Quando retornou à capital, estacionou seu veículo bem em frente a uma das joalherias mais caras e prestigiadas do país. Assim que atravessou a porta de vidro, o perfume refinado do ambiente e o brilho das vitrines o fizeram lembrar, mais uma vez, do motivo pelo qual estava ali: Catarina.
A atendente, elegante e muito educada, já parecia esperar por ele.
— Bom dia, senhor Caetano — cumprimentou com um sorriso profissional.
— Bom dia — respondeu, ajeitando a camisa com certa ansiedade. — O Steve está?
— Sim, senhor. Ele o aguarda no escritório. Por aqui, por favor.
Ele a acompanhou pelo corredor estreito que levava aos fundos da loja. A cada passo, o coração batia mais forte, não de nervoso por si mesmo, mas pelo que aquela joia iria significar para Catarina.
A atendente abriu a porta, e ele entrou.
Steve Davis, um dos joalheiros mais requisitados do país, levantou-se imediatamente, sorrindo ao vê-lo.
— Henri! Ainda bem que chegou. Estava te esperando — disse, estendendo a mão.
Henri retribuiu o aperto de mão.
— Peço desculpas por não responder sua mensagem antes… — explicou, meio sem graça. — Minha noiva estava por perto, e eu não queria que ela visse.
— Sem problema nenhum — Steve garantiu, com um gesto de mão despreocupado. — Sente-se. Quero te mostrar como ficou o seu pedido.
Sentando-se, tentou controlar a ansiedade que parecia se espalhar por todo o corpo. Steve caminhou calmamente até o cofre grande que ocupava parte da parede, digitou uma senha longa e precisa, e o cofre se abriu com um clique metálico.
O joalheiro pegou uma pequena caixa dourada, tratada como ouro puro, em suas mãos e, de certo modo, era mesmo.
Voltando para perto de Henri, colocou a caixinha sobre a mesa.
— Aqui está — anunciou, abrindo-a com cuidado.
E quando a tampa se ergueu, revelando o anel sob a luz branca da luminária, Henri sentiu o ar preso no peito. Era exatamente como ele queria. Exatamente como Catarina merecia.
Enquanto observava a joia reluzir, Henri não conseguiu evitar que a memória o puxasse para trás, para o dia infeliz em que levou Catarina para escolher as alianças. Lembrou-se nitidamente de si mesmo, frio, distante, pegando a peça mais simples e barata apenas para demonstrar o quanto não queria estar ali. Na época, achou que estava sendo firme… hoje, percebia que havia sido cruel.
A imagem do rosto dela naquele dia, o brilho apagando nos olhos, o sorriso hesitante tentando esconder a mágoa, atravessou seu peito com força. Era uma lembrança que ainda o corroía, porque sabia que ela merecia tudo, menos aquilo.
— É como imaginou? — A voz de Steve o puxou de volta ao presente.
Respirando fundo, Henri piscou e assentiu.
— É mais do que imaginei. — respondeu, com a voz cheia de certeza. — A minha noiva merece muito isso.
Vê-lo tão seguro deixou Steve satisfeito. O joalheiro acenou para uma das funcionárias, que se aproximou, abriu a caixa dourada e acomodou ali o anel com extremo cuidado, quase como se estivesse embalando um tesouro.
— Espero que essa joia traga muita felicidade para vocês — desejou Steve, entregando a caixa.
Henri fechou os dedos ao redor dela, sentindo o peso simbólico daquele objeto, não era só ouro e diamante, era o pedido de perdão que ele nunca conseguiu colocar em palavras, era a prova de que ele deixaria para trás qualquer sombra do homem que havia sido.
— Vai trazer — afirmou com convicção. — Não tenho nenhuma dúvida disso.
Após se despedir, atravessou a loja com passos rápidos. Do lado de fora, o dia já avançava e o tempo parecia correr mais depressa do que ele. Havia muito a organizar e pouco espaço para erros. Cada minuto contava. Ele guardou a pequena caixa no bolso interno da jaqueta, entrou no carro e inspirou fundo antes de ligar o motor.
Visitou a floricultura para confirmar se todos os arranjos que havia encomendado estavam prontos. Em seguida, ligou para a decoradora, que transformaria o jardim dos fundos da casa dos seus pais em um cenário impecável. A tarde passou num piscar de olhos enquanto ele acompanhava cada detalhe sendo colocado no lugar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...