Algumas horas atrás…
Ao acordar pela manhã, Henri percebeu que ainda estava escuro lá fora. Catarina dormia profundamente ao seu lado, com a respiração calma, os cabelos espalhados pelo travesseiro. Aquela visão o fez sorrir e também desejar fazer algo especial para ela naquele dia.
Com cuidado para não acordá-la, ele se levantou devagar. Pegou o celular que estava em cima da cabeceira e saiu do quarto, caminhando até o banheiro. Depois de fazer sua higiene da manhã, pegou o aparelho para ver se havia alguma notificação e, no mesmo instante, franziu o cenho.
Por mais que tivesse revisado e excluído muita coisa do celular, ainda havia alguns contatos antigos ali que ele jurava já ter apagado… e no meio deles reconheceu um nome que não queria ver novamente: Dayane.
Contido pela vergonha, ele abriu o contato. Foi ao histórico e descobriu que, na pressa de reorganizar sua vida, havia deixado aquele número passar despercebido quando apagou todos os outros.
Mas não havia mais nada além disso. Nenhuma conversa. Nenhuma troca. Nada. Mesmo assim, ele sabia exatamente o estrago que uma mensagem daquela poderia causar caso Catarina visse e, conhecendo a história dela, conhecendo suas inseguranças, seria devastador.
— Droga — murmurou, passando a mão pelos cabelos.
Aquela simples notificação poderia colocar em risco tudo o que estavam construindo, então decidiu encerrar aquilo no mesmo instante, digitando uma resposta para ela.
Olá, Dayane. Tudo bem? Se realmente me viu ontem, então deve ter percebido que eu estava acompanhado. Aquela moça é a minha noiva. E é justamente por respeito a ela e ao momento que estou vivendo, que preciso ser sincero com você: eu não tenho mais interesse em reencontros ou conversas que não façam parte da vida que estou construindo agora.
Estou muito feliz e decidido sobre o meu futuro ao lado dela. Não há mais espaço para distrações ou qualquer tipo de intenção fora desse compromisso.
Desejo, de verdade, que você também encontre alguém especial, alguém que te faça seguir em frente. Um abraço.
Assim que respondeu à mensagem, guardou o celular no bolso e foi para a cozinha preparar algo especial para a noiva. Tinha muitos planos para aquele dia e, por mais que quisesse ficar ao lado dela o tempo todo, sabia que precisava se afastar um pouco para que a surpresa desse certo.
Enquanto a cafeteira começava a liberar o aroma do café fresco, ele saiu para a varanda e ligou para Damião. Queria que tudo fosse perfeito e, para isso, precisava que a família dela também estivesse presente.
A ligação chamou duas vezes antes de ser atendida.
— Bom dia, senhor — disse ele, com a voz a mais amigável possível.
Do outro lado, Damião respondeu imediatamente, com um leve tom de preocupação:
— Bom dia, Henri. Aconteceu alguma coisa com a minha filha?
— Não, senhor, não se preocupe — apressou-se em tranquilizá-lo. — A Catarina está bem. Na verdade, está dormindo agora. E... por isso mesmo estou ligando.
Houve uma breve pausa.
— Certo… e em que posso ajudar? — Damião perguntou, desconfiado como sempre.
— Obrigado, senhor. De verdade.
Eles se despediram, e Henri desligou com o coração acelerado de ansiedade, de alegria… e de medo de que algo desse errado.
Voltou para a cozinha, com a mente cheia de planos. Assim que entrou, deixou o celular sobre a bancada e começou a arrumar a mesa do café.
Ele queria aquele dia perfeito. Queria que ela sentisse que estava segura. Queria lhe dar todas as certezas que jamais pôde dar no passado. E, acima de tudo… Queria que, quando ela dissesse “sim”, dissesse com a alma inteira.
Depois do café, quando estava prestes a levá-la para a vila, o celular vibrou em seu bolso. Era uma mensagem do joalheiro avisando que o anel que ele havia encomendado finalmente havia chegado. Seu coração acelerou, era exatamente o que ele esperava para completar o plano daquele dia.
Mas, no mesmo instante, Catarina apareceu ao seu lado, e ele não teve tempo de ler a mensagem com calma, muito menos de respondê-la. Guardou o celular depressa no bolso e fingiu que tudo estava normal, mesmo percebendo que ela o observava com certa desconfiança.
Ele tentou disfarçar do jeito que pôde, mas sabia que Catarina o conhecia bem demais. Ainda assim, não podia estragar a surpresa.
Assim que a deixou na porta de casa, não pensou em mais nada. Mal esperou que ela entrasse para dar partida no carro. Seu único objetivo naquele momento era um só: buscar o anel que usaria para pedi-la em casamento.
Todo o resto poderia esperar.
Mas aquele pedido… não. Era o início da nova vida deles, e ele queria que fosse perfeito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Existe pfd do livro grátis?...
Os últimos capítulos não serão liberados?...
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...