Confusa com o que Oliver dizia, Catarina franziu a testa e arqueou uma sobrancelha, sentindo o coração acelerar de preocupação.
— O que o senhor quer dizer com isso? — perguntou, inquieta.
— Acho que é melhor você ver com os seus próprios olhos.
— Como assim? — Ela insistiu, um pouco mais aflita.
— Vem comigo.
Ele estendeu a mão para ela, como quem sabia exatamente o que estava fazendo. Catarina hesitou por um segundo, mas acabou segurando a mão dele, mesmo tomada pela confusão.
No exato momento em que se levantou, sentiu os olhares de todos na sala se voltarem para ela. Parecia que cada conversa havia parado. Cada riso havia cessado. Cada pessoa estava apenas… esperando.
Suas mãos começaram a tremer.
Sem dizer nada, Oliver começou a guiá-la pelos corredores da casa. Sua mente estava tomada por perguntas desconexas, emoções misturadas, cenários confusos que ela não conseguia organizar.
O que ele vai me mostrar?
Por que todo mundo está me olhando desse jeito?
O que o Henri está escondendo?
Quando chegaram à porta dos fundos, Oliver parou.
Ele olhou para ela por um instante e então abriu a porta.
Um breu tomou conta da visão de Catarina. O quintal estava totalmente escuro. Ela tentou entender o que havia ali, mas não conseguia distinguir absolutamente nada.
— Vá em frente — disse Oliver, em tom baixo, quase como um convite.
Catarina engoliu em seco. Mesmo sem entender, deu o primeiro passo para fora da casa… depois outro… e mais outro, avançando em direção ao escuro que parecia engolir o quintal inteiro.
O silêncio era tão profundo que a fez prender a respiração. E então… de repente… As luzes se acenderam de uma só vez. Catarina arregalou os olhos.
A música “Back at One” começou a tocar, suave, romântica, preenchendo o quintal escuro que agora ganhava vida com pequenas luzes cintilando ao redor.
É inegável que nós deveríamos estar juntos…
É inacreditável como eu costumava dizer que eu nunca iria me apaixonar…
A música continuava, profunda e sentimental, mas Catarina mal conseguia respirar.
Quando seus olhos finalmente se ajustaram à luz recém-acesa, ela viu, primeiro como uma silhueta, depois com nitidez, uma pequena estrutura de madeira decorada: um pergolado, delicado, adornado com flores coloridas e cordões de luz.
E ali, no centro, parado, imóvel… estava Henri.
Ele parecia diferente. A roupa impecável, o cabelo arrumado, o olhar seguro, mas era a expressão dele que a fez parar de respirar: uma mistura de nervosismo e certeza, como se tivesse esperado por aquele momento a vida inteira.
Catarina levou a mão à boca. Seu coração golpeou o peito como se quisesse escapar.
As pernas tremiam, mas ela caminhou. Cada passo parecia puxá-la para mais perto de algo que ela não compreendia… e para longe de todo o medo que sentia minutos antes.
Quando chegou ao pergolado, percebeu outras silhuetas ao lado, seus pais. Andrea segurava as mãos no peito, emocionada. Damião, de braços cruzados, tentava parecer firme… mas os olhos brilhavam.
A garganta de Catarina fechou.
Ela olhou para Henri, incapaz de esconder a tremedeira na voz:
Ele respirou fundo, mantendo os olhos nela, como se não existisse mais ninguém naquele quintal iluminado.
— E não porque eu espero reconhecimento, elogios ou qualquer coisa assim… — continuou. — Mas porque quero que todos aqui sejam testemunhas do quanto eu amo você.
Ela sentiu o peito estremecer. A música tocava ao fundo, preenchendo a atmosfera com algo mágico. As luzes ao redor pareciam brilhar um pouco mais forte, como se o universo inteiro tivesse decidido ajudar Henri naquele momento.
— Catarina… — ele disse — eu nunca fui bom com sentimentos. Sempre fui fechado, sempre fugi do que sentia… mas você… você me desmontou completamente.
As lágrimas escorriam dos olhos dela.
Henri sorriu de leve, enxugando uma delas com o polegar.
— E eu não quero… nunca mais… que você pense que está sozinha. Que eu te deixei esperando. Que escolhi outra coisa, outra pessoa, outro caminho. — Ele balançou a cabeça, emocionado. — Porque, desde que te reencontrei, eu só consigo imaginar um futuro onde você esteja comigo.
Ele então ajoelhou-se devagar diante dela, tirando do bolso uma caixinha dourada e elegante. Ao abrir, revelou um anel delicado que refletia as luzes do pergolado.
Um suspiro coletivo ecoou atrás deles, de seus pais, dos pais dela, dos amigos, mas Catarina só conseguia ver Henri ali, ajoelhado como se o mundo dependesse daquele instante.
— Catarina… — ele sorriu, embora estivesse se sentindo vulnerável — você aceita se casar comigo… e começar tudo certo, do nosso jeito?
As lágrimas dela desciam sem controle. As pernas tremiam. O coração batia tão forte que parecia que iria saltar do peito.
Ela mal conseguia respirar.
E Henri, esperando sua resposta, parecia ser o homem mais apaixonado do planeta.
— É claro que aceito — disse ela, entre soluços.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Existe pfd do livro grátis?...
Os últimos capítulos não serão liberados?...
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...