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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 431

Por mais que todos ali fossem pessoas educadas e extremamente gentis, tentando incluí-la nas conversas, oferecendo sorrisos e puxando assunto, nada parecia conseguir aquecer o vazio que se instalava dentro dela. Todos a tratavam como parte da família, mas a ausência de Henri gritava demais.

A cada minuto que ele não aparecia, o sentimento de não pertencimento crescia mais.

Ficava difícil ignorar o aperto no peito quando via que, vez ou outra, Aurora e Oliver trocavam olhares rápidos, quase imperceptíveis para quem não os conhecia… mas Catarina percebeu.

Pareciam preocupados ou escondendo alguma coisa.

Aquilo só piorava a sensação de que ela era a única ali que não sabia o que estava realmente acontecendo.

Após alguns minutos tentando se manter firme, ela sentiu que não conseguiria mais controlar a ansiedade. O coração batia rápido demais, e a garganta ardia como se ela tivesse engolido um nó enorme.

Disfarçando, pegou o celular dentro da bolsa e o escondeu parcialmente entre as mãos, como se apenas estivesse verificando algo comum, mas não era. Com os dedos tremendo, digitou:

“Onde você está? Se soubesse que não viria para a casa dos seus pais, não teria vindo com o seu irmão.”

Enviou e ficou olhando para a tela por um segundo, o coração disparado, como se esperasse que a resposta viesse imediatamente, mas não veio.

Ela ficou com o celular nas mãos, tentando manter a respiração firme enquanto observava a tela. O barulho das conversas ao redor parecia distante, abafado, como se tudo estivesse acontecendo atrás de um vidro grosso.

A mensagem havia sido visualizada, mas nada aconteceu. Nenhuma resposta. Nenhum “estou chegando”, nenhuma explicação. Só o silêncio. Um silêncio que parecia zombar dela.

Pressionando a boca com a mão, tentou conter o tremor. O barulho ao seu redor se tornou ainda mais distante. Era como se o mundo inteiro tivesse parado… menos a angústia dentro dela.

Ele viu e não respondeu.

Por alguns segundos, lutou para não chorar ali, no meio da sala cheia de gente. Tentou levantar o rosto, fingir que nada estava acontecendo, mas sua visão já estava embaraçada. E, como se a dor não bastasse, sua mente sussurrou a pior coisa:

Se ele não respondeu… é porque estava ocupado demais para responder.

Ela baixou o celular depressa, antes que alguém visse a tela, e tentou respirar. Mas era difícil. Tudo dentro dela parecia prestes a explodir. Foi então que sentiu uma presença ao lado.

Gael a observava com o cenho levemente franzido.

— Catarina…? — Ele perguntou baixinho. — Você está passando bem?

A voz dele pareceu puxá-la de volta ao mundo.

— Eu… — Catarina tentou dizer, mas a voz falhou no meio do caminho. Ela respirou, mas o ar não vinha. Seus olhos já ardiam, e o nó na garganta parecia crescer. — Acho que quero voltar para casa… — murmurou, segurando o choro com todas as forças que ainda tinha.

— Voltar? Por quê?

Ela desviou o rosto, enxugando discretamente o canto dos olhos com a mão. No fundo, sabia que não tinha uma resposta que pudesse dizer em voz alta. Não queria expor sua dor na frente de ninguém, muito menos do irmão de Henri.

Mas o sentimento transbordou antes que ela conseguisse controlar:

— O Henri ainda não chegou e... — a voz tremeu — eu não sei… eu só… só não quero ficar aqui sem ele.

Sabia que aquela resposta parecia tão vaga, mas naquele momento não sabia o que dizer, só queria desaparecer.

— Você não está se sentindo à vontade? Quer que eu chame a minha mãe?

Ela negou com a cabeça imediatamente.

— Não… por favor, não. Eu não quero chamar atenção. Eu só… só preciso respirar um pouco…

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