Decidida a não pensar mais no que havia acontecido entre ela e Henri, Catarina resolveu ocupar a mente. As duas passaram a manhã juntas, como nos velhos tempos. Prepararam um almoço caprichado, cheio de risadas entre os temperos e histórias antigas que Andrea adorava relembrar. Em seguida, fizeram uma sobremesa simples, mas deliciosa, que deixou a casa inteira com cheiro de infância.
Depois do almoço, aproveitaram o dia bonito para caminhar até a praça da vila. Quando passaram em frente à sorveteria, Andrea a puxou pelo braço.
— Vamos sentar um pouco? — sugeriu. — Nada melhor do que um sorvete bem geladinho para amenizar esse calor.
Rindo, Catarina concordou. As duas escolheram seus sabores preferidos e se sentaram em uma das mesas externas, observando a vida passar lentamente diante delas. A brisa leve, o barulho distante de crianças brincando e o simples prazer de estar ao lado da mãe ajudavam a aliviar o peso em seu peito.
Andrea deu uma colherada no sorvete e olhou para a filha com carinho.
— Você está mais calma… — comentou, estudando o rosto da jovem.
— Estou tentando, mãe… — respondeu, enrolando o guardanapo entre os dedos. — Ficar aqui com você… me faz bem. Distrai um pouco.
Orgulhosa, Andrea sorriu.
— E vai continuar fazendo. Pelo menos até você resolver essa história hoje à noite.
— É... não adianta fugir. Mais tarde eu vou conversar com ele. Se tem uma verdade para aparecer, vai aparecer.
Andrea esticou a mão e segurou a da filha sobre a mesa.
— Você vai ver, não há nada o que temer.
Enquanto conversavam distraídas, sentadas à mesinha da sorveteria, um veículo estacionando do outro lado da rua chamou a atenção das duas. Andrea virou o rosto primeiro, mas foi Catarina quem prendeu a respiração.
Da porta do carro desceram Noah e Elisa, seguidos por uma jovem muito bonita que Catarina deduziu ser Eloá. Mas foi o último a sair que fez seu coração errar uma batida.
O irmão gêmeo de Henri.
A semelhança entre os dois era tão absurda que, por um momento, achou que estava vendo o próprio Henri. O rapaz ajeitou a camisa, colocou os óculos escuros na cabeça e olhou em direção à praça, atento ao movimento, sem perceber que ela o observava.
— Meu Deus… — Catarina sussurrou, quase sem voz.
Andrea seguiu o olhar da filha e também arregalou os olhos.
— É o tal do Gael? — perguntou, inclinando-se discretamente.
O gêmeo era igual. Absolutamente igual. A postura, a altura, o corte de cabelo… tudo parecia com Henri. A única diferença estava no olhar, um pouco mais alegre — mas o impacto era o mesmo.
— Agora entendo o porquê de todo mundo falar desse irmão — Andrea comentou baixinho. — Parece que você está olhando para o Henri… é até assustador.
— Eu já o havia visto uma vez, mas foi à noite e não percebi o quanto os dois se pareciam.
Enquanto isso, o grupo atravessava a rua em direção à praça, rindo entre si, completamente alheios a qualquer outra coisa.
— Se ele não está com os irmãos… significa que ainda está na capital — Catarina murmurou, desviando o olhar do grupo. Seu estômago se apertou, como se a confirmação de sua ausência pesasse ainda mais.
— Filha, esqueça isso por enquanto. Você mesma disse que vão conversar à noite. Não se antecipe… não se torture.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...