O tique-taque do relógio parecia ter parado. Cada segundo se arrastava como se o tempo estivesse zombando dela. Quase uma hora de atraso… e nenhum sinal dele. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Nenhum barulho de carro se aproximando da rua.
Sentada no sofá, Catarina apertava as mãos entre os joelhos, tentando respirar, mas a ansiedade tomava conta de tudo. Aos poucos, o silêncio da casa se transformou em um inimigo. Um silêncio tão pesado que parecia ecoar dentro de sua cabeça.
E, nesse vazio, só conseguia ouvir seus próprios pensamentos, aqueles que ela tentava calar desde cedo.
Ele deve ter voltado para a capital para se encontrar com a tal Dayane…
Eles devem estar juntos agora.
Talvez esteja tudo tão bom entre eles que ele até esqueceu do compromisso que tinha comigo…
Ela fechou os olhos com força, como se assim pudesse espantar aquilo. Mas não adiantava. O atraso dele alimentava cada insegurança que ela acreditava ter superado.
— Não… não faz isso comigo, Henri… — murmurou baixinho, sentindo sua voz quebrar no ar.
O relógio marcava a hora impiedosamente, e ainda assim, ele não aparecia.
A cada minuto que passava, o medo deixava de ser um sussurro e começava a virar certeza dentro dela. E se realmente estivesse acontecendo de novo?
E se ele não estivesse levando a sério o compromisso que dizia estar preparado?
A pergunta martelava sua mente como um eco insistente.
Suas mãos não paravam de suar, até que um barulho de carro estacionando em frente à casa fez seu coração disparar. Por um instante, sentiu o peito aliviar como se pudesse respirar de novo.
— Ele chegou — sussurrou, levantando-se tão rápido que quase tropeçou no tapete.
Correu até a porta e a abriu com esperança, pronta para ver o rosto dele… mas a esperança se desfez num segundo.
Não era o carro dele.
E muito menos era ele.
Era Noah e Elisa.
— Boa noite, Catarina! — Elisa disse, descendo do carro com um sorriso gentil.
— Boa noite… — respondeu Catarina, confusa, sentindo o chão sumir sob seus pés. — Aconteceu alguma coisa?
Elisa respirou fundo antes de falar:
— O Henri teve um atraso… e pediu que viéssemos te buscar para levar até a casa dos seus sogros.
Catarina arregalou os olhos.
— Como assim? — perguntou num fio de voz. — Onde ele está agora?
Elisa hesitou. Discretamente, desviou o olhar para Noah, que permanecia sentado no banco do motorista, como se esperasse o momento apropriado para falar.
Noah soltou finalmente o ar e respondeu:
— Ele ainda está na capital. Mas acredito que em breve deve chegar.
Por um segundo, Catarina não conseguiu reagir. Tudo dentro dela se contorceu.
As pernas dela ficaram bambas.
O coração doeu de um jeito que ela não queria sentir de novo.
— Ele… pediu para vocês me buscarem? — ela repetiu, tentando entender.
— Pediu, sim — respondeu Noah. — Ele não queria que você ficasse aqui esperando. Disse que prefere que você esteja lá com a família até ele voltar.
— Entendi…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...