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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 119

Nuria

Ele tentou passar por mim.

Tentou.

Mas eu dei um passo à frente e bloqueei o caminho, braços cruzados, queixo erguido.

"Você vai sair andando de novo, Stefanos? Me ignorar como se eu não tivesse o direito de saber o que está acontecendo debaixo do meu próprio nariz? Achei que fosse sua igual."

Ele parou. Não porque queria. Mas porque sabia que, dessa vez, eu não ia aceitar silêncio como resposta.

"Não é o momento pra isso," ele disse, a voz baixa, tensa. "Eu tô tentando resolver..."

"Você sempre está tentando alguma coisa, Alfa." Me aproximei mais. "Mas agora você não está mais sozinho. Eu posso te ajudar. Seu beta também podia. Você podia ter ido vê-lo, como disse que foi."

O provoquei. E ele rosnou.

"Inferno, Nuria. Só me deixa passar..."

Ele colocou as mãos nos meus ombros, me segurando com firmeza. Mas os olhos… os olhos não saíam dos meus.

"Se vai voltar a ser um idiota, talvez eu ainda tenha tempo de cancelar essa união. Se eu falar com o cons..."

Não consegui terminar.

"Você não está nem louca de dizer uma coisa dessas pra mim."

Num segundo, ele me virou contra a parede, me prendendo com o corpo. Seus olhos estavam em brasa.

"Conversa comigo, Alfa." Minha voz saiu baixa, mas firme. "Me deixa te ajudar."

As mãos dele me soltaram devagar, e ele apoiou os braços na parede, um de cada lado do meu corpo.

"Nuria..."

Ele ergueu o rosto e me encarou. A mandíbula travada. O olhar tenso. O lobo dentro dele estava ali, inquieto, à flor da pele.

"Eu tô tentando te proteger, Ruína."

"Mentira." Minha voz cortou como lâmina. "Você está tentando me excluir."

"Eu não quero que você se machuque."

"Você não quer que eu veja as sombras que rondam você." Me mantive firme. "Mas adivinha? Eu já vi. Eu venho delas. Eu nasci no meio delas. E sobrevivi."

A raiva nos olhos dele se desfez por um segundo. E o que ficou foi algo mais cru. Mais doloroso.

"Você não entende o que eu tô enfrentando," ele sussurrou.

"Então me explica. Me mostra." Levei a palma da mão até o peito dele. "Porque o que eu vejo agora… é um lobo que prefere carregar tudo sozinho e se afundar, do que dividir o peso com quem ama."

Ele virou o rosto, como se minhas palavras tivessem sido um soco.

"Você me disse que eu era sua. Que ia cuidar de mim. Que eu podia confiar."

"Pode."

"Então prova."

Dei mais um passo, nossos corpos quase se tocando.

"Prova que a marca que você me deu não foi só instinto. Foi escolha. E que você me quer ao seu lado... de verdade... mesmo quando a coisa fica feia."

O peito dele subia e descia, a respiração pesada. O lobo dele oscilava entre fúria e rendição. Mas ele ainda não dizia nada.

"Se você sair dessa sala agora sem me contar a verdade…" respirei fundo, prendendo o olhar no dele, "vai dormir sozinho. Eu não quero ser calada de novo. Você vai ter que se responsabilizar pelas consequências."

Ele piscou lentamente.

119. Me deixa te ajudar 1

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