peito, mas o medo de parecer invasiva, desconfiada, exagerada, a deixou completamente paralisada.
Era como se cada palavra que tentasse formar ficasse presa no nó em sua garganta.
Queria perguntar: “Por que você precisa voltar sozinho?”
Mas não conseguia. Tinha receio de parecer insegura, ou ouvir algo que não queria. E, principalmente… tinha medo de descobrir que o que viu no celular dele tinha, sim, algum significado.
Quando terminaram o café, ela voltou ao quarto para se vestir e se preparar para retornar à vila. Tentou se concentrar no que fazia, mas a sensação de inquietação parecia acompanhá-la como uma sombra.
Ao sair do quarto, encontrou Henri na sala. Ele estava mexendo no celular, concentrado… até perceber sua presença. No mesmo segundo, virou o aparelho para baixo, escondendo a tela de forma rápida demais para ser inocente.
Mesmo sendo um gesto mínimo, aquilo caiu como um peso dentro dela, aumentando ainda mais suas dúvidas.
— Já está pronta? — ele perguntou, tentando soar natural.
— Sim — respondeu ela, controlando o tom.
— Ótimo. Vou pegar minhas coisas no quarto e já vamos.
Ele passou por ela depressa, indo em direção ao quarto. Catarina ficou parada ali, lutando contra a avalanche de pensamentos. Alguns minutos depois, ele voltou já vestido, com as chaves na mão.
— Vamos.
Eles saíram da casa de praia juntos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...