Catarina levantou o olhar, e bastou o primeiro contato com os olhos da mãe para que o mundo dentro dela parecesse desmoronar.
Andrea não esperou mais nada. Puxou a filha para seus braços, abraçando-a forte, como só uma mãe que reconhece a dor sabe fazer.
— Pronto, meu amor… estou aqui. Seja o que for, você não vai enfrentar sozinha.
Deixando o corpo ceder ao abraço, Catarina não segurou as lágrimas e deixou que elas rolassem por seus olhos.
Sentindo o corpo da filha tremer entre seus braços, Andrea não precisou de mais nenhum sinal. Segurou-a pelas mãos, afastou-se só o suficiente para olhar em seus olhos e disse, carinhosamente:
— Vem, meu amor. Vamos entrar. Você está gelada.
— Não quero que o papai me veja assim — ela protestou.
— Não se preocupe, ele não está em casa.
Andrea a guiou para o interior da casa lentamente, como se carregasse algo frágil que pudesse se quebrar com qualquer movimento brusco. Assim que entraram, ela fechou a porta com cuidado, bloqueando o mundo lá fora, e conduziu Catarina para o sofá.
— Agora me conta… — disse com a voz baixa, mas firme o bastante para a filha saber que estava segura ali. — O que aconteceu?
Engolindo em seco, Catarina sentiu que o nó na garganta parecia maior que antes, e as palavras simplesmente não encontravam caminho para sair.
Andrea passou a mão pelos cabelos dela, numa carícia lenta, como fazia quando ela era criança.
— Filha… Olha para mim — pediu. — Seja o que for… você não precisa ter medo de me dizer.
O cuidado na voz da mãe rompeu o último fio de resistência, então ela respirou fundo três vezes, tentando organizar o que sentia no peito. Andrea apenas esperou, acariciando seu cabelo com calma.
— Ontem, o Henri e eu tivemos um dia perfeito — ela começou, limpando as lágrimas que insistiam em voltar. — Dormimos juntos… depois fomos almoçar na casa do irmão dele… tivemos uma tarde maravilhosa e, à noite… — um sorriso dolorido surgiu — eu não tenho palavras para descrever. Foi tudo tão… tão lindo, mãe.
Andrea ouvia em silêncio.
— Então… — Catarina engoliu em seco — quando chegamos à casa de praia onde íamos passar a noite, enquanto o Henri estava no banho… vi uma notificação chegando no celular dele. — Ela apertou os dedos, nervosa. — Mãe, eu juro que não queria ser invasiva. Eu juro. Mas… foi mais forte que eu. Foi só um segundo… e eu li.
Andrea manteve os olhos fixos na filha, encorajando-a a continuar.
— Era uma mensagem de uma mulher. Uma mulher chamada Dayane. Eu nunca havia ouvido esse nome na vida. — Respirou fundo, tentando não se perder. — Ela escreveu que tinha visto ele ontem de longe e que sentiu saudade… e pediu para se encontrarem. Disse até que ele não ia se arrepender.
A voz veio trêmula, como se cada palavra machucasse.
— Mãe… eu congelei. Doeu… doeu tanto. E eu nem sabia como reagir. Fiquei ali, parada, tentando entender o que aquilo significava, mas…
Andrea apertou a mão da filha, forte.
— Mas você não conseguiu parar de pensar nisso — completou, com empatia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...